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Os 12 melhores locais para visitar em Pontevedra

É uma das cidades mais bonitas da Galiza, na Espanha, e atrai cada vez mais visitantes e turistas. Descubra os melhores locais para visitar em Pontevedra.

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Pontevedra
Pontevedra

 

“Pontevedra dá de beber a quen pasa” é um dito galego que expressa muito bem a essência desta cidade: a hospitalidade. Esta tradição de acolhimento reflecte-se na Virgem Peregrina, emblema do caminho português para Compostela, honrada pelos pontevedrinos com uma curiosa igreja, monumento nacional, com a planta em forma de vieira! Em Pontevedra, tudo está a um passo. E há tanto para ver… Tesouros de verdade, como a colecção de ourivesaria em ouro do Museu de Pontevedra, única na Europa, com jóias esplêndidas de mais de 4000 anos de antiguidade. E outras jóias mais, a Basílica de Santa Maria, as Ruínas de Santo Domingo e a Igreja de San Bartolomeu.

Mas ainda há mais. Parques, alamedas, passeios pelo rio em plena cidade e um centro histórico que, depois do de Santiago de Compostela, é o mais importante da Galiza. Arquitectura em pedra com casas brasonadas e habitadas, fontes, praças a transbordar vida e esplanadas com ambiente até de madrugada. Isto é vida. Em Pontevedra já não se dorme. O visitante de Pontevedra não deve abandonar a cidade sem passear pela margem do Lérez, recuperada muito acertadamente para o lazer da cidade, dado que oferece ao caminhante um encanto muito evocador, com recantos muito agradáveis e que chegam a parecer como que retirados de um conto.

Na margem Norte aparecem os melhores lugares para passar um bocado agradável e, entre eles, recomendamos encarecidamente a Ilha das Esculturas, na qual se pode saborear um passeio que combina natureza e cultura. Nesta ilha fluvial de 7 hectares pode-se admirar uma variada lista de obras escultóricas de grande tamanho de reputados artistas galegos e não só ao mesmo tempo que se passeia por um espaço natural de grande valor ecológico. Descubra os melhores locais para visitar em Pontevedra.

 

1. Basílica de Santa Maria

A Igreja de Santa Maria é sem dúvida o melhor exemplo de arquitectura religiosa de toda a cidade. A Real Basílica de Santa Maria A Maior inicia no século XVI como iniciativa do grémio de Marinheiros, habitantes da Moureira, activo e pujante bairro marinheiro.

Basílica de Santa Maria
Basílica de Santa Maria

Declarada Monumento histórico Artístico em 1931, Santa Maria conjuga à perfeição o Gótico tardio com o Renascimento. A este último estilo pertence a sua fachada principal (s. XVI), obra de Cornelis da Holanda e João Noble, considerada uma das obras cimeira do estilo plateresco na Galiza e que alberga uma curiosa imagem de São Xerome com óculos. No interior, pode-se contemplar o Cristo do Desencravo (s. XVI), o Cristo dos Marinheiros (s. XVIII) e as deslumbrantes abóbadas de crucería.

 

2. Praça da Ferrería

A Ferrería é sem dúvida uma das Praças mais típicas, visitadas e queridas da cidade e centro nevrálgico da vida pontevedresa. É um lugar de encontro, de actos culturais ou de jogo para pequenos e onde estão algumas das melhores esplanadas da cidade. Recebe o seu nome das forjas que existiam nas suas colunas e que antigamente forneciam de metal aos demais grémios da cidade. Une-se com o pequeno Largo da Estrela, onde destaca a Casa das Caras que dá nas vistas pela quantidade de caras da sua fachada, e com os Jardins de Casto Sampedro.

Praça da Ferrería
Praça da Ferrería

No meio destes últimos ergue-se a afamada Fonte da Ferrería (século XVI). Foi reconstruída em 1930 neste lugar trás ser retirada do centro do largo. Todo este conjunto encontra-se presidido pela potente presencia de dois edifícios religiosos: São Francisco e o Santuário da Peregrina, assim como por um conjunto de edificações de pedra, algumas alpendradas, de uma grande harmonia.

 

3. Praça do Treuco

Segundo conta a lenda, o arqueiro grego Teucro, médio irmão de Aiax, depois da Guerra de Tróia, viajou a Ocidente e fundou a cidade de Pontevedra. A elite renascentista da cidade deu-lhe pulo a este mito para enobrecer e prestigiar a vila. Neste largo, uma das mas formosas de Pontevedra, podemos contemplar vários edifícios interessantes como o Paço dos Gago y Montenegro e face a ele o Paço do Conde de São Román. No fundo do largo à beira da rua Real está o antigo Paço de Aranda e Guimarei.

Praça do Treuco
Praça do Treuco

Foi uma das vagas mas senhoriais da cidade e ainda hoje conserva parte das casas nobres que a rodeavam e bons exemplos da riqueza heráldica de Pontevedra. Entre todos destaca o escudo da casa dos Gago y Montenegro, uma verdadeira jóia do barroco galego realizado no século XVI. As ruas situadas nas suas proximidades constituem uma das zonas mas importantes de tapas e vinhos.

 

4. Convento de São Francisco

Segundo a tradição, o convento foi fundado por Francisco de Assis, que parou em Pontevedra enquanto fazia a rota Portuguesa dos caminhos de Santiago. A chegada da ordem franciscana à cidade teve lugar possivelmente no último terço do século XIII, sendo a edificação construída entre 1310 e 1360, contando com a ajuda económica dos herdeiros do Pai Gomes Charinho num solar da casa de Soutomaior, naquela época ainda fora do perímetro da muralha da cidade. A opulência desta construção provocou inveja nos membros da ordem dominicana instalados na cidade, que terminaram sua igreja dez anos antes, e que decidiram iniciar em 1380 a construção doutra igreja maior que a franciscana, com cinco absides.

Convento de São Francisco
Convento de São Francisco

Em 1362 iniciou-se a construção da cabeceira da igreja das freiras clarissas na cidade, similar à de São Francisco, mas de menor tamanho. Ademais destas três construções, a igreja paroquial de São Bartolomeu foi ampliada entre 1337 e 1339. Este grande apogeu na construção deveu-se ao grande número de doações económicas procedentes de famílias nobres, temerosas da morte procedente da peste negra que assombrou a Europa naquela época. A igreja é de estilo gótico tardio ou ogival, e foi declarada um monumento histórico-artístico em 1896. Tem planta de cruz latina, com nave única, cruzeiro, coberta de madeira e cabeceira com três absides poligonais, cobertas com abóbadas de cruzaria. O edifício que ocupa a Delegação da Fazenda foi construído em 1800, e inclui a porta de São Domingos da antiga muralha da cidade, do século XIII.

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