Jardinagem

Glicínias: como plantar e cuidar desta trepadeira que enche o jardim de cor na Primavera

Glicínias: como plantar e cuidar desta trepadeira que enche o jardim de cor na Primavera
Glicínias: como plantar e cuidar desta trepadeira que enche o jardim de cor na Primavera

Poucas plantas transformam um jardim, uma pérgola ou uma parede como as glicínias. Na Primavera, esta trepadeira vigorosa cobre-se de longos cachos de flores lilases, brancas ou azuladas, perfumadas e cheias de vida, que atraem abelhas e transformam qualquer canto num espetáculo digno de revista.

Tem fama de ser exigente e de demorar anos a florir, mas a verdade é que, respeitando algumas regras simples de plantação, rega e poda, é possível cultivá-la com sucesso mesmo num jardim português comum.

Onde plantar as glicínias

As glicínias precisam de sol direto durante boa parte do dia para florescerem em abundância — num local demasiado sombrio, a planta cresce, mas produz poucas ou nenhumas flores. O clima português, com invernos amenos e verões quentes, é particularmente favorável a esta espécie.

Por ser uma trepadeira de crescimento rápido e bastante vigorosa, precisa de uma estrutura sólida desde o início: uma pérgola, uma treliça resistente ou uma parede com suporte adequado.

Evite plantar junto a caleiras, telhados ou estruturas frágeis, porque com o tempo o tronco lenhoso ganha força suficiente para as danificar. O solo ideal é fresco, bem drenado e ligeiramente ácido a neutro; solos muito calcários podem causar folhas amareladas.

Rega e adubação: o equilíbrio certo

Nos primeiros dois anos, enquanto a planta desenvolve raízes profundas, a rega deve ser regular, sobretudo nos meses mais secos do Verão. Depois de estabelecida, a glicínia torna-se bastante resistente à seca e só precisa de rega suplementar em períodos de calor prolongado. O maior erro é o excesso de água parada junto às raízes, que favorece doenças.

Quanto à adubação, prefira um fertilizante equilibrado, aplicado com moderação no início da Primavera: adubos ricos demais em azoto estimulam folhagem em excesso à custa das flores, que é exatamente o oposto do que se pretende.

Poda: o segredo de uma floração abundante

Se há um passo que faz toda a diferença com as glicínias, é a poda. Fazem-se, idealmente, duas podas por ano: uma no Verão, logo após a floração, para controlar o crescimento vegetativo e deixar entrar luz e ar; e outra no Inverno, com a planta em repouso, cortando os ramos laterais para dois ou três gomos, o que estimula a formação de gomos florais para a Primavera seguinte.

Sem esta disciplina, a planta tende a investir toda a energia em crescer em extensão, e não em florir. É também através da poda que se mantém a planta dentro dos limites do espaço disponível, algo essencial numa trepadeira tão vigorosa.

Paciência: o que esperar nos primeiros anos

Uma das razões pelas quais as glicínias têm fama de difíceis é o tempo que podem demorar a florir quando plantadas a partir de semente — por vezes mais de uma década.

A solução pass a por comprar sempre plantas enxertadas ou propagadas por estaca num viveiro de confiança, que florescem muito mais cedo, geralmente em dois a três anos.

Vale a pena combinar esta trepadeira com outras espécies floridas para ter cor no jardim durante mais tempo do ano — no nosso guia de trepadeiras para o jardim encontra outras sugestões que se complementam bem com as glicínias.

Com um pouco de paciência e os cuidados certos, a recompensa é um dos espetáculos florais mais bonitos que um jardim português pode oferecer.

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VxMag

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