VortexMag
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle
No Result
View All Result
VortexMag
No Result
View All Result
Home História

D. Sancho II: um Rei traído pela mulher e roubado pelo irmão

Um rei valente mas que foi traído pela esposa e roubado pelo seu próprio irmão. Descubra a história de D. Sancho, um dos mais injustiçados reis portugueses.

VxMag by VxMag
Out 3, 2021
in História
1
D. Sancho II

D. Sancho II

Partilhar no FacebookGuardar no Pinterest

ArtigosRelacionados

Túrdulos

Túrdulos: o povo que também habitou o território português no tempo dos lusitanos

Set 26, 2023
Casamansa

Fijus di Terra: 500 anos depois ainda se fala português no Senegal

Set 24, 2023
Nisa

História desconhecida de Portugal: os franceses que colonizaram o Alentejo no século XII

Set 23, 2023
Palácio de Cristal

Porto desaparecido: o antigo Palácio de Cristal

Set 3, 2023

Se pensa que a vida de um Rei é rodeada de luxos e ostentação, com toda a gente a ceder aos seus caprichos, regras e vontades, pode estar a cometer um erro. A verdade é que isso nem sempre acontece, e D. Sancho II é um rei que o comprova na perfeição. Este rei português nasceu em Coimbra, no dia 8 de setembro de 1202, e era filho de D. Afonso II.

Teve um reinado relativamente longo, de mais de 2 décadas, entre 1223 e 1248, sendo que subiu ao trono com apenas 14 anos. Uniu-se a D. Mécia Lopes de Haro, e acabou por falecer em Toledo, a 4 de janeiro de 1248. Aquele que foi o quarto rei da história de Portugal foi sucedido pelo seu irmão, D. Afonso III.

D. Sancho II passou grande parte do seu tempo em guerra contra os muçulmanos, acabando por desprezar as tarefas do governo e do cuidado do reino. Provou a sua valentia no campo de batalha, e a prova está na expansão que fez ao território nacional, tendo conquistado um número significativo de castelos aos mouros.

D. Sancho II
D. Sancho II

Mas apesar das suas vitórias, ganhou a fama de ser mau rei, por se ter revelado um governante incapaz. Não ajudava o facto de ser tido como um marido impotente e de se saber que era enganado pela sua mulher. Assim, o reino acabou por cair na desordem, sendo alvo de diversos bandos de salteadores.

Nobres e bispos acusavam o rei de “não fazer justiça nenhuma”, e na sua frustração pela injustiça reinante, chegaram a queixar-se ao Papa da incompetência do rei e da incapacidade deste para exercer a autoridade. A isto se juntou o casamento do rei com D. Mécia Lopes de Haro, uma nobre espanhola de quem ele ainda era primo.

Dona Mécia não era vista como sendo uma opção boa para o reino, pois além de ser espanhola, já tinha sido casada. Povo, clero e nobreza passaram rapidamente a odiar a rainha, sendo que estes últimos acabaram por escrever ao Papa. Assim, em fevereiro de 1245, o Papa Inocêncio IV declarou nulo o casamento realizado entre D. Sancho II e D. Mécia.

O rei não se vergou à vontade dos outros e recusou a separação. Entre os seus inimigos, contava-se o seu irmão, D.  Afonso, que intensificou intrigas junto do Papa. Então, Sancho II acabou por ser deposto através da bula “grandi non immerito”, que colocou D. Afonso no trono. Sancho II resistiu, seguindo-se a guerra civil.

D. Sancho II
D. Sancho II

No entanto, em 1246, o rei sofre um golpe fatal. Um dos principais apoiantes de D. Afonso, Raimundo Portocarrero, entrou no Paço chefiando um pequeno grupo de cavaleiros, dos quais se destaca Martim Gil de Soverosa, homem de confiança de D. Sancho II, que traiu o rei. Assim, Portocarrero raptou a rainha quando D. Sancho II se encontrava em Coimbra.

Quando soube do sucedido, o rei reuniu um pequeno exército para cercar Ourém, localidade para onde tinha sido levada a rainha. Com a vila já cercada e com o rei a preparar-se para recuperar a mulher, a própria D. Mécia Lopes de Haro recusou-se a voltar para ele, assumindo a adesão ao partido de D. Afonso. Um desgosto do qual o Rei D. Sancho II nunca mais iria recuperar.

No escândalo que se seguiu, D. Mécia foi acusada de ter anuído ao rapto, e ganharam ainda mais voz os rumores de que D. Sancho II era impotente, uma vez que o casal não tinha filhos. Um conjunto de rumores bem ao sabor da época, em que era normal este tipo de conclusões (e outras ainda mais descabidas).

D. Sancho II acabou por partir para o exílio, ficando em terras de D. Fernando III de Castela, seu primo. Faleceu em Toledo, passando D. Afonso a ser rei, com o nome de D. Afonso III. Quanto a D. Mécia, esta acabou por sair de Ourém, tendo ido primeiro para a Galiza e mais tarde para Castela, onde acabou por falecer.

Tags: d. sancho IIhistória de portugal
VxMag

VxMag

Comments 1

  1. Eugenia says:
    2 anos ago

    Daí se conclui que de Espanha nem bom vento nem bom casamento.

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Capela dos Pestanas
Viagens

Capela dos Pestanas: o segredo mais bem guardado do Porto

by VxMag
Out 3, 2023
0

O Porto é um local com muito para ver, até porque é uma cidade rica em história, cultura e beleza....

Read more
Mosteiro de Castro de Avelãs

Mosteiro de Castro de Avelãs: um monumento singular para descobrir em Trás-os-Montes

Out 3, 2023
ervas aromáticas

Como plantar ervas aromáticas em vasos na sua cozinha

Out 3, 2023
decoração em estilo escandinavo

7 ideias de decoração para uma sala em estilo escandinavo

Out 3, 2023
ideias de decoração para quarto de criança

7 ideias de decoração para quartos de criança bonitos e acolhedores

Out 2, 2023
Casa dos Gessos Lisboa

5 museus estranhos ou invulgares para descobrir em Lisboa

Out 2, 2023

© 2023 Vortex Magazine

Mais infomação

  • Ficha Técnica
  • Quem somos
  • Política de privacidade
  • Estatuto editorial

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle

© 2023 Vortex Magazine