VortexMag
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle
  • Natureza
No Result
View All Result
VortexMag
No Result
View All Result
Home Notícias

Conímbriga: 80% da cidade ainda está por escavar – e o que está à vista já impressiona

Conímbriga, em Condeixa-a-Velha, é o maior sítio arqueológico romano de Portugal. Apenas 20% está escavado. Mosaicos in situ, museu com 31 temas e fórum do século I ainda visíveis.

VxMag by VxMag
Jun 26, 2026
in Notícias
0
Conímbriga

Conímbriga

Partilhar no FacebookGuardar no Pinterest

ArtigosRelacionados

Porque as begónias não florescem mesmo à sombra certa

Porque as begónias não florescem mesmo à sombra certa

Ago 17, 2026
Como proteger o jardim de caracóis e lesmas sem venenos agressivos

Como proteger o jardim de caracóis e lesmas sem venenos agressivos

Ago 17, 2026
Pensões em Portugal garantidas até 2070, segundo a Comissão Europeia - mas valor da reforma desce

Pensões em Portugal garantidas até 2070, segundo a Comissão Europeia – mas valor da reforma desce

Ago 16, 2026
Porque a roseira tem folhas com manchas pretas

Porque a roseira tem folhas com manchas pretas

Ago 16, 2026

A 16 quilómetros de Coimbra, em Condeixa-a-Velha, as ruínas de Conímbriga são o maior sítio arqueológico romano de Portugal — e um dos mais importantes da Península Ibérica. Cerca de 100 mil pessoas visitam-nas por ano. E apenas 20% da cidade está escavada.

O que está à vista — o fórum, as termas, as domus com mosaicos no lugar, o anfiteatro, as muralhas — é suficiente para perceber a escala do que aqui existiu. O que ainda está debaixo da terra é, provavelmente, maior do que tudo isso.

De castro celta à capital da Lusitânia

O território foi habitado desde tempos pré-históricos, mas Conímbriga tem origem confirmada num castro celta da tribo dos Conii, na fase final da Idade do Ferro. As tropas romanas ocuparam o sítio em 139 a.C., e a cidade foi-se desenvolvendo até se tornar uma das principais cidades da província da Lusitânia.

Situada entre Olisipo — a atual Lisboa — e Bracara Augusta — a atual Braga — beneficiou de uma posição estratégica numa das principais rotas da rede viária romana da Península. Sob o governo do imperador Augusto, foram construídas obras fundamentais: o fórum, o anfiteatro e as termas.

As casas e os mosaicos

Muito do que torna Conímbriga memorável não são os edifícios públicos mas a arquitetura doméstica — as insulae e as sumptuosas domus que os arqueólogos foram descobrindo desde o século XIX.

Algumas destas casas têm mosaicos preservados no local original, com padrões geométricos e figuras mitológicas que sobreviveram quase dois mil anos de terra por cima.

A Casa de Cantaber, uma das domus mais bem preservadas, dá uma ideia clara do que era viver com riqueza em Conímbriga no século I.

O fim da cidade

Em 464, os Suevos tomaram Conímbriga de assalto e destruíram parte da muralha. Os habitantes que restaram fugiram, fundando Condeixa-a-Velha — uma continuidade direta entre a cidade romana abandonada e a aldeia que existe ao lado.

Quando os Visigodos venceram os Suevos, Conímbriga perdeu o estatuto episcopal para Emínio — a atual Coimbra, com melhores condições defensivas.

A cidade ficou deserta. Os primeiros contactos modernos com as ruínas começaram no século XVI. As escavações sistemáticas iniciaram-se em 1898, e as ruínas abriram ao público em 1930.

O Museu de Conímbriga

O Museu de Conímbriga, criado em 1962, tutela as ruínas e apresenta uma coleção de artefactos organizados em 31 temas, em quatro salas com focos distintos.

A primeira sala aborda a vida quotidiana. A segunda dedica-se ao fórum, com destaque para uma maqueta que reconstitui o santuário de culto imperial do último quartel do século I.

A terceira tem estátuas, mosaicos e fragmentos de estuque e frescos das casas das famílias abastadas. A quarta apresenta objetos religiosos — pagãos e cristãos — que revelam as superstições e os rituais funerários da cidade.

Entre os artefactos, moedas, objetos cirúrgicos e peças de uso quotidiano reconstituem a textura da vida em Conímbriga desde pelo menos o século IX a.C. até aos séculos VII-VIII d.C. — um período de cerca de 1600 anos de ocupação contínua no mesmo território.

Conímbriga foi habitada durante mais de um milénio e meio, foi capital de uma das províncias mais importantes do Império Romano, e foi destruída por um ataque militar.

Os habitantes que fugiram fundaram a aldeia que existe ao lado. E oito em cada dez metros quadrados da cidade ainda estão por escavar. É uma escala de passado que qualquer visita, por mais demorada que seja, apenas toca na superfície.

Ajude-nos a chegar mais longe

Gosta do que lê na VortexMag? Adicione-nos como fonte preferida no Google e passe a ver mais dos nossos artigos nos seus resultados de pesquisa.

Adicionar como Fonte Preferida  →
VxMag

VxMag

A VxMag é a assinatura editorial coletiva da Vortex Magazine. Os artigos publicados sob este nome são escritos e revistos pela equipa da redação, que cobre sociedade, cultura, viagens, tecnologia e atualidade com o mesmo compromisso de rigor e verificação de factos.

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

O ingrediente esquecido na cozinha que devolve o brilho a talheres foscos
Limpeza

O ingrediente esquecido na cozinha que devolve o brilho a talheres foscos

by VxMag
Set 11, 2026
0

O ingrediente esquecido na cozinha que devolve o brilho a talheres foscos: papel de alumínio, bicarbonato e água quente, sem...

Read moreDetails
Cascas de citrinos: o ambientador que a maioria das pessoas deita fora sem pensar

Cascas de citrinos: o ambientador que a maioria das pessoas deita fora sem pensar

Set 11, 2026
Porque a língua portuguesa usa travessão em vez de aspas nos diálogos

Porque a língua portuguesa usa travessão em vez de aspas nos diálogos

Set 11, 2026
Porque a palavra portuguesa para "chá" é diferente da maioria das línguas europeias

Porque a palavra portuguesa para “chá” é diferente da maioria das línguas europeias

Set 11, 2026
Álcool e sabão: a mistura que devolve o brilho aos interruptores da luz

Álcool e sabão: a mistura que devolve o brilho aos interruptores da luz

Set 11, 2026
Sal e limão: a dupla esquecida que devolve o brilho ao cobre e ao latão

Sal e limão: a dupla esquecida que devolve o brilho ao cobre e ao latão

Set 11, 2026

© 2024 Vortex Magazine

Mais infomação

  • Ficha Técnica
  • Quem somos
  • Política de privacidade
  • Estatuto editorial

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle
  • Natureza

© 2024 Vortex Magazine