A Serra da Estrela não se entrega de carro. As estradas mostram-na, mas é a pé que se percebe a escala do planalto, a diferença de temperatura entre o vale e o cume, o cheiro a urze húmida nas manhãs de outubro.
Os doze percursos aqui reunidos cobrem o parque natural de norte a sul — de caminhadas de tarde a jornadas de dia inteiro — e passam pelos lugares que definem esta montanha: o vale glaciar do Zêzere, a Nave da Mestra, os Poios Brancos, o Poço do Inferno.
Uma nota antes de começar: a Serra da Estrela tem altitude real. O tempo muda depressa, o terreno é exigente nos percursos de maior dificuldade, e calçado adequado não é recomendação opcional. Leve água suficiente e respeite a sinalização — os trilhos em zonas de planalto perdem-se facilmente com nevoeiro.







