VortexMag
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle
No Result
View All Result
VortexMag
No Result
View All Result
Home Cultura

7 expressões populares de Lisboa e as histórias que escondem

Descubra a origem de 7 expressões populares nascidas em Lisboa e o que nos dizem sobre a história e o espírito da capital portuguesa.

VxMag by VxMag
Jun 24, 2025
in Cultura
1
7 expressões populares de Lisboa e as histórias que escondem

7 expressões populares de Lisboa e as histórias que escondem

Partilhar no FacebookGuardar no Pinterest

ArtigosRelacionados

expressões populares portuguesas

A surpreendente origem de 27 expressões populares portuguesas

Set 22, 2025
palavras antigas

14 palavras antigas que quase desapareceram do português – mas merecem ser recordadas

Ago 30, 2025
A curiosa origem da palavra "pai"

A curiosa origem da palavra “pai”

Ago 30, 2025
A curiosa origem da palavra "mãe"

A curiosa origem da palavra “mãe”

Ago 30, 2025

A língua portuguesa está cheia de expressões que usamos no dia a dia sem pensar muito na sua origem. Em Lisboa, algumas dessas expressões nasceram de episódios concretos — históricos, lendários ou simplesmente curiosos — e ajudam a contar a história da cidade.

Conheça sete expressões tipicamente lisboetas e a origem de cada uma.

1. Caiu o Carmo e a Trindade

Usa-se para descrever situações dramáticas ou acontecimentos inesperados e intensos. A expressão remonta ao terramoto de 1755, que destruiu grande parte de Lisboa, incluindo dois importantes conventos: o do Carmo e o da Trindade.

A comoção provocada por este desastre foi tão grande que o povo passou a dizer que “caiu o Carmo e a Trindade” sempre que algo de enorme impacto acontecia.

2. Ficar a ver navios

Significa ficar desiludido, esperar por algo que nunca chega. Há duas teorias ligadas ao miradouro de Santa Catarina: uma sugere que era ali que as pessoas esperavam os navios vindos das Índias, outra diz que era o local onde os apoiantes de D. Sebastião aguardavam, em vão, o seu regresso. Em ambos os casos, o que ficou foi a espera frustrada.

3. Rés-vés Campo de Ourique

Usa-se para descrever algo que aconteceu “por um triz”, mesmo à justa. Uma explicação relaciona a expressão com o facto de Campo de Ourique ter escapado quase incólume ao maremoto que se seguiu ao terramoto de 1755.

Outra teoria liga-a ao traçado antigo da cidade, quando Campo de Ourique marcava o limite urbano. Fosse qual fosse a origem, a ideia de “por pouco” ficou associada ao bairro lisboeta.

4. Meter o Rossio na Rua da Betesga

Refere-se a algo impossível ou altamente desproporcionado. A Rua da Betesga é uma curta ligação entre o Rossio e a Praça da Figueira, com apenas 35 metros de comprimento. A imagem de tentar encaixar a vasta praça do Rossio naquela rua minúscula ajuda a perceber o exagero implícito na expressão.

5. Calhandreira

Hoje usada para descrever alguém dado à bisbilhotice, esta palavra terá nascido entre os séculos XVII e XVIII. O termo deriva de “calhandro”, nome popular para os penicos da época.

Eram despejados no Tejo por mulheres ao serviço das famílias ricas de Lisboa, que aproveitavam a ocasião para trocar mexericos. Daí surgiu o termo “calhandreira”.

6. À grande e à francesa

Usa-se para descrever comportamentos faustosos ou vidas levadas com grande ostentação. A origem está ligada ao Palácio Chiado, então residência de Joaquim Pedro de Quintela, o Conde de Farrobo, conhecido por organizar festas luxuosas.

Durante as invasões francesas, o general Junot também ali se instalou e deu continuidade às celebrações. Daí nasceu a ideia de viver “à grande e à francesa”.

7. Farrobodó

Deriva também das festas promovidas pelo Conde de Farrobo. As celebrações eram tão extravagantes que o nome do anfitrião acabou por dar origem ao termo “farrobodó”, hoje usado para descrever festas animadas, por vezes descontroladas.

Curiosamente, a forma popular “forrobodó” está incorreta — o termo original e correto é mesmo “farrobodó”.

VxMag

VxMag

Comments 1

  1. Francisco Manuel Freitas Braamcamp Figueiredo says:
    9 meses ago

    Ficar a ver navios: Sempre ouvi dizer que tem a ver com a chegada de Junot a Lisboa. Quando este chegou a Lisboa com a intenção de capturar o Rei só terá conseguido ficar a ver os navios que transportavam D. João VI já no Tejo a caminho do Brasil

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

casa de banho
Notícias

Casa de banho sem cheiros desagradáveis: causas, soluções e um toque verde para transformar o espaço

by VxMag
Mar 17, 2026
0

A casa de banho é, sem dúvida, um dos espaços da casa que mais facilmente acumula odores indesejados. Humidade, canalizações...

Read moreDetails
Peónias

Peónias: o guia completo para plantar, cuidar e apaixonar-se por estas flores extraordinárias

Mar 17, 2026
Cebolinho

Cebolinho: o guia completo para plantar, cuidar e colher esta erva aromática em casa

Mar 17, 2026
Suculentas

8 plantas para jardim que não exigem quase nada de si (mas retribuem muito)

Mar 16, 2026
Limpar a placa de indução: os erros comuns e a forma correta de o fazer

Placa de indução: os erros que está a cometer na limpeza e como corrigi-los

Mar 16, 2026
Como limpar o frigorífico a fundo sem o desligar: o método prático usado por profissionais

Como limpar o frigorífico a fundo sem o desligar: o método que os profissionais usam

Mar 16, 2026

© 2024 Vortex Magazine

Mais infomação

  • Ficha Técnica
  • Quem somos
  • Política de privacidade
  • Estatuto editorial

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle

© 2024 Vortex Magazine