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7 interiores secretos de Lisboa que vale a pena visitar

A maioria das pessoas limita-se a passear pelas ruas e monumentos mais conhecidos, mas há vários interiores secretos de Lisboa que valem a pena uma visita.

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Casa do Alentejo
Casa do Alentejo

 

Muitos dos interiores mais magníficos de Lisboa não se encontram abertos como atracções turísticas. Grande parte dos palácios e palacetes são agora embaixadas ou propriedade do estado, e até mesmo muitas das igrejas monumentais abrem apenas para serviços religiosos. Aqui apresentamos os espaços mais belos que muito poucos têm a oportunidade de conhecer. Descubra 7 interiores secretos de Lisboa que vale a pena visitar.

 

1. Palácio da Ega

O palácio do Pátio do Saldanha, vulgarmente conhecido por palácio da Ega, onde se encontra instalado o Arquivo Histórico Ultramarino (AHU), constitui um edifício de reconhecido valor artístico e histórico. O seu núcleo primitivo deve remontar ao século XVI, pois sabe-se que em 1582 já existia a Casa Nobre, podendo ler-se essa data numa curiosa fonte de “embrechados” à entrada do palácio. O edifício encontra-se dividido em três corpos principais: o da entrada cuja fachada dava para um pátio, actualmente um jardim, onde vivem entre outros, alguns exemplares botânicos extra-europeus; o do lado sul, de dois pisos, com uma grande frente sobre o Tejo, dando igualmente para um amplo jardim servido por um grande lago ovalóide; e o do Salão Pompeia, a nascente, continuação do corpo anterior que liga também com um jardim superior.

locais deslumbrantes em Lisboa
Palácio Ega

Em 1823, a família Saldanha é reabilitada e requer a posse da sua casa senhorial. Depois de longa demanda em tribunal, é-lhe finalmente entregue o palácio, em 1838, mas a situação financeira da família já não lhe permitia a sua manutenção. É vendido e passa por vários proprietários até ser adquirido em 1919 pelo Estado, sendo então levadas a efeito obras de grande vulto para nele se poder instalar o Arquivo Histórico Colonial, criado em 1931. Recebeu, após esta data, obras diversas desenvolvidas no sentido da prestação de serviços arquivísticos, o que não invalida que se mantenham, ainda hoje, fortes reminiscências palatinas.

 

2. Palácio Burnay

Mandado edificar no séc. XVIII por D. César de Meneses, principal da Sé de Lisboa, sendo por isso também conhecido por Palácio dos Patriarcas. Foi bastante alterado no séc. XIX, antes de ser adquirido pelo banqueiro Henrique Burnay que o mandou decorar com sumptuosidade.

Palácio Burnay- António Reis

Destacam-se as estufas, ao gosto fim de século que, simetricamente, integram o corpo do edifício e, no interior, o zimbório que envolve a escadaria, decorada em tromp l’oeil. A classificação como Imóvel de Interesse Público inclui o Palácio, anexos e jardim. Encontra-se ocupado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Classificado como imóvel de interesse público, o Palácio Burnay é um raro exemplo de residência da alta burguesia urbana na Lisboa dos inícios do século XIX.

 

3. Palácio da Foz

O Palácio da Foz, inicialmente chamado de Palácio Castelo Melhor foi projectado no século XVIII, mas a sua construção estendeu-se até meados do século XIX. A fachada e a estrutura geral do Palácio da Foz é de estilo setecentista, enquanto que o interior que foi remodelado posteriormente tem uma decoração de carácter revivalista, característica da segunda metade do século XIX. Quando o Palácio da Foz começou a ser construído, apenas existia nesse local um extenso terreno de hortas.

Palácio Foz
Palácio Foz

Hoje, está rodeado de civilização. Em 1755, foi construído aí próximo o Passeio Público do Rossio, um enorme jardim que foi inaugurado em 1764. Durante muitos anos, este jardim foi um dos centros de reunião da sociedade lisboeta e, quando foi demolido, em 1879, gerou-se uma grande contestação em volta dessa demolição. Mesmo assim, o Passeio Público do Rossio foi demolido para que aí fosse aberta a Avenida da Liberdade.

 

4. Igreja Menino Deus

A Igreja do Menino Deus está situada na freguesia de Santiago, no concelho e distrito de Lisboa, em Portugal. Localizada no Largo do Menino Deus, em Alfama, junto ao Castelo de São Jorge, meio escondida na encosta nascente da colina do castelo, este templo é desconhecido da grande maioria dos lisboetas. No entanto, a Igreja do Menino Deus é uma obra de grande importância histórica e patrimonial, tendo sido classificada como Monumento Nacional em 1918.

Igreja do Menino Deus

Tanto a sua notável qualidade e originalidade arquitectónica, como o facto de ser uma das raras igrejas que escapou intacta ao grande terramoto de 1755, fazem da igreja do menino Deus um verdadeiro marco da Arquitectura Barroca nacional. A concepção da obra está atribuída ao Arquitecto Real João Antunes, autor de obras de referência como a Igreja de Santa Engrácia em Lisboa.

 

5. Palácio Ribeiro da Cunha

Virado para o jardim do Príncipe Real, este é um dos edifícios mais curiosos da cidade pela sua arquitectura neo-mourisca. Construído em 1877 como residência privada, é uma das principais obras da Lisboa do Romantismo e inclui um jardim que não é visível do exterior. Com projecto arquitectónico de Henrique Carlos Afonso, o Palacete Ribeiro da Cunha é um edifício original do revivalismo romântico oitocentista português.

Palácio Ribeiro da Cunha
Palácio Ribeiro da Cunha

Adquirido pelo abastado negociante de origem minhota José Ribeiro da Cunha, o palacete foi vendido em 1901 para a família Seixas, que o habitou por duas décadas, até vendê-lo em 1920 a Manuel Caroça, que o deixou para a filha e herdeira, chegando por casamento às mãos do médico Lopo de Carvalho. Em 1980, parte do palacete foi arrendado à Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, enquanto o último piso continuou a ser habitado pela família do médico até meados dos anos 90.

 

6. Convento da Madre de Deus

O Convento da Madre de Deus situa-se em Xabregas, na zona oriental de Lisboa, mandado construir pela Rainha D. Leonor em 1509, albergando hoje o interessante Museu Nacional do Azulejo. A construção inicial do século XVI foi muito destruída com o grande terramoto de 1755, sendo o edifício actual o resultado de alguns trabalhos de restauro e conservação ao longo dos séculos.

Igreja do Convento da Madre de Deus

A bonita Igreja alberga um interessante Portal Manuelino com os brasões do rei D. João II e de D. Leonor, contudo o corpo da Igreja data já do século XVIII, encontrando-se revestida por azulejos barrocos azuis e brancos e decorada com talha dourada. O Convento alberga ainda a bonita Capela Árabe, com um tecto mudéjar de grande beleza. O Museu Nacional do Azulejo representa a importância desta arte na cultura, arte e arquitectura Portuguesa, que desde cedo reconheceu a utilidade e beleza estética deste material, aperfeiçoando a sua técnica de conhecimentos já ancestrais. Fundado em 1980, alberga alguns dos mais significativos exemplares da azulejaria nacional, desde o século XV até aos nossos dias.

 

7. Palácio Alverca (Casa do Alentejo)

A Casa do Alentejo, instalada no antigo Palácio Alverca datado do século XVII, é fundada em 1923 na sequência da criação da primeira Associação Regionalista de Utilidade Pública. Possui um pátio central de estilo neo-árabe, salas de estilo Luís XI e XVI, lambrins azulejados de Jorge Colaço e pinturas de Domingos Costa, Benvindo Ceia e José Bazalisa. O seu traçado actual data de 1914 e deve-se ao arquitecto Silva Júnior. No 1º andar funciona: restaurante, com duas salas, sendo que uma delas tem janelas para o pátio interior.

Casa do Alentejo
Casa do Alentejo

A ementa é constituída por pratos típicos e doçaria do Alentejo. Da carta de vinhos o destaque vai para o vinho “Casa do Alentejo” e para a colheita seleccionada “Pateo Árabe”. Também conhecido por Palácio S. Luís,foi,em 1919,o luxuoso casino Magestic Club, sendo, desde meados do séc. XX, a Casa do Alentejo. Mandado construir no séc. XVII, pela família Paes do Amaral, Viscondes de Alverca, cujo brasão se pode ver na cornija da sua fachada principal sobre a janela central, este edifício, de planta quandrangular composta, aproveita 2 troços da Muralha Fernandina,ainda visíveis, que lhe servem de empena sul e nascente, possuindo uma escadaria e passagem no troço sul.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. São situações diferente pois alguns podem visitar-se e outros não. O Convento da Madre de Deus tem instalado o Museu do Azulejo e pode visitar-se diariamente e vale bem a pena apesar de ser quase impossível estacionar o carro. A Igreja Menino de Deus li que se pode visitar apesar de não aberta ao público. A Casa do Alentejo é espectacular e livre entrada e muito superior ao Palácio no Principe Real.

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