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15 fantásticas escapadinhas perto de Lisboa

As escapadinhas perto de Lisboa são a forma ideal de recarregar as baterias depois de uma semana intensa de trabalho. Descubra as melhores.

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Aldeia da Mata Pequena (Mão Cheia Fotografia)

Quem mora em Lisboa e pretende descansar do ritmo alucinado do dia-a-dia entre a casa e o trabalho procura frequentemente pequenas visitas nos arredores da cidades, daquelas em que é possível ir e voltar no próprio dia. As escapadinhas perto de Lisboa são a solução ideal para recarregar baterias depois de uma intensa semana de trabalho. Mas podem ser também uma solução para os turistas estrangeiros que ficam por Lisboa mais tempo e que pretendem conhecer um pouco mais dos arredores da capital. Descubra 15 fantásticas escapadinhas perto de Lisboa.

NOTA: Foto principal da autoria de Mão Cheia Fotografia

 

1. Ericeira

Tradicional vila piscatória, a Ericeira desenvolveu-se muitíssimo durante o séc. XX pela crescente procura como zona de veraneio, mantendo todavia as suas características originais e uma atmosfera muito própria. Situada a cerca de 50 kms de Lisboa, numa zona de fácil acesso, as suas Praias são muito concorridas durante o verão, sendo consideradas das melhores a nível europeu para a prática de surf.

Ericeira
Ericeira

Um destaque especial merece a Praia de Ribeira d`Ilhas, onde se realiza anualmente uma das provas do Campeonato Mundial de Surf. Um passeio pela Ericeira é também uma excelente oportunidade para saborear os variados pratos de marisco e peixe fresco, especialidade gastronómica da região.

 

2. Sesimbra

Pitoresca vila piscatória situada junto a uma baía abrigada, Sesimbra foi fundada no topo da colina, em redor do castelo dos Mouros que o 1º rei de Portugal, D. Afonso Henriques conquistou em 1165. Este castelo caiu de novo na posse dos mouros em 1191, tendo sido reconquistado no reinado de D. Sancho I (séc. XIII) que o doou à Ordem de Santiago para defesa e povoamento. Mais tarde, no séc. XVIII foi restaurado, sendo actualmente um ponto de visita obrigatória de onde se pode admirar uma paisagem verdadeiramente deslumbrante sobre a vila e o mar. Foi a riqueza piscícola do mar de Sesimbra que fez com que o núcleo populacional descesse do alto da colina e se deslocasse para as suas proximidades, transformando-se esta vila num dos principais portos de pesca da região.

locais para visitar na Serra da Arrábida
Castelo de Sesimbra

Foi também o mar que durante o séc. XX atraiu forasteiros que procuravam as excelentes praias abrigadas com óptimas condições para a prática de desportos náuticos, que tornaram esta pacata localidade numa concorrida estância de veraneio. Nas redondezas, merece uma visita o Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, junto ao qual na falésia são visíveis algumas pegadas de dinossauros. Destaque especial merece também a excelente gastronomia regional em que os mariscos e peixes frescos são o elemento principal, e que se podem apreciar nos muitos restaurantes aqui existentes.

 

3. Mafra

Esta localidade nos arredores de Lisboa, na chamada Região “saloia”, que abastecia a capital de produtos hortícolas, é conhecida pelo imponente Palácio-convento, o maior edifício português, construído no séc. XVIII por ordem de D. João V. O Rei que ainda não tinha filhos, três anos após o seu casamento com D. Maria Ana de Áustria, prometeu aos frades franciscanos que lhes construiria um convento na localidade de Mafra, caso as suas preces para que um herdeiro nascesse, fossem atendidas. Por ocasião do nascimento de D. Maria Pia (sua filha), iniciou-se a construção do edifício, cujo projecto inicial era bastante modesto.

Convento de Mafra
Convento de Mafra, mandado construir por D. João V

No entanto, e após a contratação do arquitecto alemão Ludovice o projecto sofreu alterações profundas possíveis de concretizar dado o fausto que se vivia em Portugal nessa altura, devido às riquezas provenientes do Brasil. Assim foi construído este monumento grandioso, (que além do convento para 300 frades, inclui uma basílica e um palácio real com 666 divisões), num tempo record de 1717 a 1730 para ser inaugurado na data do 41º aniversário do Rei. Anexa ao Convento, a Tapada de Mafra, adquirida por D. João V em meados do séc. XVIII, para valorizar o enquadramento do edifício, foi usada como reserva de caça, estando actualmente aberta ao público.

 

4. Sintra

Lindíssima vila no sopé da Serra do mesmo nome, as suas características únicas fizeram com que a UNESCO ao classificá-la como património mundial fosse obrigada a criar uma categoria específica para o efeito – a de “paisagem cultural” – que desta forma considera tanto a riqueza natural como o património construído na vila e na serra. A Serra de vegetação luxuriante, está inserida no Parque Natural Sintra-Cascais. Sintra foi desde tempos muito remotos o local escolhido para a fixação de diversos povos que passaram pela Península Ibérica e aqui deixaram marcas da sua presença, muitas das quais estão expostas no Museu Arqueológico de Odrinhas, nas redondezas.

Sintra
Palácio da Pena, Sintra (Paul Walker)

No séc. XII, o 1º Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, conquistou o Castelo dos Mouros e mais tarde os seus sucessores, sobre os restos de um palácio árabe, construíram aqui a sua residência de repouso, o Palácio da Vila. Aqui conservam-se ainda muitas reminiscências árabes, nomeadamente os azulejos, os pátios e as fontes. A sua fisionomia é no entanto marcada pelas duas enormes chaminés cónicas construídas na Idade Média, hoje o ex-libris da Sintra. Sempre foi muito muito apreciada por reis e nobres, exaltada por escritores e poetas de que é exemplo incontornável Lord Byron que lhe chamou Eden glorioso. Sintra possui um rico acervo de chalets e quintas, alguns dos quais oferecem actualmente alojamento nas modalidades de Turismo Rural ou de Habitação. Destaque também para os palácios como o da Pena, edificado na época do romantismo num dos picos da Serra, o de Seteais, do séc. XVIII, hoje convertido num elegante Hotel, e o de Monserrate, célebre pelos seus belíssimos jardins que possuem espécies exóticas únicas no país.

 

5. Cabo da Roca

Se for a Sintra, não pode perder uma visita ao ponto mais ocidental da Europa Continental, o Cabo da Roca. Situado na latitude 38º 47´ Norte e na longitude 9º 30´ Oeste, o Cabo da Roca é uma coordenada importante para quem navega ao longo da costa, sendo o ponto mais ocidental do continente europeu continental, facto comprovado pelo certificado que os visitantes levam como recordação.

Cabo da Roca
Cabo da Roca

A cerca de 150 metros do mar, aqui pode-se ter uma vista abrangente sobre a Serra de Sintra e sobre a costa, que faz valer a pena a visita. Registos históricos apontam para a existência de um forte no Cabo da Roca no séc. XVII que teve um papel importante na vigia da entrada de Lisboa, formando uma linha defensiva ao longo da costa, sobretudo durante as Guerras Peninsulares. Actualmente existem apenas vestígios, para além do farol que continua a ser um ponto importante para a navegação. Está integrado no Parque Natural de Sintra-Cascais e é um dos motivos de interesse dos percursos pedestres que aqui se podem fazer ao longo da costa.

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