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15 curiosidades sobre Lisboa que sempre quis saber mas teve vergonha de perguntar

Lisboa tem mesmo 7 colinas? E porque chamam alfacinhas aos lisboetas? Descubra e delicie-se com 15 fantásticas curiosidades sobre Lisboa.

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Lisboa
Lisboa

Lisboa tem mesmo 7 colinas? E porque chamam “alfacinhas” aos lisboetas? Há mesmo uma estátua de um imperador mexicano numa das praças da capital? Muito haveria por dizer e por contar sobre Lisboa. Uma das capitais mais antigas da Europa, cidade fundada ainda antes de Roma, possui uma história milenar e repleta de pequenos e saborosos detalhes, alguns dos quais transformados em lendas. Descubra 15 curiosidades sobre Lisboa.

 

1. Por que é que os homens do lixo são “Almeidas”?

Chamamos “Almeidas” aos homens que recolhem o lixo porque os primeiros a fazer esse trabalho vinham de Almeida, na Guarda, vila fronteiriça da comarca de Pinhel. Se fossem naturais da Lixa, cidade do concelho de Felgueiras, esta história tinha mais piada.

 

2. Por que é que há um arco no meio da Praça de Espanha?

Castelo de São Jorge
Castelo de São Jorge

O arco que está no meio da praça fazia parte do Aqueduto das Águas Livres e estava na Rua de São Bento. Foi desmontado aquando de umas obras de remodelação, em 1938, e esteve espalhado na rotunda da Praça de Espanha até 1998, ano em que um gigante apaixonado por Legos o devolveu à sua forma original.

 

3. É mesmo proibido dar de comer aos pombos? Porquê?

Lisboa

Dar milho aos pombos é proibido de acordo com o n.º1 do Art.º 60º do Regulamento de Resíduos Sólidos. A dieta é obrigatória para evitar que esta praga se reproduza. Ou seja, se os pombos comerem os seus restos de pão e bolos não vão comer o milho contraceptivo que é distribuído pela cidade com o objectivo de controlar essa encantadora população de aves que insiste em redecorar os nossos carros com os seus excrementos.

 

4. Quanto ganha o presidente da Câmara?

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Lisboa

Está a pensar candidatar-se ao cargo? Acha que podia fazer melhor ali no Eixo Central ou tem outras ideias sobre como tornar o trânsito mais caótico em 2018? Fique a saber que um presidente da Câmara de Lisboa ou Porto ganha 3.587€ ilíquidos por mês, 55% do salário base do nosso presidente. O cálculo do ordenado é feito com base no número de eleitores de cada município.

 

5. Quanto mede a rua da Betesga? É assim tão pequena?

Lisboa

A Rua da Betesga tem aproximadamente 10 metros de comprimento e é tida como a rua mais pequena de Lisboa. A expressão “meter o Rossio na Rua da Betesga” é usada sempre que um lisboeta muda de casa e tem de tirar o sofá pela porta da entrada.

 

6. Quanto tempo demoraram as obras de Santa Engrácia?

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Lisboa

284 anos. De 1682 a 1966. Demorou, mas lá que ficou uma obra bonita, isso ficou. A expressão “como as obras de Santa Engrácia”, comum na língua corrente, é utilizada para referir-se a algo que não chegará a acontecer, ou que demorará muito a acontecer.

 

7. Há um faroleiro no Bugio?

Lisboa
Lisboa

O farol, no Forte de São Vicente do Bugio, deixou de ser uma fortificação em 1945 e tornou-se automático em 1981. No ano seguinte os faroleiros foram mandados para casa e desde então que está vazio. Isto significa que se quiser pode ocupar o forte, declarar a sua independência e começar a emitir moeda. Não diga a ninguém que fomos nós que demos a ideia.

 

8. Qual é a pata direita do cavalo de D. José?

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Padrão dos Descobrimentos – Joe Price

É a esquerda. Não conhece o trocadilho? É uma provocação tão antiga como a estátua equestre que está no Terreiro do Paço. A pata direita – ou que está “a direito” – é a pata esquerda do cavalo. A pata do seu lado direito está ligeiramente dobrada, daí ser possível brincar com os vários significados da palavra “direita”. É rir a bom rir. E qual é a cor do cavalo branco de D. José? Ok, ok, vamos parar com isto.

 

9. É verdade que a estátua que está no Rossio é de um imperador mexicano?

Torre de Belém – Amélia Monteiro

Não e é uma pena. Dava uma belíssima história. O mito urbano de que a estátua que está na praça do Rossio não é de D. Pedro IV, mas sim do imperador Maximiliano do México, é só isso mesmo: um mito. Reza a lenda que o escultor tinha feito uma belíssima estátua do tal imperador, entretanto fuzilado, e para não dar o trabalho por perdido reciclou-a como homenagem ao monarca português.

 

10. Estamos todos familiarizados com a Segunda Circular, mas onde fica a Primeira Circular?

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Mosteiro dos Jerónimos -Joe Price

A Primeira Circular existiu e “circulava” a cidade no século XIX: começava no Largo de Alcântara, passava pela Rua D. Carlos, Rua Marquês da Fronteira, Duque de Ávila, Praça do Chile e por aí acima pela Morais Soares para depois descer até Santa Apolónia. Representava na altura os limites da cidade, que entretanto transbordou e vai daí fez-se uma Segunda Circular.

 

11. Porque razão o corvo é o símbolo de Lisboa?

Mosteiro dos Jerónimos – Uxio

Reza a lenda que, no tempo da ocupação muçulmana da Península Ibérica, os cristãos de Valência quiseram levar o corpo de São Vicente, martirizado pelos mouros, para as Astúrias, na altura o único reduto cristão seguro da Península. No entanto, não conseguiram passar além do Algarve, tendo aí sepultado o mártir e criado a aldeia de São Vicente. Anos mais tarde, D. Afonso Henriques conquista o Algarve, mas nos confrontos a aldeia é destruída. Não se sabia onde São Vicente estava enterrado. É então avistado um bando de corvos a sobrevoar de forma insistente um local e são encontrados aí os restos mortais do santo. Em 1176, D. Afonso Henriques ordena que rumem a Lisboa, sendo que durante a viagem o barco é sempre acompanhado e protegido por dois corvos. É por isso que ainda hoje o corvo é considerado o guardião da cidade.

 

12. Porque se chama “alfacinhas” aos lisboetas?

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Torre de Belém

Ouvimos muitas vezes chamar “alfacinhas” aos lisboetas, mas sabe a origem do termo? Ainda que não haja certezas absolutas, julga-se que se deve ao facto da alface ser cultivada de forma abundante em Lisboa, presumindo-se que tal já acontecia no tempo dos mouros, devido à palavra ‘alface’ ser de origem árabe. No romance Viagens na minha Terra, de Almeida Garret, publicado pela primeira vez em 1846, pode ler-se: “Pois ficareis alfacinhas para sempre, cuidando que todas as praças deste mundo são como a do Terreiro do Paço…”.

 

13. Quais são as famosas 7 colinas de Lisboa?

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Torre de Belém – messagez

Elas terão sido referidas, pela primeira vez, no séc. XVII, no Livro das Grandezas de Lisboa de Frei Nicolau de Oliveira, que desejava aproximar a nossa cidade de Roma, ela também com sete colinas. Ao avistar Lisboa, vindo de barco, Frei Nicolau nomeou as sete colinas como sendo – Castelo, São Vicente, São Roque, Santo André, Santa Catarina, Chagas e Sant´Ana. Curiosamente, a colina da Graça, a mais alta de todas ficou de fora desta enumeração, provavelmente porque vista do barco a colina da Graça ficava encoberta pela do Castelo. Muitos estudiosos dizem que, em rigor, Lisboa terá umas cinco colinas e não mais.

 

14. Qual a origem do nome “Chiado”?

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Sé de Lisboa

São muitas as hipóteses para a origem do nome Chiado, dado a um pitoresco largo da zona da Baixa Lisboeta. Há quem diga que o nome estaria ligado ao chiar das rodas das carroças que subiam e desciam aquelas vias. No entanto, a mais consensual das versões é a que diz que o nome deriva da alcunha do poeta do séc. XVI, António Ribeiro, que ficou conhecido como o Chiado e que está representado no largo por uma estátua. Também poderá derivar da alcunha de um tal Gaspar Dias, taverneiro quinhentista, proprietário de um estabelecimento comercial situado defronte do Convento do Espírito Santo, depois Palácio Barcelinhos, hoje Armazéns do Chiado, centro comercial.

 

15. Porque razão o símbolo do Benfica tem uma roda de bicicleta?

Castelo de São Jorge
Castelo de São Jorge

Será que os muitos adeptos do Benfica já repararam que o emblema do clube tem uma inscrita uma roda de bicicleta? A explicação remonta aos anos do primeiro campo de jogos na Quinta da Feiteira. Como, nessa altura, o clube não era muito endinheirado muitos jogadores passaram-se para o Sporting. Isto veio a originar a fusão do Sport Lisboa com o Grupo Sport Benfica, que tinha como modalidade principal o ciclismo, levando à origem do actual emblema, com a roda de uma bicicleta e também do nome que, actualmente, tem o clube: Sport Lisboa e Benfica.

Fonte parcial: TimeOut

2 COMENTÁRIOS

  1. O Forte de São Lourenço do Bugio ( e não de São Vicente; essa denominação pertence à Torre de Belém), também conhecido como Forte de São Lourenço da Cabeça Seca ou simplesmente Torre do Bugio, tem sempre pessoal lá, da Direcção dos Serviços de Faróis do Ministério da Marinha, que vão cuidando das instalações, embora esse cuidado seja do pelouro da DGPC=Direcção-Geral Património Cultural

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