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Truques e segredos para fazer o pudim Molotof perfeito

Aprenda os principais truques para fazer um pudim Molotof alto e estável, sem baixar ao sair do forno, com tempos certos e arrefecimento controlado.

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Fev 6, 2026
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Truques e segredos para fazer o pudim Molotof perfeito

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O pudim Molotof continua a ser, para muitas pessoas, uma das sobremesas mais difíceis de acertar. O problema é quase sempre o mesmo: o pudim sai alto do forno e acaba por baixar pouco depois.

Hoje sabe-se que o sucesso do Molotof depende menos da sorte e muito mais do controlo de pequenos detalhes — da forma como as claras são batidas, do modo como o açúcar é integrado e, sobretudo, da forma como o pudim arrefece.

A proporção entre claras e açúcar

A regra mais estável para o Molotof tradicional continua a ser simples: uma colher de sopa de açúcar por cada clara.

As claras devem estar à temperatura ambiente, porque montam com mais facilidade e atingem maior volume. Devem ser batidas até formarem picos firmes, que se mantêm direitos quando se levanta a vara da batedeira.

Existe, no entanto, um ponto crítico: bater em excesso torna o merengue seco e frágil, o que acaba por comprometer a estrutura durante a cozedura.

O caramelo como elemento de estabilidade

O caramelo não tem apenas função aromática.

Quando é incorporado em fio, ainda morno, nas claras já montadas, ajuda a estabilizar o merengue. Na prática, aproxima a preparação de um merengue mais resistente ao calor, o que reduz significativamente o risco de colapso no forno.

Este passo deve ser feito de forma contínua e com a batedeira em funcionamento, para que o caramelo se distribua de maneira uniforme.

O tempo de forno: a regra do minuto por clara

Uma das técnicas mais seguras para controlar a cozedura é ajustar o tempo ao número de claras utilizadas.

Número de clarasTempo de fornoTemperatura
8 claras8 minutos180 °C
10 claras10 minutos180 °C
12 claras12 minutos180 °C

Durante este período, a porta do forno não deve ser aberta. A quebra brusca de temperatura e de pressão interna é uma das principais causas de um Molotof que acaba por baixar.

O momento decisivo: o arrefecimento

O maior erro não acontece no forno, mas logo a seguir.

Assim que termina o tempo de cozedura, o forno deve ser desligado e a porta mantida ligeiramente entreaberta, recorrendo, por exemplo, a uma colher de pau. O pudim deve permanecer no interior durante cerca de 20 a 30 minutos.

Este arrefecimento lento permite que a estrutura das claras se consolide gradualmente. Quando o Molotof é retirado de imediato para um ambiente muito mais frio, o ar incorporado no merengue contrai-se rapidamente e o pudim perde volume.

Como desenformar sem comprometer a forma

A forma de metal continua a ser a opção mais fiável, por garantir uma condução de calor mais uniforme.

Antes de colocar o merengue, a forma deve ser bem revestida com caramelo, incluindo as laterais. Depois de cheia, algumas pancadas suaves na bancada ajudam a libertar bolhas de ar maiores.

O topo deve ser alisado e o pudim só deve ser desenformado quando estiver completamente frio.

O Molotof é uma sobremesa de execução simples, mas de grande sensibilidade técnica. A proporção correcta entre claras e açúcar, a incorporação do caramelo ainda morno, o controlo rigoroso do tempo de forno e, sobretudo, o arrefecimento lento são os factores que determinam o sucesso.

Quando estes passos são respeitados, o resultado é um pudim alto, leve e estável, com a textura característica que fez desta sobremesa um clássico das mesas portuguesas.

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