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Os 15 melhores locais para visitar em Castelo Branco

Um cidade deslumbrante no interior de Portugal e ainda praticamente desconhecida. Estes são os melhores locais para visitar em Castelo Branco.

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Castelo Branco
Jardim do Paço Episcopal – Castelo Branco

Na próxima vez que pensar em passeio, pense em Castelo Branco. A Capital da Beira Baixa é, ainda, um segredo guardado. Mas por pouco tempo. São cada vez mais os portugueses e os estrangeiros que descobrem – e se surpreendem – com esta cidade localizada entre as serranias e a planura, que convida a uma descoberta tranquila. Com um odor característico, que varia entre o aroma quente das estevas, os cítricos da flor de laranjeira e o cheiro adocicado da tília, Castelo Branco tem um apreciável património de interesse histórico, cultural e paisagístico que, associado à requalificação do espaço público da cidade, à oferta de equipamentos culturais, desportivos e de lazer, tornaram o Concelho num lugar de forte atracção turística. Além disso, nos arredores de Castelo Branco há também muitos locais para visitar para qualquer tipo de turista. Pode optar por partir em busca de fabulosas aldeias históricas como Monsanto ou Idanha-a-Nova ou pode, caso prefira turismo de Natureza, visitar o Parque Natural do Tejo Internacional ou o Parque Natural da Serra de São Mamede, ambos muito perto da cidade. Estes são os melhores locais para visitar em Castelo Branco.

 

1. Paço Episcopal de Castelo Branco

O Paço Episcopal foi mandado construir pelo Bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, entre 1596 e 1598, como atesta uma inscrição que encima o portal da entrada no pátio. Sofreu uma profunda intervenção, já no século XVIII, levada a cabo pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça. A partir de 1771, depois de Castelo Branco ter sido erigida em sede de Bispado, o edifício foi adoptado como Paço de Residência dos Bispos de Castelo Branco (como o tinha sido para os da Guarda).

Paço Episcopal de Castelo Branco

Durante o reinado eclesiástico de D. Vicente Ferrer da Rocha (1782-1814), procedeu-se a grandes transformações, nomeadamente no interior e na reconstrução do peristilo que se situa na banda Norte. No século XX, de 1911 e 1946, serviu de Liceu Central (que ainda tomaria o nome de Nun’Álvares, por proposta do Dr. Augusto Sousa Tavares), também funcionou como Escola Normal e Escola Comercial e abriu as portas como Museu Francisco Tavares Proença Júnior em 1971. Apresenta uma mostra do património arqueológico da Região, pintura de escolas portuguesas e tapeçarias da Flandres, bem como peças que evocam a História do Bispado e o Bordado de Castelo Branco, utilizado no traje, paramentaria e nas colchas.

 

2. Jardim do Paço Episcopal

O Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco, classificado como monumento nacional, revela-se como um dos mais originais exemplares do Barroco em Portugal. Jardim de recreio e reflexão, é dedicado a S. João Baptista, cuja estátua ocupa um lugar central na parede fundeira do patim principal. Foi o Bispo da Guarda, D. João de Mendonça (1711-1736), que encomendou e provavelmente orientou as obras do Jardim. Mais tarde, já no fim do séc. XVIII, o segundo bispo da Diocese de Castelo Branco, D. Vicente Ferrer da Rocha, fez ali obras de algum relevo. Na sequência da Implantação da República, já em 1911, o Jardim passa para as mãos da Câmara Municipal, primeiro por arrendamento e, em 1919, com a compra que lhe confere titularidade definitiva sobre a propriedade. O Jardim do Paço, em forma rectangular, tem no patim principal cinco lagos, nos quais se destacam os característicos jogos de água. No patamar intermédio destaca-se o Lago das Coroas e, em lados opostos, a Escadaria dos Reis e a Escadaria dos Apóstolos.

Jardim do Paço Episcopal
Jardim do Paço Episcopal

No patim superior, merece destaque a Escadaria de Moisés e o grande tanque a partir do qual se garantia o funcionamento dos repuxos (por pressão), bem como o abastecimento a todo o Jardim e às então designadas Hortas Ajardinadas (actual Parque da Cidade). Rico de simbologia, todo o Jardim do Paço é pontuado por estatuária, com a água como elemento central – apresentada no espaço como o elemento purificador – num cenário que remete o observador para uma dualidade constante entre o terreno e o divino. Os canteiros rematados por buxo esculpido e as laranjeiras plantadas por todo o jardim exalam aromas característicos que transformam este lugar particularmente aprazível na Primavera, muito embora o Jardim do Paço mude ao ritmo das Estações do Ano e em cada época tenha atractivos que o tornam ímpar e imperdível. Os muros delimitadores do Jardim do Paço apresentam painéis de azulejo figurativo, monocromo, azul sobre fundo branco, representando várias vistas de Castelo Branco, da Antiga Quinta e Bosque, a Capela de São João e respectivo Cruzeiro.

 

3. Castelo e Muralhas de Castelo Branco

Apesar de existirem vestígios datáveis da Pré e da Proto-história encontrados no Castelo de Castelo Branco, foi durante a Idade Média que se terá fundado a fortaleza templária. Essa edificação terá ocorrido entre 1214 e 1230 e fechava um cerco de muralhas e torres. Admite-se que os seus limites tivessem sido mandados alargar por D. Dinis, mas, ao certo, sabe-se apenas que foi D. Afonso IV (1343) que mandou construir a segunda cintura de muralhas.

Castelo e Muralhas de Castelo Branco
Castelo e Muralhas de Castelo Branco

No recinto desta fortaleza, a designada alcáçova, situava-se a Igreja de Santa Maria do Castelo e o Palácio dos Alcaides. Através das gravuras do Livro das Fortalezas, de Duarte d’Armas, podemos analisar Castelo Branco do séc. XVI como povoação-fortaleza, com ruas estreitas, apresentando edifícios com ornamentos de arquitectura manuelina. Esta fortificação integrava um sistema defensivo mais amplo, erigido ao longo do vale do Rio Tejo.

 

4. Igreja de São Miguel (Sé Concatedral)

A Igreja de São Miguel está erigida num local onde, desde 1213, existem notícias da existência de um templo, cuja propriedade é atribuída aos Templários. Elevada a Sé Concatedral em 1956, foi reedificada no século XVII, em estilo Renascentista. São visíveis os elementos das diferentes fases de construção: arco cruzeiro do século XVI, retábulos e painéis do século XVII e capela-mor e sacristia dos séculos XVIII-XIX.

Igreja de São Miguel (Sé Concatedral)

Devido à escassez de meios para fazer uma obra monumental, foi D. Martim Afonso de Melo, Bispo da Guarda, que a reedificou no último quartel do século XVII. Tem apenas uma nave que é separada da capela-mor por um belo arco Renascentista, no fecho do qual está o brasão de armas do Bispo D. Martim Afonso de Melo. Ao segundo bispo da diocese de Castelo Branco, Frei Vicente Ferrer da Rocha (1782-1814), deve-se a construção (em estilo Barroco), dos dois corpos laterais, com os quais foi aumentado o templo: a Sacristia Grande e a Capela do Santíssimo Sacramento.

 

5. Parque da Cidade

“…quase um segundo Jardim”. Era assim que em 1853 Porfírio da Silva designava a Quinta do Paço Episcopal, tal era a beleza e organização das suas Hortas Ajardinadas. Foi este espaço que, a partir de 1912, juntamente com o adjacente Bosque do Paço – Mata dos Loureiros -, veio a ser aberto ao público e que, em 1934, na sequência de uma profunda transformação deu origem ao Parque da Cidade. Mais recentemente, no âmbito da intervenção do Programa Polis, o Jardim do Paço foi requalificado com o objectivo de reordenar o espaço em conformidade com as expectativas e novas funções que as áreas verdes e de lazer devem assegurar, à luz da vida urbana e das solicitações dos frequentadores.

Parque da Cidade
Parque da Cidade

O projecto concretizado contemplou a preservação dos elementos relevantes, nomeadamente a pérgola, um maciço de cedros a Sul, a Mata dos Loureiros a Nascente, os elementos de água mais estruturantes, a Porta de Roma e o gradeamento e portão de entrada. A presença da água, real ou aparente (de que a caleira desenhada no pavimento desde a entrada até à fonte da Mata dos Loureiros é o melhor exemplo) é memória constante de tempos passados, elemento de ligação entre o Jardim do Paço, o Parque da Cidade e a Mata dos Loureiros.

1 COMENTÁRIO

  1. Concordo plenamente com a descrição deste e-mail. Conheço estes locais e sinto-me muito feliz quando os revejo. Aconselho a visitar esta aprazível cidade e não perder o jardim do Paço Episcopal.

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