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Os 12 melhores locais para visitar em Vila do Conde

Fica a norte do Porto e tem muito mais para descobrir do que aquilo que possa imaginar. Estes são os melhores locais para visitar em Vila do Conde.

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Vila do Conde
Vila do Conde

Cidade tranquila, Vila do Conde ganhou importância e prosperidade como estaleiro de construção naval na época dos Descobrimentos. O mar sempre influenciou a vida da população desta localidade e inspirou os motivos das famosas rendas de bilros, aqui produzidas pelo menos desde o séc. XVII. As técnicas e saberes foram posteriormente difundidos para o resto da costa portuguesa e mesmo da Galiza. Este notável trabalho de artesanato poderá ser apreciado no Museu das Rendas. Visitar Vila do Conde é um hábito muito comum para quem vive na região do Porto. No entanto, esta cidade do Norte de Portugal, merece muito mais atenção do que aquela que lhe é dada. A quantidade de monumentos e de locais de interesse em Vila do Conde fazem valer cada hora da sua visita. Estes são os melhores locais para visitar em Vila do Conde.

 

1. Igreja Matriz de Vila do Conde

A Igreja Matriz é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade e concelho de Vila do Conde. Desde o século XVI, transformou-se no maior centro de culto da Paróquia de S. João Baptista e, quando foi construída era a maior igreja paroquial do seu tempo, e ainda hoje é uma das maiores do país. A decisão de se construir uma nova matriz, em 1496 – em substituição da antiga matriz que se situava no monte do mosteiro e era pequena – corresponde ao anseio de uma população, que há muito desciam as encostas do monte, para morar mais perto do porto do Ave, numa época em que Vila do Conde fervilhava com o comércio do Império Português. A matriz de Vila do Conde é um monumento às Descobertas marítimas empreendidas por Portugal.

Igreja Matriz de Vila do Conde
Igreja Matriz de Vila do Conde

A construção da Matriz de Vila do Conde foi impulsionada com a passagem do Rei D. Manuel I por Vila do Conde, a caminho de Compostela, em 1502, que além de uma contribuição pessoal derramou impostos sobre o povo e as freiras de Santa Clara para a construção da nova matriz. A carta de Arrifana da Feira, de 5 de Dezembro de 1502, dava instruções precisas de como deveria ser construída esta igreja. No entanto, este projecto foi amplamente alterado com a construção das capelas absidiais (1507) – hoje dedicadas a nossa Senhora do Rosário e SS. Sacramento. Note-se a construção do pórtico e a influência de João de Castilho, nesta época.

 

2. Aqueduto de Vila do Conde

Fundado no início do século XIV, a comunidade monacal de Santa Clara de Vila do Conde debateu-se desde o início da edificação do mosteiro com problemas relacionados com o abastecimento de água. Na época foi construído um tanque, uma “arca de água”, dentro da cerca do mosteiro, uma solução que se tornou insuficiente nas centúrias seguintes. Em 1626 a abadessa do mosteiro, D. Maria de Meneses, deu início à construção de um aqueduto que transportaria as águas de uma nascente em Terroso até ao mosteiro. Os terrenos necessários à edificação foram adquiridos pela abadessa, e contrataram-se mestres pedreiros para darem início à fábrica de obras. No ano de 1636 estas eram interrompidas, devido a um problema de desnivelamento que inviabilizou todo o trabalho feito até então. Em Dezembro de 1705 D. Bárbara de Ataíde, a nova abadessa, contratou o engenheiro militar Manuel Pinto de Villa Lobos e o capitão Domingos Lopes para delinearem um novo projecto para o aqueduto.

Aqueduto de Vila do Conde
Aqueduto de Vila do Conde

A direcção das obras foi adjudicada a João Rodrigues, mestre pedreiro de Ponte de Lima. Algum tempo depois, o mestre abandonou as obras, por falência, pelo que as Clarissas entregaram a obra a Domingos Moreira, mestre de Moreira da Maia. Em Outubro de 1714 a água chegava pela primeira vez ao claustro do mosteiro. O aqueduto era formado inicialmente por um conjunto de 999 arcos de volta perfeita, abrangendo uma extensão que ultrapassa o actual limite do concelho de Vila do Conde. No entanto, em 1794 um furacão destruiu parte da estrutura. Já no século XX, entre 1929 e 1932, quando a igreja de Santa Clara foi restaurada, alguns dos arcos foram intencionalmente deitados abaixo, para que se tivesse melhor vista sobre a abside do templo. A estrutura subsistente apresenta uma arcada cuja altura e envergadura decrescem, apresentando nalguns troços fenestração no remate superior. A obra foi dedicada pelas freiras clarissas a Santo António, tendo sido colocada uma imagem do padroeiro no depósito do aqueduto.

 

3. Igreja do Convento de Santa Clara

A Igreja do Convento de Santa Clara foi mandada edificar em 1318 por D. Afonso Sanches, filho bastardo de Dinis I de Portugal, e sua esposa, D. Teresa Martins. É um templo fundamental do Gótico português a Norte do Douro. A construção prolongou-se pelos séculos subsequentes, conjugando, para além dos estilos gótico e manuelino, elementos barrocos e rococó. Entre outras adições à edificação trecentista ocorridas ao longo dos tempos, destaque-se a Capela dos Fundadores, a que se acede através de um arco ogival com duas arquivoltas decoradas e que acolhe os túmulos dos fundadores, bem como o coro-alto, ambos do século XVI; o cadeiral do coro-baixo e o órgão junto ao coro-alto, do século XVIII; etc…

Igreja do Convento de Santa Clara
Igreja do Convento de Santa Clara

Esta igreja conventual apresenta planta de cruz latina composta por nave única coberta por tectos de madeira com caixotões, transepto de grandes dimensões e cabeceira com três capelas abobadadas, iluminadas por frestas altas. A austeridade e monumentalidade exteriores lembram, de algum modo, os primeiros exemplos de arquitectura mendicante clarissa do país. A cabeceira, poligonal, é ritmada por botaréus que reforçam tanto os flancos da abside como dos absidíolos; na fachada a poente destaca-se uma grande rosácea, pertencente à construção medieval, tendo o portal ogival sido removido. A entrada no templo realiza-se através de um portal lateral localizado na fachada norte. O exterior da igreja apresenta coroamento de ameias com função meramente decorativa.

 

4. Réplica de Nau Quinhentista

Fundeada desde 2007 nas águas do rio Ave, a réplica da Nau Quinhentista, construída pelos Estaleiros Samuel & Filhos, de Vila do Conde, é um importante e precioso complemento ao núcleo museológico Alfândega Régia – Museu de Construção Naval. Para além de um importante elemento de atracção turística e lúdica, tem uma função pedagógica, pois, construída com o maior respeito pelas investigações científicas da responsabilidade do Almirante Rogério d’ Oliveira, incorpora o saber ancestral dos carpinteiros e calafates dos estaleiros vilacondenses.

Réplica de Nau Quinhentista
Réplica de Nau Quinhentista

A fim de mostrar a complexidade da organização das viagens, a Nau Quinhentista apresenta os aposentos de alguns dos tripulantes, assim como os próprios elementos da tripulação, através de esculturas humanas: o capitão, o piloto, o escrivão, o capelão, o boticário, o timoneiro, o bombardeiro e o grumete. Simultaneamente, estão expostos vários instrumentos de navegação, material cartográfico, diferentes tipos de mercadorias, uma botica, procurando elucidar sobre a complexidade e as vicissitudes da vida a bordo.

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