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Os 12 melhores locais para visitar em Mértola e arredores

No coração do Alentejo, à beira do Guadiana e repleta de histórias para descobrir. Estes são os melhores locais para visitar em Mértola e arredores.

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Mértola
Mértola

Ainda há lugares assim… Encostada ao Guadiana, rodeada por muralhas que abrigam o casario branco, Mértola sobressai com encanto na paisagem do Alentejo profundo. Aqui ainda se respira o mais típico e tradicional do Alentejo. Mértola foi uma importante cidade no tempo dos mouros, muito por causa do rio Guadiana que por aqui passa e segue para sul até desaguar no oceano e com ele levava mercadorias para outras paragens. Diz-se que, nesses tempos, Mértola era uma das cidades mais desenvolvidas de toda a península Ibérica, rivalizando com os outros centros urbanos, como a antiga Yabura (hoje, cidade de Évora).

Mértola
Mértola

Mértola atrai cada vez mais turistas e, alguns dos que a visitam, escolhem mesmo ficar aqui para sempre. O calor do Verão pode assustar alguns dos visitantes e, portanto, talvez a Primavera seja a melhor altura para visitar Mértola. São muitas as atracções turísticas e os pontos de interesse nesta pequena localidade e nos seus arredores. Bem perto de Mértola pode desfrutar da Natureza do Parque Natural do Guadiana, da beleza das Cascatas do Pulo do Lobo ou refrescar-se na praia fluvial das minas de São Domingos. Estes são os melhores locais para visitar em Mértola e arredores.

 

1. Igreja Matriz de Mértola

A Igreja Matriz de Mértola é um reaproveitamento cristão da antiga mesquita muçulmana dos séculos XII-XIII. Foi com os cavaleiros da Ordem de Santiago, em 1238, depois de sagrado para o uso do ritual cristão, que este edifício recebeu a sua primeira intervenção, que lhe alterou a sua primitiva configuração de mesquita árabe. Hoje, a Matriz de Mértola apresenta uma temática mudéjar do século XVI. Mas, apesar disso, torna-se possível, a partir de certos elementos arquitectónicos e decorativos, reconstituir o templo mourisco. Merece referência a estrutura quadrangular de cinco naves, com a central mais alargada, o nicho poligonal do “mihrab” – nome dado ao nicho que integra os grandes santuários de oração muçulmanos e que tinha por finalidade indicar aos fiéis a direcção de Meca – com decoração de arcos polilobados em gesso, e as colunas de suporte da mesquita, ordenadas em fiadas de seis, que sustentavam as quatro sequências de arcos.

Mértola
Mértola

Uma torre quadrangular, até aos finais do século XVII, foi a nota dominante nos cinco telhados de duas águas que cobriam o edifício. Actualmente, ainda subsistem quatro portas de arco ultrapassado com o seu alfiz. O seu exterior, com a frontaria coroada por ameias intercaladas por grandes coruchéus, deve-se ao reinado de D. Manuel. Não se conhece o artista que reconverteu o antigo templo árabe. A remodelação quinhentista fechou o “mihrab” e algumas entradas primitivas, lançando-se no seu interior uma cobertura de abóbada de cruzaria à mesma altura, como se de uma ampla igreja-salão se tratasse, assente nas primitivas colunas, algumas das quais reconstituídas.

 

2. Castelo de Mértola

Mértola é uma praça fortificada, pelo menos, desde o domínio romano, a julgar pelas descrições datadas de 440 d.C. que se referem a uma fortificação neste local designada, «Myrtilis Júlia», mas o interesse desta região, com uma via fluvial de ligação entre o Mediterrâneo e o interior sul da península, já tinha chamado a si outros povos. A partir do século VIII, são os árabes que dominam esta região, com o consequente reforço da fortificação de Mértola, domínio que se prolongaria até à sua conquista, no reinado de D. Sancho II, em 1238, verificando-se depois disso muitas obras de remodelação e recuperação da fortaleza, nomeadamente com a construção da Torre de Menagem, por ordem de D. João Fernandes, Mestre da Ordem de Santiago, a quem este castelo foi entregue.

Castelo de Mértola
Castelo de Mértola

A importância comercial de Mértola foi decaindo ao longo dos séculos seguintes e só no reinado de D. Manuel I, que lhe atribui foral em 1512, retoma parte da antiga importância, com a saída de cereais para o abastecimento das praças portuguesas do norte de África. Já em meados do século XX, as ruínas deste castelo foram classificadas como Monumento Nacional, tendo beneficiado de obras de reparação e actualmente Torre de Menagem é uma área de exposição dos achados arqueológicos da época romana, visigótica, islâmica e portuguesa até ao século XVIII. Esta fortaleza para além da Torre de Menagem, com cerca de 30 metros de altura, tem ainda mais duas torres e no centro da praça de armas existe uma cisterna coberta por uma abóbada em berço.

 

3. Museu de Mértola

Mértola é uma vila com um passado muito importante, que a coloca desde há alguns anos num local de destaque nacional e internacional no que à arqueologia e ao património diz respeito. Este passado e todo o trabalho até hoje realizado traz-nos uma responsabilidade acrescida, uma responsabilidade de conservar, valorizar e divulgar toda esta riqueza patrimonial.

Museu de Mértola
Museu de Mértola

O Museu de Mértola, criado pela Câmara Municipal de Mértola em 2004, é composto por vários núcleos dispersos geograficamente, na sua maioria localizados no Centro Histórico de Mértola. Tem sido a sua função estudar, inventariar, tratar, conservar e divulgar todo o espólio que, ao longo dos últimos 30 anos, foi sendo descoberto nas inúmeras intervenções patrimoniais e arqueológicas. O património é assim um dos vectores fundamentais para o desenvolvimento do concelho de Mértola, pois é aquilo que nos diferencia de todos os outros concelhos do país, é a nossa mais valia.

 

4. Centro Histórico de Mértola

A história de Mértola conserva-se até hoje nas suas ruas empedradas, no casario disposto em socalco, nas pedras da velha muralha, nos achados arqueológicos ali descobertos e nos saberes e ofícios ainda preservados. Implantada sobre um imponente esporão rochoso entre o Guadiana e a ribeira de Oeiras, esta vila amuralhada foi em tempos um importante porto do Mediterrâneo e do Gharb al-Andalus. Mértola, importante cidade mercantil desde a Antiguidade, entreposto comercial que ligava este território a toda a bacia do Mediterrâneo, tornou-se célebre pela sua posição geográfica, pela navegabilidade do Guadiana e pela proximidade às regiões metalíferas de Aljustrel e S. Domingos. Esta importância manteve-se no período islâmico, com especial destaque nos séculos XII e 1ª metade do XIII d.C, tendo a Vila chegado a ser sede de um pequeno Reino Taifa.

Centro Histórico de Mértola
Centro Histórico de Mértola

Sobranceira ao rio Guadiana, a vila de Mértola, oferece ao visitante o encanto do seu casario branco disposto no socalco das ruas adornadas de laranjeiras e iluminadas pela luz intensa do sol. O povoado circundado pela velha muralha é marcado pela herança cultural de vários povos que aqui se cruzaram e lhe conferem, hoje, o rótulo de vila museu. As origens de Mértola (Myrtilis romana ou Mirtolah árabe) remontam ao tempo dos fenícios que aqui estabeleceram um importante porto comercial, aproveitado posteriormente por romanos e árabes. Os testemunhos desta história milenar podem hoje ser contemplados nos diferentes núcleos museológicos e em alguns vestígios monumentais dispersos pela vila, mas o mais importante legado da história encontra-se nas pequenas marcas da vida quotidiana e nas memórias de muitos gestos e saberes que perduram até aos dias de hoje.

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