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Os 12 melhores locais para visitar em Matosinhos

Fica bem perto do Porto e é famosa pela excelente qualidade do seu peixe. Descubra os melhores locais para visitar em Matosinhos.

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Matosinhos
Matosinhos

O mar à mesa, a nova arquitectura, as peregrinações, os monumentos, as recriações históricas. Matosinhos turístico é incontornavelmente gastronomia, arquitectura contemporânea, a imensa costa marítima. Muitos são os demais encantamentos. Da gastronomia, poder-se-á dizer que é a âncora. O peixe, o marisco, as receitas de carne do Matosinhos interior, o tom e aroma de eterno arraial são desarmantes. O Norte faz de Matosinhos o local de todas as celebrações. Vêm almoçar, jantar, e voltam para um concerto, uma conferência, para a prática de um desporto, descobrem os demais encantamentos.

Da arquitectura contemporânea, dever-se-á fatalmente falar de Álvaro Siza cujos laços a Matosinhos são fortíssimos. Desde logo ao nível das emoções: Álvaro Siza nasceu em Matosinhos, as suas primeiras memórias têm forçosamente o recorte, o aroma, os sons da sua cidade. Matosinhos foi deveras inspirador. Matosinhos guarda ciosamente as obras de Siza, as da sua juventude, ícones da arquitectura mundial, monumentos nacionais: a Casa de Chá da Boa Nova, a Piscina das Marés, construídas entre as rochas, não fossem – diria ao tempo o seu Autor – quebrar a vista da linha do mar. Estes são os melhores locais para visitar em Matosinhos.

 

1. Igreja do Bom Jesus de Matosinhos

A história da freguesia de Matosinhos entronca na do desaparecido Mosteiro de Bouças onde se venerou, durante séculos, a imagem do Bom Jesus de Bouças. No séc. XVI, face à ruína do mosteiro a imagem foi transferida para uma nova igreja que foi construída no lugar de Matosinhos. A sua construção iniciou-se em 1542 por iniciativa da Universidade de Coimbra a quem D. João III tinha concedido o padroado de Matosinhos. Para realizar esta obra foi inicialmente contratado João de Ruão, tendo a obra sido posteriormente completada por Tomé Velho. No séc. XVIII a crescente importância da devoção ao Senhor de Bouças, particularmente entre aqueles que demandavam as terras do Brasil, vai levar à realização de grandes obras de ampliação da primitiva igreja, que ficaram a cargo do arquitecto italiano Nicolau Nasoni e que lhe deram a sua configuração actual.

Igreja do Bom Jesus de Matosinhos
Igreja do Bom Jesus de Matosinhos

Destacam-se, no séc. XVIII, as intervenções de Luís Pereira da Costa, famoso entalhador setecentista, a quem se devem as obras de remodelação e acrescento da capela-mor e as de Nicolau Nasoni para o restauro da igreja. A notável combinação de volumes, estruturas e pormenores da composição acentuam o aspecto cenográfico da fachada principal, desenhada de forma a acentuar a horizontalidade da construção e as características barrocas ao gosto nasoniano. São de admirar as duas torres sineiras, o frontão quebrado, a porta principal decorada com medalhão, no qual se insere uma concha de vieira e os dois nichos laterais que contêm as estátuas de S. Pedro e S. Paulo. No espaço interior, dividido em três naves, destaca-se o imponente altar-mor de talha dourada, que integra na parte central um nicho com imagem de Cristo crucificado, atribuída ao século XII. Trata-se de uma escultura em madeira oca, com cerca de dois metros de altura e extremamente curiosa, dada a assimetria simbólica do olhar, já que o olho esquerdo se dirige para o Céu e o direito para a Terra, numa clara simbiose entre Deus e o Homem.

 

2. Galeria Municipal de Matosinhos

Inaugurada em maio de 2005, a Galeria Municipal de Matosinhos tem por missão a divulgação, promoção, criação e valorização da arte moderna e contemporânea, dando particular destaque à portuguesa, nos seus diferentes domínios: pintura, escultura, design, fotografia e outras expressões das artes plásticas.

Galeria Municipal de Matosinhos
Galeria Municipal de Matosinhos

Outra das missões da Galeria é a valorização e enriquecimento da colecção municipal de arte, através da eventual aquisição, depósito ou doação de obras que nela tenham sido expostas. Concebida e tutelada pela Autarquia de Matosinhos, a Galeria Municipal pretende ser um equipamento de referência à escala metropolitana, procurando afirmar-se igualmente no circuito artístico da Arte Moderna e Contemporânea Portuguesa.

 

3. Mosteiro de Leça do Balio

Classificado como monumento nacional, este imóvel medieval é considerado um dos melhores exemplares arquitectónicos existentes no país, de transição do estilo românico para o gótico. Com origem anterior ao séc. X, foi posteriormente (séc. XII) a primeira casa mãe dos Cavaleiros Hospitalários da Ordem de Malta em Portugal. Da construção românica resta apenas, nas traseiras da igreja, uma ala incompleta do claustro, um portal e uma janela com decoração vegetalista. Foi reedificado no séc. XIV, segundo o modelo das igrejas fortaleza. A fachada principal de estilo gótico, com ampla rosácea radiada e rematada por uma cruz da Ordem de Malta, possui torre de menagem de traça românica, coroada de ameias.

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Mosteiro de Leça do Balio

Do mosteiro resta apenas a igreja, de planta cruciforme, ladeada por uma alta torre quadrangular, provida de balcões com matacães, a meia altura e no topo, em ângulo, seteiras, dando à igreja um aspecto de verdadeira fortaleza militar. No seu interior destaca-se, junto à campa de Frei Estêvão Vasques, uma placa de bronze, com diversos motivos decorativos e contendo o epitáfio do defunto em caracteres leoneses.

 

4. Casa de Chá da Boa Nova

A Casa de Chá da Boa Nova é, sem dúvida, um dos símbolos de Leça da Palmeira. Até porque foi o primeiro edifício construído, juntamente com as Piscinas das Marés, a ser classificado como Monumento Nacional. Hoje é um dos restaurantes mais marcantes de Leça da Palmeira/Matosinhos, talvez por ser do chefe Rui Paula, um dos mais conceituados chefes de cozinha portugueses. Ou então por ser um dos edifícios marcantes da carreira de Siza Vieira. A Casa de Chá da Boa Nova foi construída em 1958, sob proposta do então presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, o Engenheiro Fernando Pinto de Oliveira e pretendia criar um espaço que fosse o destino para a qual coincidem os diferentes interesses dos transeuntes.

Casa de Chá da Boa Nova
Casa de Chá da Boa Nova

Inicialmente o projecto foi a concurso, com liberdade para escolha do local, e apenas o arquitecto Fernando Távora escolheu este local entre as rochas como o «local ideal», enquanto todas as restantes escolhiam soluções bem mais simples, junto à enseada. Mas que não seriam tão ousadas. Um dos arquitectos do atelier de Fernando Távora era Siza Vieira que, após uma análise mais profunda, um ano após a aprovação do projecto pela Câmara Municipal de Matosinhos, decidiu rever todo o projecto e proceder a alterações profundas, tendo tido o aval do arquitecto Fernando Távora.

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