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Os 12 melhores locais para visitar em Málaga

Em pleno sul de Espanha, na Andaluzia, uma cidade repleta de história e atracções para descobrir. Estes são os melhores locais para visitar em Málaga.

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Málaga
Málaga

A cidade de Málaga, na Andaluzia, é mais conhecida como o lugar onde nasceu Pablo Picasso. Mas a cidade transcende a importância do genial artista, que aqui tem a sua obra homenageada num consistente e fantástico museu que alberga muitos dos seus trabalhos. A sua posição privilegiada de frente para o Mediterrâneo e as suas praias – a mais próxima do centro é a Playa de la Malagueta – fazem de Málaga uma das portas principais da Costa del Sol, por onde se estendem as praias mais ensolaradas da Espanha. Ao longo da história, Málaga foi o lar de povos como os fenícios e os romanos, além dos mouros. E conserva construções preciosas desses e de outros períodos, que engrossam o património histórico da cidade. Há inúmeros pontos de interesse e atracções turísticas para visitar em Málaga. Os seus vestígios romanos e o seu palácio construído pelos mouros são alguns dos mais famosos. As praias de Málaga são também, obviamente, um dos motivos para visitar esta cidade do Sul de Espanha. Estes são os melhores locais para visitar em Málaga.

 

1. Alcazaba de Málaga

A estrutura da Alcazaba de Málaga foi edificada sobre a rocha, destacando a harmoniosa conjunção das suas necessidades defensivas com a beleza das suas estâncias e jardins interiores. Desde o princípio, o enorme recinto que a conforma foi utilizado como uma fortaleza urbana, com funções político-administraivas como sede de governo e residência para os dirigentes da cidade. Na parte mais elevada do complexo, situa-se a zona do palácio, composto por várias dependências. Os palácios árabes estavam organizados em torno a pátios rectangulares. A visita possibilita-nos admirar os diversos elementos da Arquitectura Hispano-Muçulmana, isto é, aquela desenvolvida na Espanha durante os quase 800 anos de dominação árabe no país. Destacam os variados elementos decorativos, nos quais os árabes eram verdadeiros mestres, na composição geral dos palácios. Nos tectos das estâncias, por exemplo, na sua decoração eram utilizados complexos trabalhos de artesanato em madeira ou elaboradas pinturas.

Alcazaba de Málaga
Alcazaba de Málaga

Os motivos decorativos estavam compostos por elementos geométricos, florais e epigráficos, sendo utilizados nos elementos arquitectónicos das construções, como arcos, capitéis, etc. A complexidade na elaboração decorativa é uma das características da arte muçulmana. Essa riqueza decorativa foi transportada também aos objectos quotidianos, como a cerâmica. Na Alcazaba de Málaga estão expostas uma belíssima colecção delas, realizadas no período árabe. Uma das técnicas utilizadas com mais alto grau de refinamento é a denominada de Reflexo Metálico. O fabrico das cerâmicas árabes, e as suas variadas técnicas, exerceram uma fundamental influência na elaboração posterior destas peças, no decorrer dos séculos.

 

2. Catedral de Málaga

Santa Igreja Catedral Basílica da Encarnaçao. Este é o nome do principal templo católico da cidade de Málaga, a sua Catedral.  Situada em frente à Praça do Bispo, a Catedral de Málaga é considerada um dos monumentos renascentistas mais valiosos da Comunidade de Andaluzia. Na sua construção participaram os grandes mestres do Renascimento Andaluz, como Andrés de Vandelvira, Hernán Ruiz II, Diego de Vergara e o famoso Diego de Siloé. Depois da Reconquista de Málaga, os Reis Católicos converteram a antiga mesquita em templo católico, passando a ser denominada Igreja Maior e posteriormente declarada Catedral, depois da restituição do Bispado da cidade. No entanto, em 1523 decide-se pela construção de uma nova igreja no estilo gótico. Problemas no projecto dificultaram a continuação das obras, que afinal foram realizadas a mediados do séc. XVI (1528), dentro do contexto da estética renascentista.

Catedral de Málaga
Catedral de Málaga

A Catedral de Málaga foi consagrada em 1588, mas o enorme templo teve várias interrupções ao longo dos séculos, sendo definitivamente concluída apenas no séc. XVIII. Por isso, a catedral conforma uma síntese de estilos, com predomínio dos elementos renascentistas e os barrocos complementários do séc. XVIII. A torre sul ficou inacabada, motivo pelo qual a Catedral de Málaga é conhecida carinhosamente como “La Manquita”. A fachada principal foi edificada no séc. XVIII. A sua parte inferior está composta por uma tripla arquería, formada por colunas de mármore avermelhada. O arco central representa a Anunciação, obra do escultor barroco António Ramos (1743). A catedral possui jardins próprios, que recordam a antiga mesquita.

 

3. Castelo de Gibralfaro

Além da Alcazaba, o denominado Monte Gibralfaro acolhe na sua parte mais elevada o Castelo, cujo nome se originou de um farol existente durante a época fenícia. Desta forma, o Castelo de Gibalfaro e a sua localização estão relacionados com as origens da cidade de Málaga, tanto no que se refere à sua função como posto de vigia, como no aspecto de assentamento humano. É bem provável que durante o período romano já existisse uma fortaleza no local, mas foi na época árabe quando se construiu o castelo, que domina toda a região. Realmente, o chamado castelo é, na realidade, um grande recinto defensivo, e o seu aspecto não tem nada que ver com a imagem de um castelo, e sim de um Alcázar (fortaleza). As ruínas existentes no local foram transformadas num sistema defensivo pelo rei Abderramán III, sendo ampliadas e convertidas em Alcázar por Yusuf I, no séc. XIV. A sua função era de albergar as tropas e proteger a Alcazaba, situada na parte inferior do Monte Gibralfaro.

Castelo de Gibralfaro
Castelo de Gibralfaro

Considerada durante uma época a fortaleza mais inexpugnável da Península Ibérica, o Castelo de Gibralfaro sofreu um forte assédio pelos Reis Católicos durante a reconquista da cidade no final do séc. XV. Depois de conquistada pelos monarcas, foi utilizado pelo rei Fernando El Católico como residência, enquanto a rainha Isabel preferiu viver na cidade. A estrutura geral do castelo está formada por uma linha dupla de muralhas e 8 torres, das quais a mais alta possui 17 metros de altura. Foi também durante o governo dos Reis Católicos quando a imagem do castelo foi incorporada ao escudo e a bandeira, tanto da província, quanto da cidade de Málaga.

 

4. Museu Pablo Picasso

Um lugar de visita obrigatória para se conhecer a obra de Pablo Picasso é o Palácio de Buenavista, sede do Museu Picasso de Málaga. O edifício, construído no séc. XVI, insere-se dentro do modelo da arquitectura renascentista, e foi a residência dos Condes de Buenavista, a quem deve o seu nome. A sua torre rectangular, de origem defensiva medieval, era usada como mirante, para avistar os barcos que chegavam ao porto. A partir de 1913, o Palácio de Buenavista transformou-se no Museu de Belas Artes e em 1939 foi declarado Monumento Nacional. Em 1996, foi escolhido para ser a sede do Museu Picasso, devido à importância da sua arquitectura civil, e no ano de 2009 foi inaugurado, após terem sido realizadas as reformas para tal fim. A criação do espaço respondeu ao desejo do próprio artista, para que uma parte das suas obras estivessem presentes na cidade onde nasceu.

Museu Pablo Picasso
Museu Pablo Picasso

A concretização do Museu Picasso de Málaga foi possível graças aos esforços e a vontade de Christine e Bernard Ruiz Picasso, nora e neto do pintor, cujas doações constituem o acervo do museu, assim como da Junta de Andaluzia, que realizou um grande projecto museológico consagrado ao artista. O acervo está composto por 233 obras, englobando uma ampla variedade de estilos e técnicas que Picasso dominou como um mestre. O museu dispõe também de um agradável jardim e uma pastelaria. Actualmente, o Museu Picasso de Málaga, junto com os de Barcelona e Paris, constitui um espaço artístico de primeira ordem para contemplar a sua obra. Em 1891, quando ainda criança, Picasso e sua família abandonaram a cidade, devido à pouca estabilidade económica que possuíam. Da cidade, foram a La Coruña e, posteriormente, a Barcelona e Paris, lugares onde o genial pintor revolucionaria o mundo da Arte Contemporânea. Picasso faleceu em Mougins (França), em 1973.

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