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Os 12 melhores locais para visitar em Faro

É a capital da região do Algarve e está repleta de monumentos, cultura... e algumas praias. Estes são os melhores locais para visitar em Faro.

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Faro
Faro

A capital do Algarve, Faro, passa frequentemente despercebida dos roteiros turísticos sobre esta região do sul  do Portugal. Os turistas que viajam para o Algarve fazem-no sobretudo à procura das praias paradisíacas que aparecem nos postais e Faro, apesar de possuir excelentes praias, está um pouco longe daquelas que os turistas preferem. E no entanto, talvez isso contribua para dar ainda mais charme e encanto a Faro. Esta que é a capital do Algarve cresceu muito nos últimos anos, fruto do investimento trazido pelos serviços do governo que aqui existem ou pelo aeroporto que trazem turistas para as praias.

Faro
Faro – Joe Price

Mas Faro soube preservar a sua história e fugir ao turismo massificado. Por toda a cidade abundam monumentos, museus, igrejas e conventos dignos de uma visita. A cidade possui ainda um centro histórico bem conservado e onde é agradável passear e fazer compras. Estes são os melhores locais para visitar em Faro.

 

1. Sé de Faro

A Sé ou Catedral de Faro ergue-se sobre uma praça plantada de laranjas conhecida como Largo da Sé, na cidade de Faro, a capital do Algarve. Foi mandada construir por Afonso IV após a tomada da cidade sobre os restos de uma mesquita muçulmana que datava do ano de 1251, na qual esteve erguida uma outra igreja hispano-goda. Na actualidade é um compêndio de estilos arquitectónicos, se bem que pode ser associada ao período de transição romântico-gótico e ao renascimento. Da sua igreja primitiva apenas está de pé a imponente torre com pórtico na entrada, cuja terceira planta, aparentemente em ruínas nunca foi acabada.

Faro
Sé de Faro

No interior é do século XVI e tem o Museu Catedralesco, onde poderás contemplar vários objectos litúrgicos, imagens, pinturas e vestuário religioso de grande beleza. A sua capela de estilo gótico encontra-se debaixo de um tecto revestido de azulejos do século XVII e no seu presbitério exibe um valioso retalho renascentista. Também vale a pena ver o órgão vermelho de madeira pintada, adornado de motivos chineses. Desde o cimo da sua torre medieval desfrutarás de umas vistas maravilhosas sobre a cidade amuralhada e esta da costa algarvia.

 

2. Museu Municipal de Faro

Foi o segundo museu criado no Algarve. Em 1894, no 5º centenário do nascimento do Infante D. Henrique, a Câmara Municipal de Faro inaugurou o Museu Archeologico e Lapidar Infante D. Henrique dedicado ao Heroe de Sagres. As primeiras instalações foram no edifício dos Paços do Concelho. Em 1912, o espólio foi transferido para a Igreja do antigo Convento de Santo António dos Capuchos e aí se manteve até 1969, ocasião em que transitou para as actuais instalações.

Museu Municipal de Faro
Museu Municipal de Faro

O espólio arqueológico é o mais significativo, integrando objectos da pré-história e das épocas romana e medieval. De entre os objectos mais relevantes apontam-se como exemplos da época romana um mosaico dos séculos II/III, os bustos imperiais de Adriano e Agripina e um acervo de epígrafes de Ossonoba. Uma colecção de grande qualidade é a de pintura dos séculos XVI a XIX composta, principalmente, por espécimes religiosos outrora pertencentes a templos algarvios. A pintura do séc, XX de Carlos Porfírio, sobre as lendas do Algarve, também é de grande importância. O Museu municipal de Faro integra a Rede Portuguesa de Museus desde Maio de 2002.

 

3. Palácio de Estói

A origem do Palácio de Estói remonta a um nobre local, que morreu algum tempo depois do início da construção do palácio, algures em 1840. No entanto, José Francisco da Silva comprou o palácio com o objectivo de o acabar, e as obras acabaram finalmente em 1909. Graças a este feito José Francisco da Silva foi nomeado Visconde de Estói. A construção do Palácio de Estói foi levada a cabo pelo arquitecto Domingos da Silva Meira, que cultivava um grande gosto pela escultura. O interior do palácio é extremamente detalhado e está elaborado à base de estuque e pastel.

Palácio de Estói
Palácio de Estói

No jardim é possível ver as palmeiras e as laranjeiras, que se enquadram perfeitamente com o ambiente rococó do palácio. No terraço inferior é possível ver um pavilhão com azulejos azuis e brancos, denominado a Casa da Cascata, e no seu interior está uma cópia das Três Graças, de Canova. No terraço superior, chamado o Patamar da Casa do Presépio, é possível deslumbrar um pavilhão grande com vitrais, ninfas e nichos em vários azulejos. Actualmente o palácio serve como uma pousada aberta ao público, depois de ter sido classificado como Imóvel de Interesse Público em 1977.

 

4. Capela dos Ossos de Faro

A Capela dos Ossos, em Faro, é uma pequena mas fascinante e macabra capela localizada na parte de trás da bela igreja do Carmo. A capela é forrada com os ossos de mais de mil esqueletos e esses ossos decoram as paredes e os tectos em macabros padrões geométricos. Os ossos foram exumados no século XIX do cemitério superlotado de Faro e pertencem aos monges que outrora serviram a cidade.

Capela dos Ossos de Faro
Capela dos Ossos de Faro

Estes monges, há muito tempo mortos, olham de todas as superfícies da capela para os visitantes – a Capela dos Ossos é verdadeiramente uma das mais estranhas e assustadoras atracções de Faro. A Igreja do Carmo é igualmente interessante, com uma imponente fachada barroca e um interior refrescante de altares esculpidos. A Capela dos Ossos e a Igreja do Carmo combinam-se para formar uma das melhores atracções turísticas de Faro, digna da curta caminhada a partir do porto.

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