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Os 12 melhores locais para visitar em Córdoba

Em pleno sul de Espanha, na Andaluzia, uma cidade repleta de histórias para descobrir. Estes são os melhores locais para visitar em Córdoba.

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Córdoba
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Acidade de Córdoba é o local perfeito para quem adora combinar história, cultural e uma boa gastronomia. A cidade fica no sul da Espanha, na região da Andaluzia a pouco menos de duas horas de Madrid. É difícil achar outra região espanhola com uma história cultural tão rica e uma geografia tão diversa quanto a Andaluzia. Os romanos, árabes e os Reis Cristãos já passaram pela região. Todos estes milénios e séculos de civilização tornaram-na uma preciosa confluência de arquitectura, das artes e expressões religiosas. Tanto que a cidade recebe o cognome de “Cidade das Três Culturas“, pela presença história de cristãos, judeus e muçulmanos.

Córdoba
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Córdoba é famosa pela sua majestosa mesquita e também pelos seus pátios, declarados Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Descubra aqui o que fazer em Córdoba, os lugares e experiências que você não pode perder. Córdoba deve sua fama turística à sua mesquita-catedral, mas, acredite, a cidade tem muito mais para oferecer. Córdoba é a cidade perfeita para ser explorada a pé, não sendo exageradamente grande e possuindo bastantes monumentos de grande interesse que estão a pouca distância uns dos outros. Esta pérola andaluza tem muito para oferecer no que toca a História, arte e cultura, sendo hoje mundialmente conhecida pelo seu Festival dos Pátios de Córdoba. Estes são os melhores locais para visitar em Córdoba.

 

1. Mesquita-Catedral de Córdoba

A Mesquita-Catedral de Córdoba (Património da Humanidade desde 1984) é o monumento mais importante de todo o Ocidente Islâmico e um dos mais incríveis do mundo. A sua história resume a evolução completa do estilo omíada na Espanha, assim como os estilos gótico, renascentista e barroco da construção cristã. O lugar que hoje ocupa a Mesquita-Catedral parece ter sido, desde a antiguidade, dedicado à adoração de diferentes divindades. Sob a dominação visigótica, a basílica de San Vicente foi construída neste mesmo local, sobre a qual a mesquita primitiva foi construída após a destruição de parte do local. Esta basílica, de forma rectangular, foi partilhada por cristãos e muçulmanos durante algum tempo.

Mesquita-Catedral de Córdoba
Mesquita-Catedral de Córdoba

Quando a população muçulmana estava em fase de expansão, a basílica foi totalmente adquirida por Abderraman I e destruída para a construção definitiva da primeira mesquita Alhama, a principal da cidade. Actualmente, alguns elementos de construção do edifício visigótico estão integrados na primeira secção construída já no tempo de Abderraman I. A grande Mesquita é formada por duas zonas diferenciadas: o pátio, onde o minarete se eleva (sob a torre renascentista), a única intervenção de Abd al-Rahman III e a sala de orações ou haram. O espaço interior é organizado sobre um concerto de colunas e arcadas de duas cores com um grande efeito cromático. Cinco são as áreas em que o gabinete é dividido, cada um correspondendo às diferentes extensões executadas.

 

2. Ponte Romana de Córdoba

Muito perto da Mesquita-Catedral, e graças a um belo passeio onde você pode ver as suas sumptuosas portas, irá chegar a outra das coisas bonitas para ver em Córdoba. Atravesse a Puerta del Puente, um dos portões da cidade velha, e virando à direita para o Triunfo de San Rafael, que mostra devoção ao guardião da cidade, você vai chegar à famosa Ponte Romana. A Ponte Romana ou Ponte Velha foi construída no século I e foi a única na cidade até meados do século XX.

Córdoba
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Agora é apenas destinada a passeios pedestres e por isso você pode caminhar tranquilamente através dela, contemplar a passagem do rio Guadalquivir e a reserva natural de Sotos de la Albolafia, onde mais de 120 espécies de pássaros nidificam (algumas delas em perigo de extinção). Uma das melhores coisas para fazer em Córdoba, é posicionar-se ao lado da Torre de la Calahorra na hora do pôr-do-sol. É garantido que o pôr do sol observando a ponte e a mesquita é uma das mais belas paisagens da Andaluzia.

 

3. Judiaria de Córdoba

Situada em pleno Centro Histórico de Córdoba, a Judiaria, ou antigo bairro judeu, constitui uma das grandes atracções da cidade graças aos seus monumentos, lugares de interesse, museus, etc. Caminhar pelas suas ruas permite conhecer a história do povo judaico em Espanha, e também da própria cidade andaluza. Existem testemunhos da presença judaica em Espanha que remontam à época romana. Por este motivo, a sua história está intimamente relacionada à própria evolução de Córdoba. Os judeus habitaram as ruas da Judiaria desde o século X até ao século XV, quando foram expulsos em 1492 pelos Reis Católicos. Durante um certo período de tempo, conviveram com as demais culturas, a cristã e a muçulmana. No século X, a comunidade judaica desempenhou um importante papel na organização do Califado de Córdoba como administradores, comerciantes, médicos e altos funcionários. O tolerante Califa Abderramán II autoproclamava-se como o Senhor das Três Culturas.

Judiaria de Córdoba
Judiaria de Córdoba

A sua extensão e a proximidade com o centro de poder denotam a importância da Judiaria de Córdoba em tempos passados. A parte que actualmente se conserva está repleta de pequenas e labirínticas ruas, além de lugares encantadores… Uma excelente forma de conhecer a história e as tradições da comunidade judaica na cidade e mesmo na Espanha é visitando a Casa de Sefarad, um museu aberto em 2005 e sediado numa casa judia do século XV. Além de contar a história da Judiaria de Córdoba, o museu aborda uma série de elementos da cultura judaica relacionados com os seus hábitos religiosos, costumes, etc. A comunidade judaica espanhola falava um idioma conhecido como Ladino. Esta língua ainda sobrevive, sendo utilizada por cerca de 150 mil pessoas no mundo, principalmente em Israel e na Turquia. Tem origem no castelhano medieval com algumas contribuições do hebreu e de outros idiomas falados na península, além de influências do turco e do grego.

 

4. Pátios de Córdoba

Visitar Córdoba e não conhecer os pátios das suas casas, restaurantes, palácios, etc, é um verdadeiro pecado. Isso porque constitui uma das mais agradáveis atracções da cidade, pela beleza decorativa de cada um deles e pela importância na vida dos seus habitantes ao longo dos séculos. Os Pátios de Córdoba foram declarados Património Imaterial da Humanidade, aumentando para três os locais da cidade que receberam esta privilegiada distinção (os outros dois correspondem a Mesquita-Catedral e o Centro Histórico de Córdoba). Convertidos num verdadeiro símbolo da cidade, os pátios cordobeses originaram-se das antigas casas romanas, denominadas Domus. As dependências das residências romanas estavam distribuídas ao redor de dois pátios, um utilizado como local de recepção (atrium) e outro como local de recreio e lazer, com jardins, fontes, etc (peristilo). O atrium encontrava-se aberto para recolher a água da chuva. Já o Peristilo, de influência grega, estava formado por um pátio porticado e ajardinado, que a partir do século II aC começou a adquirir protagonismo nas casas da elite romana.

Pátios de Córdoba
Pátios de Córdoba

Os árabes introduziram na Península Ibérica o gosto pelo jardim, incorporando árvores frutíferas e plantas comestíveis, gerando o chamado Jardim Hispano-Muçulmano. Na Córdoba Omeya consolida-se o pátio como uma parte fundamental da residência e também como uma zona privada, aberto ao céu mas fechado à visitação pública. O pátio passa a constituir o elemento articulador da casa, em torno do qual girava a vida familiar. Os seus elementos mais comuns eram a fonte e o poço para o abastecimento de água, além das plantas. Originários de uma terra desértica e árida, a presença da fonte nos pátios da Córdoba Muçulmana criava uma espécie de oásis nos tórridos verões cordobeses. De facto, existe um certo microclima nos pátios, com temperaturas bem mais amenas que no exterior da casa. Antigamente vivam várias famílias numa mesma residência e o pátio representava a área comum. A sua conservação e manutenção realizava-se de forma comunitária, servindo como ponto de encontro social.

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