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Os 12 melhores locais para visitar em Amarante

É conhecida pela sua belíssima ponte e pela Igreja de São Gonçalo, o santo casamenteiro. Estes são os melhores locais para visitar em Amarante.

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Amarante
Amarante

Quem visita Amarante, acaba, invariavelmente, por construir uma leitura própria: tão rica quanto a vontade e tão diversa quanto a sorte. Por quantos roteiros definem o concelho, tantas podem ser as imagens e os sabores que os visitantes levam no regresso: arquitectura, religião, arte, natureza, gastronomia. Descobrir Amarante é uma aventura que apetece viver. Se a natureza é quem chama, então o destino é o Tâmega ou as Serras do Marão e da Aboboreira, que oferecem paisagens de sonho, aldeias de gente acolhedora e ricas tradições, edificadas em xisto e granito. Se o apelo vem do espírito, o percurso já se faz pela cidade, com passagem obrigatória pelo convento e igrejas de S. Gonçalo, S. Pedro e S. Domingos, o museu de Arte Sacra e outros exemplares do barroco e do românico, espalhados pelo município. É igualmente irrecusável a descoberta dos grandes nomes das artes que nos engrandecem e levam além-fronteiras, visitando o museu Amadeo de Souza-Cardoso e a Biblioteca Albano Sardoeira.

As festas e romarias mantêm o melhor da tradição popular e encerram a identidade das gentes do concelho, manifestando-se por todas as freguesias, das quais destacamos as “Festas do Junho”, em honra de S. Gonçalo. À mesa realça-se a vitela maronesa, o cabrito e o bacalhau, regados pelo bom vinho verde, que aqui encontra condições únicas de maturação. A rematar o repasto temos a doçaria conventual e de oferta variada: papos d’anjo, foguetes, lérias, brisas do Tâmega, entre outros. Amarante é encruzilhada, para onde confluem a história, as tradições e a natureza, proporcionando, para lá das suas fronteiras, a descoberta das Terras de Basto, do Minho, de Trás-os-Montes, do Douro e do Porto. Estes são os melhores locais para visitar em Amarante.

 

1. Ponte de São Gonçalo

O tempo e a história encarregaram-se de tornar a Ponte de São Gonçalo num dos símbolos da identidade local. À sua construção, no século XVIII, antecedeu a antiga ponte fortificada, de época medieval e a cuja edificação se associa o nome e milagres de São Gonçalo: remover enormes pedras com as suas mãos, fazer brotar água das pedras para saciar a sede e convocar os peixes para alimentar os trabalhadores contam-se entre os milagres. Da primeira ponte, desmoronada na sequência de uma cheia, em 1763, permanece a imagem gótica da Nossa Senhora da Piedade, conhecida por Senhora da Ponte (séc. XIV/XV), colocada num recanto da igreja e voltada para a ponte, que, originalmente, se encontrava num cruzeiro biface a delimitar os concelhos de Gouveia de Riba Tâmega e o da Villa d’ Amarante.

Ponte de São Gonçalo
Ponte de São Gonçalo

O tempo marca novo encontro com a história e a Ponte de São Gonçalo torna-se palco, em 1809, de lutas sangrentas, numa heróica resistência, durante 14 dias, dos soldados portugueses, comandados pelo General Silveira, contra a passagem das tropas napoleónicas. Uma lápide, colocada numa das pirâmides, recorda e assinala esse acontecimento histórico que valeu ao General Silveira o título de Conde de Amarante e à Vila de Amarante o colar da Ordem Militar da Torre e Espada. A ponte, com cerca de 50 metros de comprimento, suporta um tabuleiro com quatro varandins semicirculares e, em cada extremidade, dois obeliscos barrocos que ostentam inscrições epigráficas relativas à construção da ponte e ao episódio heróico da resistência à invasão francesa.

 

2. Convento e Igreja de São Gonçalo

Monumento maior da belíssima cidade de Amarante, no verdejante norte de Portugal, o Convento de São Gonçalo foi fundado pelo rei D. João III em 1540. O Convento, construído no local onde se erguia uma pequena ermida medieval dedicada a São Gonçalo, integra a bela Igreja de São Gonçalo, sob projecto e estilo Dominicano, de pendor maneirista, de cruz latina e fachada grandiosa com três andares, um deles barroco e os outros dois renascentistas.

Igreja de São Gonçalo
Igreja de São Gonçalo

O interior é de três naves, onde sobressai um magnífico retábulo barroco em talha dourada e, claro, a importante Capela de São Gonçalo onde repousa o santo, sobre uma estátua tumular de calcário finamente trabalhada. De relevo no conjunto monástico é a galeria dos Reis, a capela de santa Rita de Cássia, o Órgão do século XVIII, a Varanda dos Reis, a barroca Torre Sineira, os dois belos claustros e o monumental chafariz. O Convento e Igreja de São Gonçalo estão classificados como Monumento Nacional desde 1910.

 

3. Museu Amadeo de Souza-Cardoso

O Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, instalado no Convento Dominicano de São Gonçalo, foi fundado em 1947, por Albano Sardoeira, visando reunir materiais respeitantes à história local e lembrar artistas e escritores nascidos em Amarante: António Carneiro, Amadeo de Souza-Cardoso, Acácio Lino, Manuel Monterroso, Paulino António Cabral, Teixeira de Pascoaes, Augusto Casimiro, Alfredo Brochado, Ilídio Sardoeira, Agustina Bessa Luís, Alexandre Pinheiro Torres e um observatório de curiosidades à moda oitocentista.

Museu Amadeo de Souza-Cardoso
Museu Amadeo de Souza-Cardoso

Pretendendo manter a lembrança do seu núcleo inicial e das suas colecções, com maior ênfase para a Arqueologia, a sua principal vocação é, porém, a Arte Portuguesa Moderna e Contemporânea, nomeadamente a pintura e a escultura. Para além da exposição permanente e visando até suprir algumas das lacunas, o Museu organiza exposições temporárias, temáticas, ou monográficas, que se servem do seu acervo e das colecções oficiais ou mostram obras de artistas em actividade. O Museu organiza o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, de carácter bienal, abrangendo as várias expressões artísticas e com duas distinções em separado: uma incluída no concurso e outra de consagração (carreira).

 

4. Solar dos Magalhães

Da estrutura original, que se julga da segunda metade do século XVI, permanecem, apenas, as paredes exteriores. Esta casa senhorial, pertença dos Magalhães, tornou-se um símbolo, no século XIX, da resistência à entrada, na vila, das tropas francesas.

Solar dos Magalhães

Conta-se que por cada dia que a resistência à ocupação francesa atrasava a passagem pela Ponte de São Gonçalo, a caminho de Vila Real, o General Loison retaliava incendiando uma casa nobre. Contrariamente à maioria das casas que foram incendiadas, o Solar dos Magalhães nunca foi reconstruído, permanecendo as suas ruínas testemunho dos violentos ataques.

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