Em Portugal existe um conjunto de aldeias recuperadas que se podem alugar como destino de estadia — não um quarto num hotel, mas uma aldeia completa ou um conjunto de casas num núcleo recuperado, com a escala e o silêncio que isso implica.
A maioria esteve ao abandono antes de alguém se apaixonar pelo lugar e decidir recuperá-lo. Aqui ficam oito, de norte a sul.
Aldeia da Mata Pequena – Mafra

A trinta minutos de Lisboa, na zona de Mafra, a Aldeia da Mata Pequena tem 12 casas caiadas de branco e delineadas a azul, com capacidade para dois a seis pessoas cada. A cozinha rústica é partilhada.
As atividades disponíveis incluem passeios pedestres e de BTT, paintball, passeios a cavalo, piqueniques e visitas de comboio à Tapada Nacional de Mafra.
Aldeia da Pedralva – Vila do Bispo, Algarve

Em 2006, quando António Ferreira chegou pela primeira vez a Pedralva, a aldeia tinha nove habitantes e mais de 50 casas em ruínas. Em 2010, a recuperação estava concluída.
Hoje tem 24 casas de campo, o restaurante Sítio da Pedralva, um Café Central, piscina, forno comunitário e um centro de atividades com aluguer de bicicletas, escola de surf e material de caminhada.
Aldeia do Lago – Amieira, Alentejo

A cem metros do Grande Lago do Alqueva, a Aldeia do Lago tem cinco casas tradicionais restauradas — Casa da Chaminé, Casa do Xafariz, Casa do Degebe, Casa das Oliveiras e Casa Grande.
O pequeno-almoço chega de manhã numa cesta com café em termo, sumo em garrafa de vidro e pão. A aldeia de Amieira em redor tem restaurantes regionais, padarias e mercearias.
Chão do Rio – Seia, Serra da Estrela

As seis casas de pedra de Chão do Rio estão rodeadas de jardins e de uma piscina biológica. Um rebanho de ovelhas passa com regularidade. As casas — Cumeada, Loba, Cotovia, Ribeira, Pastor e Churra — têm kitchenette, zona de estar com televisão e varanda com terraço.
Casas do Moinho – Odeceixe, Algarve

Ao lado do moinho de vento de Odeceixe, cinco casas recuperadas de edifícios em ruínas dispersos pela vila. Mobiliário moderno, cozinha equipada, piscina exterior com vista panorâmica sobre a região, bar de apoio e parque infantil. A vila de Odeceixe em redor não está desertificada — há vida local para além dos hóspedes.
Arcos House – Carralcova, Arcos de Valdevez

À entrada do Parque Nacional da Peneda-Gerês, onze casas abandonadas nos anos 60 foram recuperadas com a traça original preservada e comodidades modernas incluídas — jacuzzi privativos, PlayStation, televisão com 80 canais. Há restaurante, wine bar e três piscinas exteriores. As casas têm um, dois ou três quartos.
Cuada – Ilha das Flores, Açores

Habitada desde o século XVI, a vida em Cuada nunca foi fácil — sem acesso fácil ao mar, com agricultura e tecelagem como meios de subsistência. Os últimos moradores partiram nos anos 60. Um casal recuperou a aldeia e transformou-a em turismo rural.
É considerada um dos destinos mais românticos do mundo por algumas revistas especializadas. Nas redondezas: cascatas e trilhos pela ilha.
Aldeia de Pontes – Melgaço

Pontes é uma aldeia inverneira de Castro Laboreiro — o tipo de lugar onde os moradores passavam o inverno porque as condições para alimentar o gado eram melhores do que nas brandas de altitude.
Esteve desabitada mais de 15 anos antes de começar a ser recuperada para turismo rural. Saem daqui sete trilhos pedestres para explorar uma região com rios de água limpa, pontes medievais, cascatas e lagoas pouco conhecidas.
Estas oito aldeias têm em comum o abandono que as precedeu e a decisão de alguém de não as deixar desaparecer. O que fizeram com essa decisão — e o que oferecem a quem chega — é diferente em cada caso.
A escolha depende do que se procura: a Serra da Estrela, o Gerês, o Alqueva, os Açores, o Algarve. Há aldeias para alugar em quase todos os cantos do país.







