VortexMag
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle
No Result
View All Result
VortexMag
No Result
View All Result
Home Notícias

Sabia que o minuto de silêncio foi inventado em Portugal em honra a um brasileiro?

Em 1912, o Senado português homenageou o Barão do Rio Branco com dez minutos de silêncio - a primeira vez na história. Assim nasceu o minuto de silêncio.

VxMag by VxMag
Jun 8, 2026
in Notícias
0
Sabia que o minuto de silêncio foi inventado em Portugal em honra a um brasileiro?

Sabia que o minuto de silêncio foi inventado em Portugal em honra a um brasileiro?

Partilhar no FacebookGuardar no Pinterest

ArtigosRelacionados

Kristang: 500 anos depois ainda se fala português e se dança o Vira na Malásia

Kristang: 500 anos depois ainda se fala português e se dança o Vira na Malásia

Jun 8, 2026
Lusitanos: a tribo que os romanos demoraram 200 anos a dominar

Lusitanos: a tribo que os romanos demoraram 200 anos a dominar

Jun 8, 2026
aldeias para alugar em portugal

Quer uma aldeia só para si? Há 8 em Portugal para alugar

Jun 8, 2026
No tempo em que Portugal era apenas uma ilha e D. António I era o seu Rei

No tempo em que Portugal era apenas uma ilha e D. António I era o seu Rei

Jun 8, 2026

A 13 de fevereiro de 1912, o Senado português reuniu em sessão ordinária. O presidente, Anselmo Braancamp, tomou a palavra para evocar a morte de José Maria da Silva Paranhos Júnior — o Barão do Rio Branco, ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil — e propôs algo que nunca tinha sido feito antes: que os senadores se conservassem silenciosos nos seus lugares durante dez minutos, em sua homenagem.

O Diário de Notícias registou a cena com uma brevidade que não faz justiça ao que acabara de acontecer: “Assim se fez.”

Era a primeira vez na história documentada que uma assembleia adoptava o silêncio colectivo como forma de homenagem. A tradição que hoje existe em estádios, parlamentos e cerimónias públicas em todo o mundo começou ali, naquela sala, por causa de um diplomata brasileiro que tinha feito um favor a Portugal dois anos antes.

Quem era o Barão do Rio Branco

Paranhos Júnior nasceu no Rio de Janeiro em 1845, filho de um diplomata que ficaria também para a história com o título de Visconde do Rio Branco. Seguiu a carreira do pai e tornou-se ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil em 1901, cargo que ocupou até à morte, em fevereiro de 1912.

O seu legado no Brasil é concreto e territorial: negociou a anexação do Acre, que pertencia à Bolívia, resolveu um litígio com a Guiana Francesa que incorporou o actual estado do Amapá, e ganhou uma disputa com a Argentina que acrescentou mais de trinta mil quilómetros quadrados ao mapa brasileiro.

Foi o homem que desenhou boa parte das fronteiras do Brasil moderno.

Em Portugal, a razão do afecto era outra. Quando a República foi proclamada em outubro de 1910 — num contexto de grande instabilidade e de reconhecimento incerto por parte das outras potências — o Barão do Rio Branco foi um dos primeiros estadistas a patrocinar o reconhecimento diplomático do novo regime.

Para uma república recém-nascida que precisava de legitimidade internacional, esse gesto teve um peso que os portugueses não esqueceram.

A Ilustração Portuguesa de fevereiro de 1912 registou o impacto da sua morte com uma frase que diz tudo sobre o estatuto que tinha conquistado em Lisboa: “Em Portugal havia um verdadeiro culto pelo Barão do Rio Branco.”

Dez minutos que se tornaram um

A Câmara dos Deputados homenageou-o primeiro, suspendendo a sessão por meia hora — como era tradição para ocasiões solenes. Foi no Senado que a inovação aconteceu. Em vez da suspensão habitual, Braancamp propôs o silêncio colectivo. Dez minutos, de pé, nos lugares.

A ideia propagou-se. Sempre que uma figura merecedora de homenagem morria, o Legislativo português repetia o gesto. Com o tempo, a duração foi sendo encurtada — de dez para cinco minutos, depois para o actual minuto. E quando as casas legislativas europeias adoptaram o modelo, levaram consigo a forma abreviada.

O minuto de silêncio chegou aos estádios de futebol, às cerimónias militares, às assembleias de todo o mundo. Poucos sabem que começou com dez minutos, num senado em Lisboa, por causa de um homem que nunca pisou Portugal mas que tratou a república portuguesa como legítima quando essa legitimidade ainda não era evidente.

Há qualquer coisa adequada nessa origem: uma homenagem nascida da gratidão, não do protocolo. O silêncio como resposta ao que as palavras não chegam para dizer.

VxMag

VxMag

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Sabia que o minuto de silêncio foi inventado em Portugal em honra a um brasileiro?
Notícias

Sabia que o minuto de silêncio foi inventado em Portugal em honra a um brasileiro?

by VxMag
Jun 8, 2026
0

A 13 de fevereiro de 1912, o Senado português reuniu em sessão ordinária. O presidente, Anselmo Braancamp, tomou a palavra...

Read moreDetails
Kristang: 500 anos depois ainda se fala português e se dança o Vira na Malásia

Kristang: 500 anos depois ainda se fala português e se dança o Vira na Malásia

Jun 8, 2026
Lusitanos: a tribo que os romanos demoraram 200 anos a dominar

Lusitanos: a tribo que os romanos demoraram 200 anos a dominar

Jun 8, 2026
aldeias para alugar em portugal

Quer uma aldeia só para si? Há 8 em Portugal para alugar

Jun 8, 2026
No tempo em que Portugal era apenas uma ilha e D. António I era o seu Rei

No tempo em que Portugal era apenas uma ilha e D. António I era o seu Rei

Jun 8, 2026
O dia em que os pescadores de Olhão venceram as tropas de Napoleão

O dia em que os pescadores de Olhão venceram as tropas de Napoleão

Jun 8, 2026

© 2024 Vortex Magazine

Mais infomação

  • Ficha Técnica
  • Quem somos
  • Política de privacidade
  • Estatuto editorial

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Cultura
  • Sociedade
  • História
  • Viagens
  • Gastronomia
  • Lifestyle

© 2024 Vortex Magazine