Há dois sinais de trânsito circulares, azuis, com figuras de peões e bicicletas, que aparecem cada vez mais nas cidades portuguesas — e que muita gente, incluindo condutores experientes, continua a confundir. O D7e e o D7f parecem indicar a mesma coisa. Impõem regras diferentes.
O que cada um significa
Ambos pertencem à categoria dos sinais de obrigação — o seu cumprimento é obrigatório para todos os utilizadores da via, sem exceção.
O D7e indica uma pista obrigatória partilhada por peões e velocípedes. Os dois grupos circulam no mesmo espaço, sem separação física. Exige atenção mútua e cedência de passagem entre utilizadores.
O D7f indica uma pista obrigatória para peões e velocípedes, mas segregada — com faixas distintas para cada grupo, separadas por uma linha ou marcação no pavimento. Cada utilizador deve manter-se na sua faixa.
A diferença prática é significativa: no D7e, a partilha é total e informal; no D7f, há uma organização espacial obrigatória que deve ser respeitada.
Como distingui-los à primeira vista
O sinal diz tudo através do grafismo. No D7e, as figuras do peão e da bicicleta aparecem lado a lado, sem qualquer separação. No D7f, os dois símbolos estão divididos por uma linha vertical — que representa exatamente a separação que existe na via.
Uma regra simples para memorizar: figuras juntas, espaço partilhado; figuras separadas, cada um no seu espaço.
O que acontece quando se ignora a diferença
No caso do D7f, circular na faixa errada — um ciclista na zona dos peões ou um peão na faixa das bicicletas — pode configurar uma contraordenação grave, com coima e eventual perda de pontos na carta de condução para quem conduz um velocípede motorizado.
No D7e, o enquadramento sancionatório é diferente, mas o desrespeito pela lógica de partilha aumenta o risco de conflitos e acidentes — especialmente em zonas urbanas com tráfego intenso de peões e ciclistas.
Segundo o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a distinção entre estes dois sinais continua a gerar erros em exames práticos de condução.
Os comportamentos mais comuns são ciclistas a ocupar zonas reservadas a peões e peões a invadir faixas de bicicleta — situações que tornam a circulação mais confusa e menos segura para todos.
Num momento em que as cidades portuguesas multiplicam ciclovias e vias partilhadas, perceber a diferença entre estes dois sinais deixou de ser um detalhe de exame — é uma competência de circulação diária.







