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Castelo de Belver: o primeiro castelo dos Hospitalários em Portugal

O Castelo de Belver ergue-se sobre o Tejo desde o século XII — foi o primeiro castelo dos Hospitalários em Portugal e guarda uma lenda de relíquias que recusaram ser levadas para Lisboa.

VxMag by VxMag
Mar 31, 2026
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Castelo de Belver Alentejo

Castelo de Belver

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O Tejo faz uma curva longa antes de Belver, e o castelo aparece de repente no alto da colina — uma silhueta que não deixa dúvidas sobre porque foi escolhido este ponto.

Quem controlava este outeiro controlava a passagem do rio. Em meados do século XII, quando a fronteira sul de Portugal era ainda uma linha instável e contestada, isso significava controlar muito.

A decisão de construir aqui não foi dos Templários — foi dos Hospitalários. Uma escolha invulgar, porque os Templários dominavam já a zona centro e seriam a opção natural. Belver foi o primeiro castelo português entregue à Ordem dos Hospitalários, e durante muito tempo o seu bastião mais importante neste território.

A arquitetura que outros copiaram

A cerca ovalada adapta-se à forma do outeiro em vez de a contrariar — uma solução que parece óbvia mas que era inovadora na época. A torre que cobre o portão principal, a curva em cotovelo antes de chegar ao topo, o adarve que acompanha a muralha e amplia o ângulo de visão: são soluções de engenharia militar que seriam replicadas séculos depois noutras fortificações portuguesas. Quem conhece o Castelo de Almourol reconhece semelhanças — não é coincidência.

O castelo teve ação real ao longo dos séculos. Nuno Álvares Pereira passou por aqui. Durante a dinastia filipina, Belver tomou o partido de D. António, prior do Crato, e pagou por isso. Depois, como aconteceu a tantas fortalezas, foi perdendo importância estratégica e sendo progressivamente abandonado.

O Terramoto de 1755 e o Sismo de Benavente de 1909 aceleraram a degradação. Durante dois séculos, o castelo serviu como cemitério da vila que crescia lá em baixo. A recuperação só veio na década de 1940.

As relíquias que voltaram por conta própria

No interior do castelo existe uma capela do século XVI, simples na forma mas com um retábulo renascentista de valor. Foi aqui que, segundo a tradição, foram guardadas relíquias trazidas da Terra Santa pelos cavaleiros Hospitalários: cabelos de Nossa Senhora, um anel e dedo de São Brás, palhas da manjedoura de Belém, parte da capa de São Domingos.

A lenda começa quando um cavaleiro de Malta decide que tamanha riqueza não estava segura num castelo de fronteira que podia ser tomado em qualquer momento.

As relíquias foram transportadas para Lisboa — mas nunca chegaram ao destino. Misteriosamente, os objetos terão navegado Tejo acima e parado no sopé do cabeço de Belver, numa barca que ninguém conseguia mover.

O pároco local organizou uma procissão. Quando se aproximaram da barca, ela navegou até à margem. As relíquias voltaram para o castelo, onde ficaram.

Há ainda um segundo fio solto nesta história: Alexandre Parafita cita um frade que dizia existir no castelo uma estátua cujos olhos apontavam para um tesouro escondido.

A estátua seria de Gualdim — provavelmente Gualdim Pais, Mestre dos Templários, embora Belver fosse dos Hospitalários, o que sugere alguma confusão na transmissão oral. O relato acrescenta que escavações no local encontraram moedas antigas. O que mais terá ficado por encontrar não se sabe.

O rio cá em baixo

A Praia Fluvial do Alamal fica no sopé da colina, à beira do Tejo. Em julho e agosto, a água está morna e a corrente é suave neste troço. É o tipo de contraste que o Alentejo produz com naturalidade: pedra e calor no alto, água e sombra cá em baixo.

O castelo fecha ao fim da tarde e a vila de Belver recolhe depressa. De noite, com o Tejo escuro lá em baixo e a muralha iluminada de lado, percebe-se o que os Hospitalários viram neste outeiro — e porque é que as relíquias, segundo a lenda, recusaram ir para outro sítio.

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