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As aldeias e vilas mais isoladas de Portugal

São locais longe das multidões e do turismo de massas e, por isso, ideias para uma escapadinha. Descubra as aldeias e vilas mais isoladas de Portugal.

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Aldeia da Pena
Aldeia da Pena

Por vezes, pelas razões mais variadas, podemos querer passar algum tempo num local remoto, longe das multidões das grandes cidades. Em Portugal, existem diversas vilas e aldeias onde o acesso é difícil e que, por isso, a calma do dia-a-dia ainda se mantém.

Se procura um local mais isolado para passar umas férias ou, simplesmente, para descontrair durante alguns tempos, descubra algumas das mais bonitas e isoladas de Portugal.

1. Vilarinho de Negrões

Vilarinho de Negrões
Vilarinho de Negrões

Esta pequena vila, situada no distrito de Vila Real, no concelho de Montalegre, parece saída de um imaginário de encantar. Está plantada na margem sul da bela Albufeira do Alto do Rabagão (ou Barragem dos Pisões), sobre uma estreita e peculiar península — que a impede de ficar submersa com a subida da água. É o local ideal para sossegar o corpo, enquanto a lente da câmara captura a essência da paisagem.

Os casarios de Vilarinho de Negrões são apelidados de rijos, porque insistem em resistir ao tempo. Se decidir caminhar pelas ruas estreitas da vila, conseguirá comprovar o bom estado de conservação. Por lá, não vive muita gente, mas, ainda assim, é um local de passagem obrigatória se estiver a arejar pela zona do Barroso — região que envolve Montalegre e Boticas.

Há quem refira que os melhores enchidos portugueses são produzidos nas redondezas — e, para quem é apreciador de carnes fartas, o cozido à portuguesa é um dos emblemas gastronómicos. Se, porventura, visitar Vilarinho de Negrões no inverno, agasalhe-se: o frio é feroz.

2. Vila de Marvão

Marvão
Marvão

Encontra-se coladinha à fronteira com a Espanha, situada entre Castelo de Vide e o distrito de Portalegre. Está alojada no ponto mais alto da bonita Serra de São Mamede, abraçada pela tranquilidade da região alentejana. A vila de Marvão, além de ser reconhecida pela tranquilidade, é circundada por muralhas dos séculos XIII e XVII — que pertencem ao castelo medieval homónimo.

Além da imponente construção muralhada, Marvão possui um Museu Municipal que alberga coleções etnológicas e arqueológicas do território. Contudo, se estiver mais interessado em respirar a natureza, não terá problemas — relembramos-lhe que a vila se encontra no topo de uma serra.

Na Torre de Menagem ou na Pousada de Santa Maria, locais que se encontram guardados no coração do vilarejo, conseguirá vislumbrar panoramas fenomenais sobre o meio envolvente.

3. Vila de Dornes

Dornes
Dornes

É considerada uma vila, mas há quem a apelide de aldeia. Outrora chegou a ter mil habitantes; hoje em dia, abriga cerca de quatrocentos. Dornes está plantada numa península, banhada pelo rio Zêzere, denominada albufeira de Castelo de Bode.

Há muitos séculos, serviu de ponto estratégico militar contra os mouros — quando os portugueses ainda não eram portugueses, porque ainda não tinham consolidado a nacionalidade.

É reconhecida como a “mítica terra dos templários” — monges ou cavaleiros do templo cristão —, conservando infraestruturas em pedra que transportam turistas até à primeira metade do século XII. Mantém um charme histórico, envolvido pelo abraço forte da natureza.

Existem poucos locais em Portugal capazes de ecoar um silêncio tão encantador quanto o de Dornes. Nesta pequena localidade de Ferreira do Zêzere, situada no distrito de Santarém, a globalização e a essência citadina são devoradas pelo perfume da ruralidade.

4. Castelo de Vide

Castelo de Vide
Castelo de Vide

Castelo de Vide é uma bonita e romântica vila, localizada numa das colinas da Serra de São Mamede — que abriga no seu topo a vila de Marvão supracitada. Esta é envolvida pela vegetação rica daquela região, sendo alcunhada de “Sintra do Alentejo”. O epíteto deve-se ao encanto pitoresco da arquitetura poética, que lhe molda as feições e a ajuda a ganhar forma.

As casas brancas, brasonais e senhoriais contrastam com a cor do meio envolvente, preenchendo Castelo de Vide. É uma vila que se cruza com anos de história, perpetuando diversos legados megalíticos — construções monumentais em grandes blocos de pedra —, como o Menir da Meada. Além disso, a boa fama da comida ajuda-a a conquistar espaço no mapa gastronómico português.

Se é um “bom garfo”, experimente o sarapatel (prato típico elaborado com as vísceras de borrego ou cabrito), o ensopado de cabrito ou as migas com entrecosto. Para regar o estômago, aposte nos licores produzidos na região — a ginjinha não o deixará ficar mal.

5. Vila do Nordeste

Vila do Nordeste
Vila do Nordeste

Esta vila e município português está sediada na verdejante ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores. Tal como o seu nome indica, está acomodada na zona nordeste do território insular. Ao seu redor, podem ser observadas a fauna e a flora endémicas, que ajudam a espelhar a magnificência da região.

Além desta, existe todo um património arquitetónico para ser explorado (e fotografado, claro!), como o Viaduto — ou a Ponte — dos Sete Arcos e o belo edifício dos Paços do Concelho do século XIX.

A vila do Nordeste é afamada pelos bonitos jardins e pelas ruas e estradas cuidadas, estando decorada por flores a cada virar de esquina. É uma zona de longa tradição agrícola, pecuária e piscatória. Por lá, para explorar, encontrará miradouros, percursos pedestres e o farol mais antigo dos Açores (o Farol do Arnel).

Além disso, dê uma volta pela Casa do Trabalho de Nordeste que mantém conservada a arte de tecer manualmente. Há colchas, mantas, bordados e muitas rendas para analisar.

6. Vila do Corvo

Vila do Corvo
Vila do Corvo

A vila do Corvo situa-se na ilha açoriana homónima. É a região habitada mais isolada de Portugal, mas isso significa apenas uma coisa: tranquilidade. A azáfama das grandes cidades não tem espaço para crescer nos (únicos) 10 quilómetros de estrada existentes. Ali, a natureza (que é exuberante) e o silêncio são os principais temperos da atmosfera insular.

À parte da vila, tudo no Corvo encontra-se em estado selvagem. O verde viçoso das montanhas escarpadas promete ofuscar e apaixonar qualquer visitante. As casas do vilarejo descansam umas nas outras, estando separadas por vias estreitas e acolhedoras.

Todos se conhecem e a hospitalidade impera na comunidade corvina. A visita à Lagoa do Caldeirão, alojada na cratera vulcânica da ilha, é obrigatória — garantimos-lhe, desde já, que será um dos postais mais bonitos que verá.

7. Vila do Caniçal (Madeira)

Vila do Caniçal (Madeira)
Vila do Caniçal (Madeira)

Na parte oriental da ilha da Madeira, podemos avistar a vila do Caniçal. É uma zona piscatória, que pertence ao concelho de Machico, no Funchal. Por isso, bons petiscos de peixe não faltarão.

Durante alguns anos, foi um dos grandes centros da caça à baleia da região autónoma insular, tendo investido na construção de um museu — o Museu da Baleia — que ajuda a perpetuar as memórias dessa atividade económica.

A Ponta de São Lourenço, uma península que constitui o extremo oriental da Madeira, a leste da povoação do Caniçal, é um dos ex-libris da região. Merece ser percorrido e relembrado, já que promete exemplificar a sensação de ser “engolido” pela profundidade do horizonte. Assim que terminar o trilho, os salpicos da água do mar e o barulho das ondas ruidosas serão as únicas maravilhas que captará.

8. Soajo

Espigueiros
Espigueiros do Soajo

O Soajo, uma das mais típicas aldeias portuguesas, pertence ao concelho de Arcos de Valdevez e situa-se numa das vertentes da serra da Peneda, inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês. A aldeia foi vila e sede de concelho entre 1514 e meados do século XIX mas, a sua história, começa muito antes, como o comprovam o Santuário Rupestre do Gião, na serra do Soajo, e as inúmeras antas e mamoas que existem nesta zona.

Possui um grandioso conjunto de espigueiros (classificados como imóvel de interesse público) erigidos sobre uma gigantesca laje granítica e que, ainda hoje, são utilizados para secar o milho, pelas gentes da terra.

9. Rio de Onor

Rio de Onor
Rio de Onor

Abrangendo uma área considerável, incluída no perímetro do Parque Natural de Montesinho, Rio de Onor partilha o nome com o rio que a atravessa, no sentido norte-sul, tornando-se posteriormente tributário do Sabor.

Rio de Onor subsiste ainda como aldeia comunitária. Este regime pressupõe uma partilha e entreajuda de todos os habitantes, nomeadamente nas seguintes formas: Partilha dos fornos comunitários; Partilha de terrenos agrícolas comunitários, onde todos devem trabalhar; Partilha de um rebanho, pastoreado nos terrenos comunitários.

10. Cabeça (Seia)

Cabeça
Cabeça

Em plena serra da Estrela encontramos a aldeia de Cabeça, uma pitoresca aldeia onde predomina o casario em xisto, um local repleto de encantos e histórias que vale a pena desvendar.

Possui duas igrejas (São Romão e Paroquial) e duas capelas (Santo António e Nossa Senhora da Nazaré). Devido ao crescimento da população a antiga igreja paroquial, cujo o seu orago é São Romão, deixou de servir construindo-se então a actual Igreja Paroquial. A capela da N.S.ª da Nazaré data de 1900 e fica aproximadamente a 500m da povoação.

11. Pitões das Júnias (Montalegre)

Pitões das Júnias
Pitões das Júnias – António Cunha

Herdeira natural da velhíssima freguesia de São Vicente do Gerês, nas profundezas do rio Beredo, que recebe águas de vários ribeirinhos na montanha, Pitões é a povoação mais alta de Barroso, na cota dos 1100 metros.

Este facto contribuiu em grande medida para a elevada qualidade do presunto e fumeiro desta localidade. Sempre foi conhecida por ser terra de gente lutadora e mesmo guerreira: não resistiu à destruição do Castelo, nem do Mosteiro, nem da sua “república ancestral” (conjunto de normas comunitárias e democráticas dos seus habitantes).

12. Aldeia da Pena

Aldeia da Pena
Aldeia da Pena

A aldeia da Pena e as sumptuosas serras que a envolvem compõem um dos mais belos quadros paisagísticos do município de S. Pedro do Sul e de todo o território das Montanhas Mágicas®. Ao longo da estrada sinuosa que lhe dá acesso é possível contemplar as maravilhosas paisagens da serra de S. Macário e o admirável vale do Deilão.

Já na aldeia, o destaque recai sobre as pequenas casas de xisto decoradas com flores coloridas, os típicos canastros e as tradicionais colmeias. Os inimitáveis sabores da cozinha serrana, desde o cabrito e a vitela assados no forno de lenha ao arroz de cabidela, passando pelos deliciosos petiscos e enchidos preparados de forma artesanal, tornam a visita à aldeia da Pena uma experiência única e memorável.

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