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As 16 ruas mais floridas (e bonitas) de Portugal

De norte a sul e nas ilhas... há ruas que parecem autênticos jardins. Descubra as 16 ruas mais floridas e bonitas de Portugal. E encante-se...

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Braga
Braga - Joaquim Rios

 

Portugal é um jardim à beira mar plantado. Disso ninguém tem dúvidas. Por todo o país, graças ao esmero e ao carinho do nosso povo, é possível ver imensas ruas floridas, de uma extrema sensibilidade e bom gosto. Essas ruas são sobretudo obra do trabalho dos seus moradores, que fazem questão de embelezar o local onde habitam, nem que seja com um simples vaso de flores. A fama das ruas floridas de Portugal começa já a ganhar fama internacional e ganha cada vez mais adeptos. Há ainda a realçar as festas de Tomar, Campo Maior e Redondo onde, geralmente de 4 em 4 anos, o povo decora as suas ruas com milhões de flores de papel, constituindo um espectáculo visual único.

Neste artigo optámos por listar as localidades onde é mais provável encontrar ruas floridas em Portugal. Indicar o nome exacto de cada rua seria uma tarefa quase impossível. E seria também um erro já que, se fosse a um determinado local apenas à procura da rua que aqui lhe indicámos, poderia perder várias outras ruas igualmente belíssimas nesse mesmo local. Descubra as 16 ruas floridas mais bonitas de Portugal.

 

1. Castelo de Vide

O castelo rodeado pelo casario branco destaca-se na paisagem e é sem dúvida a primeira surpresa para o visitante. Do alto, a paisagem alentejana adquire todo o seu esplendor. Pequenas aldeias no meio dos campos perdem-se de vista. Ali bem perto, a cerca de 20 km, espreita Marvão e um pouco mais além avistam-se terras de Espanha.

Castelo de Vide
Castelo de Vide

Na encosta Norte, entre o Castelo e a Fonte da Vila, uma série de ruas mais estreitas delimitam o núcleo histórico da Judiaria. A Judiaria de Castelo de Vide é um dos exemplos mais importantes da presença dos judeus no nosso país, remontando ao século XIII, tempo de D. Dinis. Aí podemos encontrar uma das melhor preservadas judiarias de Portugal, já há alguns anos incluída num programa de recuperação de edifícios e de revitalização, onde se preserva um dos maiores espólios de arquitectura civil do período gótico. Passeie-se então, ao acaso por essas ruas íngremes e estreitas e deixe-se encantar pelo charme da sua memória medieval.

 

2. Moura

Moura, cidade típica Alentejana tem, como o próprio nome indica, uma clara influência Mourisca em toda a sua área. Situada próxima da margem esquerda do Rio Guadiana, banhada pela albufeira do Alqueva, Moura está rodeada de oliveiras e sobreiros, e prima pela paz de espírito Alentejana e pelo seu bonito casario branco com pitorescas chaminés.

locais para visitar no Alqueva
Moura

A região apresenta diversos vestígios de ocupação humana desde longínquos tempos, tendo, durante a ocupação romana, sido apelidada de “Arucci” ou “Civitas Aruccitana Nova”, mudando com as ocupações Muçulmanas para “Al-Manijah”, tendo sido definitivamente conquistada no reinado de D. Dinis em 1295. Bem próxima da fronteira Espanhola, Moura contou desde logo com boas estruturas defensivas que foi mantendo ao longo dos séculos, contudo em 1707, o Duque de Ossuna cercou Moura até 1709, quando finalmente a cidade se viu definitivamente livre do ocupante Espanhol que antes de se retirar destruiu as fortificações.

 

3. Trancoso

A antiquíssima Vila de Trancoso acolhe os visitantes num cenário medieval que os transporta para um tempo de sonho e maravilha. Pelas suas características únicas e o seu estado de preservação, Trancoso faz parte do restrito programa das “Aldeias Históricas de Portugal”.

Trancoso
Trancoso

Ao acercar-se das muralhas vislumbra-se o maravilhoso cartão de visita da cidade, as Portas d’El Rei. Dentro do centro histórico os interesses dividem-se entre a antiga Judiaria, os Paços do Concelho, o Pelourinho Manuelino, a Igreja da Misericórdia e a Igreja de S. Pedro onde está sepultado o poeta-profeta Bandarra, a casa-quartel do General Beresford, o Palácio Ducal, a Igreja de Santa Maria de Guimarães, a Rua dos Cavaleiros e o Castelo medieval, anterior à nacionalidade.

 

4. Óbidos

A lindíssima vila de Óbidos, de casas brancas enfeitadas com buganvílias e madressilvas foi conquistada aos mouros pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, em 1148. Mais tarde, D. Dinis doou-a a sua mulher, a rainha Santa Isabel. Desde então e até 1883, a vila de Óbidos e as terras em redor foram sempre pertença das rainhas de Portugal. Envolvida por uma cintura de muralhas medievais e coroada pelo castelo mouro reconstruído por D. Dinis, que hoje é uma pousada, Óbidos é um dos exemplos mais perfeitos da nossa fortaleza medieval.

Óbidos
Óbidos

Como nos tempos antigos, a entrada faz-se pela porta sul, de Santa Maria, embelezada com decoração de azulejos do séc. XVIII. Dentro das muralhas, que sob o sol poente tomam uma coloração dourada, respira-se um alegre ambiente medieval feito de ruas tortuosas, de velhas casas caiadas de branco com esquinas pintadas de azul ou de amarelo, de vãos e janelas manuelinas, lembrando que D. Manuel I (séc. XVI) aqui fez grandes obras, de muitas flores e plantas coloridas.

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