Os arranhões em móveis e pavimentos de madeira são um dos sinais mais comuns de desgaste numa casa habitada. Cadeiras arrastadas, partículas de areia trazidas do exterior ou pequenos impactos repetidos acabam por remover a camada de verniz e deixar marcas visíveis na superfície.
Na maioria dos casos, quando os riscos são superficiais, é possível disfarçá-los com soluções simples e de baixo custo. Mais importante ainda é perceber o que está na origem dos danos, para evitar que o problema se repita.
Porque surgem os arranhões
As causas são quase sempre as mesmas:
- arrastar cadeiras e mesas sem protecção nas pernas;
- acumulação de pó e areia debaixo dos móveis, que funciona como abrasivo;
- peso concentrado em pontos reduzidos da superfície;
- falta de manutenção do verniz protector.
Identificar o tipo de utilização e os pontos mais sujeitos a atrito permite escolher o método adequado e evitar intervenções desnecessárias.
Riscos leves: soluções caseiras que podem resultar
Quando o risco é superficial e não existe perda visível de material, alguns métodos simples ajudam a disfarçar a marca.
A noz crua é uma das soluções mais conhecidas. Os óleos naturais libertados pela noz escurecem ligeiramente a zona riscada, tornando o sulco menos perceptível.
Outra alternativa consiste numa mistura de uma parte de vinagre com três partes de azeite. O azeite ajuda a nutrir a madeira e o vinagre remove resíduos, realçando o acabamento.
Em marcas muito ligeiras, uma pasta de bicarbonato de sódio com água pode funcionar como abrasivo suave.
Em todos os casos, é aconselhável testar primeiro numa zona pouco visível.
Como aplicar a noz de forma correta
A aplicação deve ser feita com uma noz crua, sem casca, esfregando suavemente sobre o risco, com movimentos circulares. De seguida, passa-se um pano seco para remover o excesso.
Este método pode ser eficaz para disfarçar riscos finos, mas não substitui uma reparação quando existe dano profundo ou lascas na madeira.
Quando o risco é mais profundo
Se a marca já atravessou o verniz e afectou a madeira, os métodos caseiros deixam de ser suficientes.
Nestes casos, existem no mercado:
- lápis reparadores na cor do piso ou do móvel;
- massas próprias para madeira;
- ceras de acabamento.
O lápis permite corrigir riscos estreitos com maior precisão. As massas são usadas quando existe perda de material. A aplicação final de cera ajuda a uniformizar o acabamento e a criar uma camada de protecção adicional.
Cera para móveis: como e quando utilizar
A cera forma uma película protectora e contribui para disfarçar pequenas marcas.
Deve ser aplicada em pouca quantidade, deixada a secar durante alguns minutos e depois lustrada com um pano limpo. Como regra geral, a aplicação pode ser repetida de três em três meses, como parte da manutenção regular.
Prevenir continua a ser a melhor solução
Evitar novos arranhões é mais simples do que reparar os existentes. Algumas medidas fazem uma diferença significativa:
- colocar feltros autoadesivos em todas as pernas de cadeiras e mesas;
- aspirar ou varrer regularmente para eliminar areia e partículas duras;
- utilizar tapetes nas zonas de maior circulação;
- evitar produtos agressivos que removem a camada protectora do verniz;
- manter uma rotina periódica de aplicação de cera.
Pequenos hábitos reduzem de forma clara o desgaste do piso e dos móveis.
Quando faz sentido recorrer a um profissional
Se existirem riscos profundos, lascas ou zonas em que a madeira ficou exposta, a reparação passa, geralmente, por lixagem e aplicação de novo acabamento. Este tipo de intervenção exige equipamento e conhecimento técnico.
Em móveis antigos ou peças com valor sentimental, o recurso a um profissional permite preservar melhor o material e evitar danos irreversíveis.






