Quem planeia conduzir em Espanha deve estar atento: o país começou a testar novos radares móveis com um alcance até 1.200 metros, uma capacidade inédita que aumenta significativamente o controlo da velocidade nas estradas espanholas.
Os equipamentos, conhecidos como TruCAM II, recorrem a tecnologia laser e já estão a ser utilizados em contexto real, nomeadamente na região de Múrcia, onde agentes da polícia foram fotografados a operar estes sistemas. Para quem atravessa a fronteira nesta época festiva, a atenção ao volante torna-se ainda mais importante.
Como funcionam os novos radares TruCAM II
Estes radares representam um avanço claro face aos sistemas tradicionais. O alcance excecional permite detetar infrações a mais de um quilómetro de distância, captando até três imagens por segundo.
São também equipamentos mais autónomos e versáteis: funcionam cerca de oito horas seguidas, pesam aproximadamente 1,5 quilos e podem ser utilizados manualmente ou de forma autónoma.
A margem de erro é reduzida — cerca de 2 km/h, mesmo a velocidades elevadas — e incluem identificação automática de matrículas, com acesso a bases de dados.
Condutores portugueses sob especial vigilância
Os condutores portugueses devem redobrar os cuidados. Portugal surge como o segundo país com mais condutores multados em Espanha, sendo o excesso de velocidade a infração mais comum.
Além da velocidade, outras práticas frequentemente sancionadas incluem a não utilização do cinto de segurança, o desrespeito por semáforos, a condução sob efeito de álcool ou drogas e o uso do telemóvel durante a condução.
Limites de velocidade em Espanha
Conhecer as regras locais é essencial para evitar coimas inesperadas. Em Espanha, os limites são os seguintes:
- Autoestradas: 120 km/h
- Estradas com separador central: 100 km/h
- Estradas convencionais: 90 km/h
- Zonas urbanas: 50 km/h (em muitas áreas, 30 km/h)
Nos radares móveis, aplica-se uma margem de tolerância de 7 km/h em vias com limite até 100 km/h. Acima desse valor, a tolerância é de 7%.
Multas em Espanha chegam a Portugal
Graças ao sistema europeu EUCARIS, as infrações rodoviárias cometidas noutros países da União Europeia são comunicadas automaticamente ao país de origem do veículo. Na prática, uma multa passada em Espanha acabará por chegar a Portugal.
A Dirección General de Tráfico (DGT) concede um desconto de 50% se a coima for paga no prazo de 20 dias após a notificação. O pagamento pode ser feito online, através do portal oficial da DGT.
Estas infrações não implicam perda de pontos na carta portuguesa, mas o valor da multa tem de ser pago.
Cuidados essenciais antes e durante a viagem
Antes de sair, confirme que a carta de condução, documentos do veículo, seguro e inspeção estão válidos. Leve o triângulo de sinalização e um colete refletor acessível.
Durante a condução, respeite rigorosamente os limites de velocidade — travar à última hora já não evita a multa. Esteja atento à sinalização urbana, evite o uso do telemóvel e mantenha uma velocidade constante, já que o sistema de radares em cascata penaliza variações bruscas.
Portagens e estacionamento
A maioria das estradas espanholas é gratuita, mas algumas autoestradas junto a grandes cidades têm portagens, com preços mais elevados nas horas de maior tráfego.
Quanto ao estacionamento, as zonas azuis implicam pagamento por tempo limitado, enquanto as zonas verdes são destinadas maioritariamente a residentes.
Conduzir em Espanha continua a ser simples, mas a margem para distrações é cada vez menor. Com radares mais potentes e fiscalização reforçada, cumprir as regras é a melhor forma de evitar surpresas no regresso a casa.







