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Como era Lisboa antes do terramoto de 1755?

Lisboa antes do sismo de 1755 era uma cidade de traçado medieval e vida intensa. O terramoto apagou grande parte desse passado, mas ainda há vestígios a descobrir.

VxMag by VxMag
Ago 21, 2025
in História
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Como era Lisboa antes do terramoto de 1755?

Como era Lisboa antes do terramoto de 1755?

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No século XVIII, Lisboa era uma das principais cidades europeias. Centro político do império português e porto estratégico do comércio atlântico, era também uma cidade profundamente desigual, com fortes marcas medievais e um traçado urbano labiríntico que contrastava com o crescimento económico e o dinamismo cultural que então se vivia.

A 1 de novembro de 1755, tudo mudou. O terramoto destruiu grande parte da cidade e deu início a uma nova fase da sua história. Mas como era Lisboa antes da tragédia?

Uma cidade entre a Idade Média e o Barroco

A cidade estendia-se ao longo da frente ribeirinha do Tejo, com bairros densamente povoados e ruas estreitas e irregulares. No Terreiro do Paço erguia-se o Paço da Ribeira, residência oficial da monarquia portuguesa. A poucos metros, a luxuosa Ópera do Tejo, inaugurada em 1755, simbolizava a sofisticação da corte e da elite lisboeta.

Apesar do brilho de algumas zonas, Lisboa enfrentava problemas estruturais: saneamento deficiente, risco frequente de incêndios, e uma população marcada por profundas desigualdades sociais.

Nobres e comerciantes conviviam com artesãos, criados, escravos e mendigos num espaço urbano onde as condições de vida variavam radicalmente de rua para rua.

Fontes para reconstituir a cidade desaparecida

A imagem da Lisboa anterior ao sismo pode hoje ser parcialmente recuperada através de fontes históricas e visuais. Uma das mais significativas é a maqueta da cidade pré-terramoto, construída com base em documentos da época e exposta no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta.

Também o livro Lisboa antes do Terramoto, de Norberto de Araújo, publicado em 1940, oferece um retrato detalhado da cidade, acompanhado de ilustrações de Roque Gameiro, inspiradas em gravuras e mapas antigos. Através deste trabalho, é possível seguir o desenho urbano da capital e identificar edifícios e espaços que desapareceram com o sismo.

Pinturas como a Vista da Rua Nova dos Mercadores e o Chafariz D’El Rei ajudam igualmente a visualizar a vida quotidiana da cidade nos séculos XV e XVI, revelando uma Lisboa movimentada, ligada ao comércio ultramarino e marcada por uma grande diversidade social.

Destruição generalizada e algumas exceções

O sismo, seguido por um tsunami e vários incêndios, destruiu praticamente toda a Baixa lisboeta. Entre os edifícios que desapareceram estão:

  • Paço da Ribeira, residência real e centro político do reino;
  • Ópera do Tejo, que funcionou apenas oito meses;
  • Hospital Real de Todos os Santos, principal unidade hospitalar da cidade;
  • Igreja da Patriarcal, catedral da cidade, posteriormente substituída pelo Teatro Nacional D. Maria II.

Mas nem tudo ruiu. Vários edifícios sobreviveram ao sismo e continuam hoje a fazer parte da paisagem urbana:

  • A Igreja de São Roque, praticamente intacta, conserva um dos interiores mais ricos de Lisboa;
  • O Aqueduto das Águas Livres, símbolo da engenharia setecentista, resistiu ao abalo e manteve-se em funcionamento até ao século XX;
  • O Castelo de São Jorge, embora afetado, preservou grande parte da sua estrutura;
  • A Sé de Lisboa, danificada, foi posteriormente restaurada.

A cidade que renasceu das ruínas

A reconstrução de Lisboa, liderada pelo Marquês de Pombal, assentou num plano urbanístico moderno, com ruas largas, edifícios simétricos e uma organização funcional. A antiga cidade medieval deu lugar à Baixa Pombalina, que ainda hoje define o centro histórico da capital.

Os vestígios da Lisboa anterior ao sismo são escassos, mas persistem. Para lá dos monumentos que resistiram, subsistem elementos dispersos – topónimos, traçados secundários e documentos – que nos permitem reconstituir, ainda que de forma fragmentada, a imagem de uma cidade desaparecida.

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