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9 locais que ninguém tem coragem de visitar

Descubra 9 locais que ninguém tem coragem de visitar. São os locais mais radioactivos do planeta e visitá-los é colocar a nossa vida em risco.

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Chernobyl

 

Expor-se à radioactividade é algo, definitivamente, não recomendável. Quando o corpo humano recebe radiação ionizante, as suas células são danificadas e, dependendo do nível de radiação, essas células podem morrer. Nestes casos, a pessoa apresenta quadros de hemorragia, anemia e queimaduras na pele que surgem logo nas primeiras horas.

Isso sem falar em exposições a doses mais elevadas de radiação que podem matar uma pessoa em questão de poucos dias. Na dúvida, procure sempre evitar qualquer contacto, mantendo-se afastado, por exemplo, dos lugares mencionados abaixo. Tratam-se dos locais mais radioactivos do planeta:

 

9. Hanford, EUA

Hanford, EUA
Hanford

Hanford Site é uma instalação nuclear desactivada localizada às margens do rio Columbia, no estado de Washington, e operado pelo Governo Federal dos Estados Unidos.

Durante a Guerra Fria o projecto foi expandido para abrigar nove reatores nucleares e cinco grandes complexos de processamento de plutónio, o qual fora utilizado em cerca de sessenta mil armas do arsenal nuclear norte-americano. A tecnologia nuclear desenvolveu-se rapidamente durante esse período e os cientistas de Hanford lograram marcos notáveis nesse segmento. Todavia, muitos dos métodos de segurança e descarte de lixo revelaram-se inadequados. Documentos do Governo confirmaram que as operações de Hanford liberaram quantidades significativas de materiais radioactivos no ar e no rio Columbia, ameaçando a saúde dos residentes e o ecossistema.

 

8. Costa da Somália

Costa da Somália
Costa da Somália

Num país mergulhado na guerra e sem governantes respeitados, há alegações de que as águas da Somália e do solo, sem protecção por parte do governo, têm sido utilizados para o naufrágio ou o enterramento de resíduos nucleares e metais tóxicos – incluindo 600 barris de lixo tóxico e nuclear, bem como lixo hospitalar radioactivo. Na verdade, o Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente acredita que os barris enferrujados que apareceram na costa da Somália durante o tsunami de 2004, teriam sido já despejados naquela zona em 1990.

 

7. Mayak, na Rússia

Mayak
Mayak

Mayak foi local de um dos piores acidentes nucleares da história. Em 1957, uma explosão dispersou de 50 a 100 toneladas de resíduos altamente radioactivos, contaminando um imenso território a leste dos Urais. O regime soviético manteve o acidente em segredo por aproximadamente 30 anos. As condições de trabalho no Mayak, e a falta de responsabilidade ambiental do passado, levaram à contaminação adicional do Lago Karachai e de diversos acidentes e fatalidades. Algumas regiões de seu entorno permanecem até hoje restritas devido à radiação. Nos últimos 45 anos, aproximadamente 400,000 pessoas foram contaminadas em consequência de um ou mais incidentes.

 

6. Sellafield, Reino Unido

Sellafield
Sellafield

Sellafield, anteriormente conhecida como Windscale, é uma usina de reprocessamento de material nuclear, e anteriormente também de geração eléctrica, localizada próxima à costa do mar de Irlanda, em Cumbria, Inglaterra, junto à população e estação de ferrovia de Seascale.

O Windscale foi o primeiro reactor nuclear do mundo a fornecer energia ao grande público. Em 1957, um incêndio num reactor provocou um acidente nuclear de nível 5 na escala internacional com 7 níveis, o pior desastre nuclear da história do Reino Unido.

 

5. Siberian Chemical Combine, Rússia

Siberian Chemical Combine
Siberian Chemical Combine

Sibéria é o lar de uma instalação química onde foram armazenados resíduos radioactivos durante mais de 4 décadas. Os resíduos líquidos são armazenados em piscinas descobertas e recipientes mal conservados. O vento e a chuva espalham a contaminação para a vida selvagem e a área circundante.

 

4. O Polígono, Cazaquistão

Semipalatinsk
Semipalatinsk

Durante a época soviética, a cidade de Semipalatinsk, serviu como um centro para testes nucleares do Exército Vermelho. Os experimentações foram realizadas a 150 km a oeste da cidade, no meio da estepe cazaque no que é chamado de polígono nuclear de Semipalatinsk.

De 1949 até 1989, 468 explosões nucleares ocorreram na área de ensaio, incluindo 125 ao ar livre. A cidade manteve as infra-estruturas científicas e tecnológicas relacionadas com o seu estatuto de cidade-laboratório tal como uma universidade de bom nível. Em contra-partida Semey e seus arredores têm níveis de radiação extremamente alarmantes. O número de cancros, leucemias em crianças e malformações à nascença é igualmente assustador.

 

3. Mailuu-Suu, Quirguistão

Mailuu-Suu
Mailuu-Suu

Enterrado no rio que percorre Mailuu-Suu, uma cidade com cerca de 20 mil habitantes, esconde-se o legado venenoso das primeiras bombas atómicas da antiga União Soviética: 2 milhões de metros cúbicos de resíduos radioactivos misturados ao sistema de abastecimento de água da cidade.

Com o colapso da União Soviética e da indústria local em 1991, os especialistas partiram. A supervisão dos 23 depósitos de resíduos radioactivos da cidade passou a ser esporádica. As cercas e os sinais de alerta foram transformados em sucatas de metal. Hoje, as vacas pastam em cima dessa ameaça invisível. As cabras dormem dentro de uma mina de urânio abandonada. Os lacticínios e a carne vendidos no mercado local não têm uma procedência segura; das torneiras das pias das cozinhas saem a água do rio lodosa misturada com metais pesados.

 

2. Chernobyl, Ucrânia

locais mais radioactivos do planeta
Chernobyl

Chernobyl, na Ucrânia, ainda guarda as marcas da explosão do reactor 4, que espalhou radiação pelo país e pelos territórios vizinhos em 26 de Abril de 1986. Na época, a usina era responsável pela produção de cerca de 10% da energia utilizada na Ucrânia. Com quatro reactores e mais dois em construção, Chernobyl era um símbolo do avanço da União Soviética.

O governo soviético admitiu 15 mil mortes, enquanto organizações não governamentais calculam 80 mil. Segundo números oficiais, 2,4 milhões de ucranianos sofrem de problemas de saúde relacionados ao acidente. Ainda hoje, 27 anos depois, 6% do PIB ucraniano é destinado aos efeitos da tragédia, como pagamento de indemnização às vítimas.

 

1. Fukushima, Japão

Fukushima
Fukushima

Em 11 de Março de 2011, um terremoto de 9,0 graus na escala Richter atingiu o leito oceânico perto da costa leste do Japão. O tsunami que se seguiu deixou mais de 20 mil mortos. A usina de Fukushima Daiichi, preparada para lidar com uma onda de até seis metros de altura, foi atingida por uma parede de água de 14 metros.

Cerca de 320 mil toneladas de água foram usadas para resfriar os reactores. Em contacto com o núcleo, o líquido tornou-se radioactivo e em seguida foi despejado no Oceano Pacífico, provocando radioactividade em milhões de quilómetros quadrados.

 

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