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15 fantásticos locais para visitar em Palmela e arredores

A poucos minutos de distância de Lisboa, uma localidade dominada pelo seu imponente castelo. Estes são os melhores locais para visitar em Palmela.

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Palmela
Palmela

Localizada na península de Setúbal, Palmela deslumbra, logo desde o início, graças ao seu imponente castelo no alto de uma montanha. Mas Palmela tem muitos mais pontos de interesse além do seu castelo. São vários os museus, centros culturais e património arquitectónico dignos da sua visita. Palmela é também famosa pelos seus vinhos. Esta é, aliás, uma das regiões vinícolas mais famosas de Portugal e produz uma grande variedade de vinhos e licores de excelente qualidade. Perto de Palmela tem ainda a oportunidade de descobrir algumas das mais belas áreas naturais de Portugal, como o Parque Natural da Serra da Arrábida ou a Reserva Natural do Estuário do Sado. As praias também estão muito perto e são de óptima qualidade, com destaque para as praias da Arrábida, as praias de Tróia ou as praias da Comporta. Estes são os melhores locais para visitar em Palmela e arredores.

 

1. Castelo de Palmela

Com ocupação islâmica entre os séculos VIII-XII, o Castelo de Palmela foi conquistado por D. Afonso Henriques, em 1147 e definitivamente recuperado por D. Sancho I. Sede definitiva da Ordem de Santiago, de 1443 até à sua extinção, em 1834, a fortificação é Monumento Nacional desde 1910. A posição geográfica do castelo permite um domínio estratégico de parte do estuário sadino, de uma vertente da cordilheira da Arrábida e das planícies envolventes que a separam do Tejo. Esta situação, noutros tempos, revestia-se da maior importância pelas ligações e possibilidades de comunicação que se estabeleciam com os castelos circundantes das linhas do Tejo e do Sado.

locais para visitar na Serra da Arrábida
Castelo de Palmela

Dentro das muralhas do Castelo encontram-se: a Pousada Histórica de Palmela, situada no antigo convento da Ordem de Santiago; a Igreja de Santiago; as ruínas da Igreja de Sta. Maria, em cuja sacristia está instalado o Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago; o Posto de Turismo; lojas de artesanato e produtos regionais e, um Café-Espanada. O Museu Municipal apresenta diversos espaços visitáveis no Castelo: o Espaço Arqueológico, o Espaço de Transmissões Militares e a Reserva Visitável de escultura de São Tiago (esta com visita sujeita a marcação prévia).

 

2. Palácio de Rio Frio

Entre o Montijo e Alcochete, não muito longe das margens do Tejo, o silêncio magnífico envolve o Palácio de Rio Frio e os campos dourados ao fim da tarde. Já lá vão os tempos em que este palácio era a casa abastada de uma das maiores herdades do país. Em 1892, ainda antes de o palácio existir, Rio Frio era uma propriedade de 17 mil hectares, onde o veterinário José Maria dos Santos mandou plantar uma gigantesca vinha, o que significa qualquer coisa como dez milhões de cepas, constituindo, para a época, uma exploração vinícola sem rival no mundo.

Nas gerações seguintes, a herdade continuava a ser uma das maiores do pais e foi deixada em herança a um sobrinho de José Maria dos Santos, Alfredo Santos Jorge, que mandou construir o Palácio de Rio Frio no princípio do século. Não se sabe quem foi o arquitecto desta casa por terem desaparecido num incêndio todos os arquivos que o identificariam, mas os azulejos que decoram o exterior e o interior da casa foram encomendados a Jorge Colaço.

Palácio de Rio Frio
Palácio de Rio Frio

Maria de Lourdes Pereira Lupi d’Orey, actual proprietária do Palácio de Rio Frio e sobrinha -neta de Alfredo Santos Jorge, ainda se lembra da magia da vida na herdade, quando para aqui veio viver, em criança, com os pais. Era uma época em que o tempo passava devagar, ao ritmo das estações e das épocas agrícolas. Produziam-se na herdade todos os produtos básicos e necessários à vida diária da família: pão, manteiga, farinha, ovos, leite, arroz, legumes, carne de gado, etc.

Eram uma família grande, profundamente ligada ao campo e à lavoura, e, dos vários irmãos de Maria de Lourdes, foi José Samuel Lupi que se destacou como figura tauromáquica de relevo no seu tempo. Apesar da proximidade de Lisboa, uma estadia no Palácio de Rio Frio tem todos os ingredientes para um delicioso mergulho na natureza e permite usufruir de todos os prazeres do campo, num ambiente simpático e acolhedor.

 

3. Sobreiro Assobiador

Um dos mais antigos e produtivos sobreiros existentes no mundo é o Assobiador, em Águas de Moura. Plantado em 1783, este sobreiro deve o seu nome ao som originado pelas numerosas aves canoras que abriga na sua ramagem. Desde 1820, já foi descortiçado mais de vinte vezes. Em 1991, o seu descortiçamento resultou em 1200 kg de cortiça, mais do que a produção registada pela maioria dos sobreiros em toda a sua vida. Só esta extracção deu origem a mais de cem mil rolhas.

O sobreiro (Quercus suber) é no nosso país uma árvore de eleição – grande porte, longevidade, presença em todo o território e de uma enorme importância económica, social, ambiental, paisagística, histórica e cultural – pelo que foi considerada a árvore-símbolo de Portugal.

Assobiador
Assobiador

O sobreiro é a nossa segunda espécie florestal em área e os seus principais povoamentos localizam-se actualmente nas bacias dos rios Tejo e Sado, sendo contudo possível encontrar sobreiros em quase todo o país, espontaneamente, semeado ou plantado. Nos dois últimos casos forma povoamentos denominados montados, onde os sobreiros existem quase sempre em consociação com uma cultura agrícola ou uma pastagem.

Portugal é o primeiro produtor mundial de cortiça, quer em qualidade quer em quantidade, o primeiro transformador e o primeiro exportador. Dos valores ambientais relevantes, para além dos que são comuns às florestas em geral, asseguram uma diversidade biológica muito rica, pelas excelentes condições de abrigo, ensombramento, suporte alimentar e habitat para a flora e fauna silvestre, uma das mais ricas da Europa.

 

4. Azulejos de Palmela

O concelho de Palmela possui um importante património azulejar, que se distribui por igrejas, fachadas de habitações particulares e edifícios públicos. Aqui, podemos encontrar exemplares de azulejos hispano-mouriscos, revestimentos de tapete do século XVII, azulejos historiados do século XVIII, azulejos de fachada das habitações burguesas de início do século XX, e intervenções da época contemporânea.

Azulejos de Palmela
Azulejos de Palmela

Dos exemplares do século XVI, apenas restam alguns elementos de azulejos hispano-mouriscos (de aresta), resultado das intervenções arqueológicas realizadas no Castelo de Palmela. O século XVII está bem representado com azulejos onde predomina o gosto pelo amarelo, azul e branco. Podemos ver exemplares desta época na Igreja de Santa Maria do Castelo, na Capela de S. João Baptista e na Igreja da Misericórdia (na vila de Palmela), bem como na Capela de S. Gonçalo, em Cabanas.

 

5. Museu Municipal de Palmela

O Museu Municipal de Palmela iniciou a sua actividade em finais dos anos 80 do século XX, como uma estrutura polinucleada, de funcionamento permanente e sem fins lucrativos, tendo como missão preservar o património cultural do território administrado pelo município de Palmela. O museu privilegia a preservação in situ de colecções e edifícios, a incorporação de espólios etnográficos e oficinais que espelhem a cultura local, e a integração no Museu, a título de depósito, dação ou doação, de outras colecções ou objectos significativos para a memória local.

Museu Municipal de Palmela
Museu Municipal de Palmela

O acervo móvel actual é constituído por peças arqueológicas, resultantes dos trabalhos de prospecção e escavação desenvolvidos no concelho desde 1988, por várias colecções etnográficas, que espelham a diversidade do património do concelho – de que são exemplo as colecções «Oficina do Ferreiro Faria», «Casa Caramela», «Património vitivinícola» e «Centro Histórico de Palmela» -, e por uma colecção de Arte Contemporânea.

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