Início Viagens 12 fantásticos locais para visitar em Castelo de Vide e arredores

12 fantásticos locais para visitar em Castelo de Vide e arredores

É conhecida como a "Sintra do Alentejo" e deslumbra todos os que a visitam. Estes são os melhores locais para visitar em Castelo de Vide e arredores.

1338
0
Castelo de Vide
Castelo de Vide

O castelo rodeado pelo casario branco destaca-se na paisagem e é sem dúvida a primeira surpresa para o visitante. Do alto, a paisagem alentejana adquire todo o seu esplendor. Pequenas aldeias no meio dos campos perdem-se de vista. Ali bem perto, a cerca de 20 km, espreita Marvão e um pouco mais além avistam-se terras de Espanha. Na encosta Norte, entre o Castelo e a Fonte da Vila, uma série de ruas mais estreitas delimitam o núcleo histórico da Judiaria. A Judiaria de Castelo de Vide é um dos exemplos mais importantes da presença dos judeus no nosso país, remontando ao século XIII, tempo de D. Dinis. Aí podemos encontrar uma das melhor preservadas judiarias de Portugal, já há alguns anos incluída num programa de recuperação de edifícios e de revitalização, onde se preserva um dos maiores espólios de arquitectura civil do período gótico. Passeie-se então, ao acaso por essas ruas íngremes e estreitas e deixe-se encantar pelo charme da sua memória medieval.

Castelo de Vide
Castelo de Vide

Mas Castelo de Vide tem outros monumentos que valem a pena visitar. Falamos por exemplo da Capela do Salvador do Mundo, a mais antiga (finais do séc. XIII) cujo interior está coberto de painéis de azulejos azuis e brancos, ou da Capela de São Roque construída no séc. XV e reconstruída no séc. XVIII. Mas estas são apenas duas das 24 igrejas existentes. Se ainda tiver tempo e vontade, pode subir ao monte fronteiro a Castelo de Vide, onde fica a Capela de Nossa Senhora da Penha e de onde tem uma outra perspectiva da vila.

Castelo de Vide
Castelo de Vide

Castelo de Vide sempre foi conhecida pelas suas riquezas naturais nomeadamente pelas termas, cuja água tem propriedades terapêuticas. Pode encontrar várias fontes sendo a Fonte da Vila e a Fonte da Mealhada as mais conhecidas. No entanto aqui fica um alerta. Fique sabendo que, a acreditar nos ditos populares, quem bebe da água da Fonte da Mealhada há de voltar a Castelo de Vide para casar. Estes são os melhores locais para visitar em Castelo de Vide e arredores.

 

1. Castelo de Castelo de Vide

Antigamente os habitantes de Castelo de Vide residiam dentro das robustas muralhas exteriores deste castelo- Hoje em dia conserva uma pequena zona habitacional interior, com a Igreja de Nossa Senhora da Alegria (Século XVII). A partir do castelo poderás desfrutar de unas maravilhosas vistas sobre a cidade e arredores. Foi construído pelo Rei D. Dinis e o seu irmão Afonso, entre 1280 y 1365 e está coroado por uma torre redonda de 12 metros de altura (Torre de Menagem).

Castelo de Castelo de Vide
Castelo de Castelo de Vide

No interior do castelo encontra-se o Centro de Interpretação do Megalitismo, com extensos painéis informativos que explicam os antecedentes, a história e as características dos megalitos desta zona do Alentejo. Na sala superior alberga o Museu de História e Arquitectura Militar, com uma exposição cronológica dos Reis do castelo entre os séculos XII e XIX. Este museu também exibe alguns mosquetes, balas de canhão e ferramentas de pedra.

 

2. Judiaria

Numa encosta virada para a nascente e adossada ao velho casco medieval desenvolve-se a Judiaria de Castelo de Vide. Num acentuado declive serpenteiam as estreitas calçadas que se desenvolvem desde a Porta da Vila, no castelo, até à Fonte da Vila, em tudo semelhantes ás que formam o restante núcleo medieval de Castelo de Vide. Torna-se interessante verificar que a comunidade judaica de Castelo de Vide evoluiu entre dois espaços fundamentais – o velho Largo do Mercado e a vetusta Fonte da Vila. O Judeu, pela sua vivência em diáspora, ligou-se fundamentalmente, ás actividades mercantis, justificando-se, mutuamente mercado e judiaria, no mesmo espaço – encosta nascente do Castelo. Ainda que de difícil delimitação urbana, a Judiaria de Castelo de Vide desenvolveu-se, fundamentalmente, pelas ruas da Fonte, do Mercado, do Arçário, do Mestre Jorge, da Judiaria, da Ruinha da Judiaria, da actual Rua dos Serralheiros e da Rua Nova. A amplitude deste espaço pode compreender-se devido à proximidade de Castelo de Vide com a fronteira castelhana.

Castelo de Vide
Castelo de Vide

O Édito de 1492, promulgado pelos Reis Católicos, Fernando e Isabel, provocou uma deslocação maciça de famílias judías que procuravam, do lado de cá da fronteira, a paz que as profecias lhes negavam em terra estranha. Datará dessa altura o desenvolvimento comercial e manufactureiro que veio a caracterizar, posteriormente, Castelo de Vide. Não só nas artes e ofícios se notabilizou a comunidade judaica de Castelo de Vide, tendo brilhado também os seus filhos na botânica e medicina, como nos provam os nomes de Garcia de Orta e Mestre Jorge o Físico. A despeito da renovação que, por via da sua contínua ocupação, foi sofrendo, a judiaria de Castelo de Vide apresenta ainda alguns elementos característicos: as portas ogivais de habitação e de oficina ou comércio (algumas decoradas com símbolos profissionais), as velhas calçadas e o edifício que se julga ser a antiga Sinagoga. O edifício identificado como Sinagoga Medieval localiza-se na confluência da Rua da Judiaria com a Rua da Fonte. Compõe-se de dois pisos, abrindo-se numa das divisões do piso superior o que se julga ser o Tabernáculo.

 

3. Fonte da Vila

Classificado como IIP (Imóvel de Interesse Público) desde 1953, é o Ex-Líbris da Vila, constitui um monumento que se destaca entre outros, não só pelo seu valor artístico, como pelo conjunto arquitectónico e urbanístico em que está inserida. Situa-se em pleno Largo Dr. Frederico Laranjo. Analisando-se a planta de delimitação do bairro judeu de Castelo de Vide, pode concluir-se que a fonte estava integrada no mesmo. Este existiu desde o séc. XIV ao séc. XV. A fonte foi um foco de desenvolvimento radial de ruas que se desenvolveram à sua volta, deduzindo-se que terá sido construída no séc. XVI, no reinado de D. João III, embora também seja provável que a sua construção seja de várias épocas, em que no início terá existido apenas uma nascente, inicialmente transformada numa pequena fonte de água potável, que no séc. XVI foi mandada construir.

Castelo de Vide
Castelo de Vide – guizel

A forma do tanque principal é rectangular e delimitado por lajes graníticas dispostas na vertical do qual saem seis colunas de mármore que sustentam uma cobertura piramidal que remata em pinha. Ao centro do tanque ergue-se um corpo discóide com quatro bicas simétricas e sobre este, um outro paralelepípedo, decorado com as Armas de Portugal, as do Concelho e com duas figuras de meninos. Este conjunto é rematado por uma pinha em forma de flor de acanto ou tulipa. Ao lado possui um outro tanque, rectangular, destinado a animais bestas e cavalares.

 

4. Igreja Matriz de Castelo de Vide

A sua construção teve início em 1789, no local onde existiria uma pequena capela, fundada em 1311 por Lourenço Pires e sua mulher. Concluí-se por volta de 1873. É um templo vastíssimo, porventura o maior do Alto Alentejo. A igreja de Santa Maria da Devesa está situada no extremo Oeste da Praça D. Pedro V. O edifício orienta-se para Sul, serve-lhe de acesso um lanço de escadarias, deitando para um adro vedado por gradeamento de ferro, com pilastras de granito, o qual contorna todo o monumento pelo lado Sul. Esta igreja é constituída por um conjunto de sete volumes: nave, capela-mor, transepto, duas torres sineiras e duas sacristias.

Igreja Matriz de Castelo de Vide
Igreja Matriz de Castelo de Vide

A nave é rectangular, todo o espaço interno está dividido em quatro tramos, separados por pilastras pintadas. O tecto é em abóbada de berço, também dividida em tramos por arcos torais. No primeiro tramo junto á entrada principal, ergue-se o coro, no sub-coro o tecto é em abóbada de arestas. A capela-mor é rectangular, o tecto é em abóbada de berço que assenta sobre a cornija que é a continuação da nave e do transepto, nas paredes Este e Oeste, abre-se uma porta de acesso às sacristias. Na do lado Norte eleva-se o altar. Ao centro do qual rasga-se o vão de volta perfeita que contém a imagem de Jesus Crucificado. A fachada principal é voltada a Sul e ladeada pelos corpos, de planta quadrada de duas torres sineiras, contendo cada uma quatro janelões de torres de volta perfeita, com sinos, separadas por pilastras formadas por blocos rectangulares de granito.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here