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Os 9 melhores trilhos da Ilha de São Miguel

Os percursos pedestres são uma das melhores formas de descobrir os Açores. Estes são os melhores trilhos da Ilha de São Miguel.

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Fábrica de Chá Gorreana
Fábrica de Chá Gorreana

Trata-se de uma das ilhas mais bonitas dos Açores e uma das melhores formas de a conhecer é através dos seus muitos percursos pedestres. Os trilhos de São Miguel estão devidamente sinalizados e podem ser lineares ou circulares. O grau de dificuldade varia sobretudo com a topografia do terreno e a duração do percurso. Qualquer um dos trilhos de São Miguel irá levá-lo até locais mais desconhecidos da Ilha, como o Salto do Cabrito ou o Salto do Prego, 2 pequenas mas bonitas cascatas.

Também poderá contemplar locais emblemáticos em todo o seu esplendor, como a Lagoa das Sete Cidades ou a Lagoa do Fogo. Não se esqueça que, caso opte por realizar qualquer um destes percursos pedestres, terá que confirmar primeiro todos os detalhes de segurança, levar água e comida suficientes, chapéus, protectores solares, roupa adequada e calçado confortável. Estes são os melhores trilhos para descobrir na Ilha de São Miguel, nos Açores.

NOTA: alguns destes trilhos são encerrados durante a realização do Rally dos Açores por motivos de segurança.

 

1. Trilho das Caldeiras da Ribeira Grande – Salto do Cabrito

Categoria: Circular (folheto)
Dificuldade: Fácil
Extensão: 7.5 km
Tempo Médio: 2h30m

Salto do Cabrito
Salto do Cabrito

O percurso pedestre do Salto do Cabrito é uma pequena rota circular com início/fim na zona das Caldeiras da Ribeira Grande. Neste local pode desfrutar das caldeiras, da zona de recreio, bem como das instalações de banhos e restauração aí existentes.

Dê início ao percurso descendo a estrada alcatroada até chegar ao entroncamento e siga à esquerda na direcção das Lombadas/Monte Escuro, até encontrar uma conduta.

Siga a estrada alcatroada, cerca de 100 metros, e encontrará à sua direita uma corrente que deverá transpor e seguir ao longo do caminho, para ter acesso à Barragem da Fajã do Redondo.

Faça o mesmo caminho de retorno até à mesma conduta e siga agora pelo caminho de terra batida que se encontra à sua frente. Cerca de 500 metros à frente, deverá virar à esquerda, contornando um portão (fechado) pela sua esquerda. Este caminho descendente, ladeado por criptomérias, levar-lhe-á à Central Hidroeléctrica da Fajã do Redondo, actualmente desativada, podendo ser visitada mediante marcação com a EDA Renováveis.

Neste local terá de atravessar a ribeira, subindo as escadas que dão acesso a uma passadeira metálica. O trilho prossegue ao longo do passadiço até encontrar uma escadaria íngreme que o levará até à Central Hidroeléctrica do Salto do Cabrito. Chegando aqui, terá de contornar o edifício pela sua direita de forma a poder contemplar a cascata que dá nome à central.

De costas para a cascata, continue a caminhada, subindo até chegar a uma estrada asfaltada. Volte à direita, seguindo pela berma, passará pelo bar “Lagoa do Fogo” e pela Central Geotérmica do Pico Vermelho. Antes do entroncamento à esquerda, encontrará um desvio à direita, em terra batida, pelo qual deverá seguir. Aqui terá de transpor duas ribeiras, a segunda de maior caudal, sendo aconselhável fazer a travessia descalço.

Mais à frente irá encontrar uma bifurcação, siga pela direita, cortando na primeira à esquerda. Acompanhe a sinalética até encontrar um caminho em pedra de calçada onde deverá virar de novo à direita de volta às Caldeiras da Ribeira Grande.

 

2. Trilho Praia – Lagoa do Fogo

Categoria: Circular (folheto)
Dificuldade: Médio
Extensão: 11 km
Tempo Médio: 4h00

Lagoa Do Fogo
Lagoa Do Fogo

Esta rota linear de ida e volta até à margem da Lagoa do Fogo, inicia-se num caminho de terra que dá acesso a campos de cultivo e pastagens. Durante a subida irá passar pelas ruínas da antiga fábrica onde eram produzidas fibras a partir de uma planta introduzida, a Espadana (Phormium tenax).

Continue a subir até chegar a uma bifurcação, siga à direita por uma mata de Criptoméria (Cryptomeria japonica), até chegar a uma levada, ao longo da qual o trilho prossegue. É aconselhável o uso de calçado apropriado, devido à presença de zonas enlameadas na extensão da levada

Nesta fase do percurso é possível observar vários exemplares de flora endémica como a Uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), a Urze (Erica azorica), o Folhado (Viburnum treleasei), entre outras.

Ao passar uma represa irá entrar no vale da Ribeira da Praia, uma zona mais aberta, com grandes encostas de ambos os lados onde existem vários pontos de captação de água. Esta obra iniciada em 1984, pretendia captar a maior parte das nascentes provenientes da filtragem natural da Lagoa do Fogo, ficando concluída em 1998.

Ao chegar à margem da Lagoa, aconselha-se prudência devido à presença de uma colónia de gaivotas, territoriais especialmente durante a época de nidificação (Abril – Maio).

O regresso efectua-se no sentido oposto tirando partido da magnífica vista para a costa Sul da ilha com o ilhéu da Vila em destaque.

 

3. Trilho Faial da Terra – Salto do Prego

Categoria: Circular (folheto)
Dificuldade: Médio
Extensão: 4.5 km
Tempo Médio: 2h

Salto do Prego
Salto do Prego

Esta pequena rota circular no Faial da Terra tem início junto à paragem dos autocarros. Suba a rua de asfalto até à bifurcação, onde deverá continuar em frente por um caminho de terra, sempre ao longo da margem esquerda da ribeira . Ao longo do trilho a vegetação fica mais cerrada, com o Incenso (Pittosporum undulatum) e a Acácia (Acacia melanoxylon) como espécies predominantes.

Ao longo do percurso existem vários pomares em ambas as margens da ribeira, pertencentes a pequenas explorações familiares. Pede-se aos pedestrianistas o favor de não apanharem frutos ao longo do caminho.

Ao chegar a uma ponte sobre a ribeira, atravesse-a para a outra margem e suba até chegar a uma bifurcação, onde deverá seguir à direita para o Salto do Prego. Siga a sinalética até chegar à cascata do Salto do Prego, passando por um caminho à esquerda que faz a ligação com o PR 11 SMI Ribeira do Faial da Terra.

Neste ponto é possível explorar a base da cascata, bem como subir por um trilho até à parte superior da ribeira. Volte pelo mesmo caminho, seguindo à direita na segunda bifurcação, rumo à Aldeia do Sanguinho. Nesta antiga aldeia em recuperação, irá encontrar casas típicas, pequenas quintas agrícolas e vários exemplares de Sanguinho (Frangula azorica), planta endémica dos Açores que dá nome ao local.

Desça pelo caminho serpenteante em pedra de calçada, com cautela devido ao piso escorregadio e grau de inclinação elevado, até chegar à primeira bifurcação do percurso, junto à ribeira. Desça a rua até ao painel inicial, terminando o percurso.

2 COMENTÁRIOS

  1. OLá
    Ontem dia 03-01.2020 fomos realizar o trilho de “Lomba d`El Rei” pois de todos os 9 aqui referidos era o único que não tinha-mos feito. Independentemente de para mim não merecer o titulo de um dos nove melhores de S. Miguel o meu comentário vai mais para o deficiente estado de manutenção do memso e para os erros ou deficiente marcação do trilho, senão vejamos: Na descrição do trilho refere “Contorne e igreja pelo lado esquerdo….” Ao fazermos isso deparamos logo com o símbolo de “caminho errado” e ai temos de andar a adivinhar para onde ir pois se não contornarmos a igreja e continuarmos em frente a sinalização é nula (andamos a perguntar e lá conseguimos perceber que o caminho errado não era verdade e encontramos caminho de bagacina para iniciar o trilho” . Durante o trilho são vários os sítios onde a sinalização é nula ou deficiente, só como exemplo refira-se o entroncamento do “caminho do concelho” (sentido sul norte) junto da ponte onde a sinalização é nula e no fim da subida da rocha, quando se chega a um antigo caminho de acesso ao mar e ai fica-se sem saber se se tem de virar à direita ou à esquerda (felizmente viramos à esquerda). Quanto à manutenção a mesma é muito deficiente tornando o trilho perigoso e como exemplo referi-se a ausência da ponte para atravessar a ribeira (por sinal a mesma que consta da foto de publicidade ao trilho) bem como a ausência de guardas em sítios perigosos, degraus muito degradados ou o único sitio para acesso à travessia norte da ribeira ser exactamente o mesmo onde existe um enorme sinal para avisar do perigo de queda de pedras e de derrocadas.

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