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Os 8 melhores trilhos da Ilha Terceira

Trata-se de uma boa forma de descobrir a Terceira e também de fazer turismo saudável. Estes são os melhores trilhos da Ilha Terceira.

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Trilhos da Ilha Terceira

Trata-se, sem dúvida, de uma das melhores formas de descobrir a belíssima Ilha Terceira, nos Açores. Existem diversos percursos pedestres por toda a ilha, devidamente assinalados e elaborados de forma a dar-lhe a conhecer alguns dos recantos mais bonitos da Terceira. Os trilhos da Ilha Terceira constituem uma óptima forma de realizar turismo em comunhão com a natureza, o ambiente e as populações locais. E com alguma sorte… vai ver muitas vaquinhas, com certeza.

Relembramos que, como em qualquer caminhada, é necessário precaver-se com os devidos mantimentos e com equipamento adequado. Se por acaso preferir realizar alguns destes percursos com o acompanhamento profissional de um guia especializado, existem diversas empresas a quem pode recorrer, como por exemplo a Azores on Travel. Estes são os melhores trilhos da Ilha Terceira.

 

1. Trilho da Passagem das Bestas

Categoria: Circular (folheto)
Dificuldade: Médio
Extensão: 4 km
Tempo Médio: 2h30

Serra do Cume
Serra do Cume

Esta pequena rota circular encontra-se totalmente inserida no geossítio e área protegida para gestão de recursos da Caldeira de Guilherme Moniz, caracterizada pelos matos macaronésicos e turfeiras que asseguram a recarga dos aquíferos deste complexo vulcânico com cerca de 23 mil anos.

Inicie o percurso no parque de estacionamento junto à estrada e siga ao longo de um antigo campo de lava pedregoso e irregular até à bifurcação, onde deverá optar pela esquerda. Nesta fase do percurso é possível ver impressas no chão as relheiras da Passagem das Bestas, gravadas na rocha pelo rodar de milhares de carros bois que durante séculos vinham à caldeira buscar lenha.

Desça, acompanhando as relheiras, e entre no curso de uma linha de água, até chegar a um tubo que abastece as centrais mini-hídricas de Angra. Daqui o percurso acompanha uma mata de Criptomérias (Criptomeria japonica) passando um miradouro e atravessando um pasto.

Na travessia pelo pasto é possível avistar à esquerda, a maior caldeira dos Açores, entre a serra da Ribeirinha e a Serra do Cume, encontra-se a caldeira de colapso do Vulcão dos Cinco Picos com um diâmetro médio de 7 quilómetros.

Deste ponto o percurso volta a acompanhar uma linha florestal até chegar ao seu ponto mais elevado na serra do Morião. O caminho em fase descendente desenvolve-se no interior de uma mata rica em vegetação endémica como a Urze (Erica azorica) e o Cedro-do-mato (Juniperus brevifolia).

Passe por um miradouro com vista para a Terra Brava e adiante um outro com vista para o interior da Caldeira de Guilherme Moniz. Desça pela ravina que servia de acesso a esta caldeira e prossiga até chegar novamente às relheiras.

Ao atingir a bifurcação inicial vire à esquerda para o parque de estacionamento, local onde termina o passeio.

 

2. Trilho da Rocha do Chambre

Categoria: Circular (folheto)
Dificuldade: Médio
Extensão: 9.3 km
Tempo Médio: 2h30

Trilho da Rocha do Chambre
Trilho da Rocha do Chambre

O percurso tem início no lugar da Malha Grande, na zona montante da freguesia dos Biscoitos, junto à estrada regional.

Comece por seguir no caminho de bagacina, ladeado por espécies da flora endémica como o louro (Laurus azorica), urze (Erica azorica), faia da terra (Morella faya) e cedro do mato (Juniperus brevifolia). Ao chegar à bifurcação, siga pela esquerda, num atalho de piso empedrado que o irá guiar até a um curso de água, numa mata de criptomérias.

Siga pelas pontes e vire à direita, para um atalho que segue paralelamente à linha de água. Vire à esquerda, atravessando a linha de água, para a pastagem e suba até chegar a um portal em madeira. Continue no caminho de terra batida e entre na mata de criptoméria que o irá levar até ao Vale do Azinhal.

Suba a escadaria ,e ao chegar à clareira, prossiga pela esquerda, contornando a falésia até atingir o marco geodésico, que marca o ponto mais alto do percurso (708m). Deste ponto é possível avistar a área protegida do Biscoito da Ferraria e Pico Alto.

Desça em direcção ao miradouro da Rocha do Chambre. Em seguida, desça pelas pastagens agrícolas até chegar junto do tentadero, onde deverá virar à direita. Atravesse o portão e siga no atalho ladeado pelo muro e urzes até à bifurcação inicial. A partir daqui prossiga na canada de bagacina até voltar ao ponto de início do percurso.

 

3. Trilho Baías de Agualva

Categoria: Linear (folheto)
Dificuldade: Fácil
Extensão: 4 km
Tempo Médio: 2h

Trilho Baías de Agualva
Trilho Baías de Agualva

O percurso tem início nas imediações do Pico dos Loiros, na freguesia da Agualva. Comece por descer a canada de terra batida, por entre as pastagens. Após 500m, ao chegar à Grota da Lagoa, vire à esquerda e prossiga em direcção à Fajãzinha.

Em seguida, contorne a Fajã pela esquerda, até chegar próximo dos calhaus rolados, onde deverá virar à esquerda, subindo a encosta, com mato costeiro de urze (Erica azorica) e bracel-da-rocha (Festuca petrae) até chegar ao miradouro da Fajãzinha. 500m mais à frente encontra um desvio à direita para uma baía, onde é possível visualizar o fenómeno de disjunção prismática nas rochas.

Volte atrás e suba o asfalto, virando à direita na curva apertada, seguindo num atalho por entre os muros de antigas curraletas de vinhas e o mato costeiro de urzes, que o irá guiar à Baía das Pombas, local ideal para a observação de aves, nomeadamente as espécies nidificantes nos Açores: Garajau-comum (Sterna hirundo), cagarro (Calonectris diomedea borealis) e pombo torcaz (Columba palumbus azorica).

Depois, suba a encosta de urzes e vire à direita, num atalho ladeado pelo muro da pastagem e pela falésia, que o irá guiar até à Ponta do Mistério, onde existe uma pequena lagoa costeira nas rochas.

A parte final do percurso desenvolve-se num atalho entre as pastagens e a falésia, com vegetação de faia da terra (Morella faya), urzes e incenso (Pittosporum undulatum), até entroncar com uma canada de terra batida. Aqui, vire à esquerda, prosseguindo na canada em direcção à estrada regional, local onde termina este percurso.

 

4. Trilho dos Fortes de São Sebastião

Categoria: Linear (folheto)
Dificuldade: Fácil
Extensão: 5.7 km
Tempo Médio: 2h30

Ilha Terceira
Ilha Terceira

Inserida no maciço vulcânico dos Cinco Picos esta pequena rota viaja pela costa Sudeste da ilha, passando por vestígios de antigas fortificações de defesa marítima (séc. XVI – XVII) terminando na Vila de São Sebastião.

Inicie o percurso na estrada regional para a ponta das Contendas. Circule pela direita com vista para o farol das Contendas e ilhéu das Cabras ao fundo. Desça em direcção aos Fortes da Greta e de Santa Catarina das Mós (ambos de 1581) com vista para a baía da Mina, local privilegiado para a prática de surf.

Chegando novamente à estrada, siga à direita, transponha as estufas e, ao chegar ao Pico dos Cernos, vire à direita contornando as árvores. Opte pelo desvio à direita que desce até ao Forte do Bom Jesus, erguido em 1644, com vista para a baía da Mina. Retorne pelo mesmo caminho e, na bifurcação, siga à direita para uma pequena mata onde predomina a endémica Urze (Erica azorica).

No marco geodésico, aproveite para ver o caminho efectuado até este ponto e a restante parte do percurso. Ao sair do bosque, fase descendente, entre numa pastagem com a falésia à direita e Salgueiros (Tamarix gallica) à esquerda. Aproveite para olhar para trás e apreciar a vista para os ilhéus da Mina. Adiante os Salgueiros dão lugar a Canas (Arundo donax) e o percurso entra num caminho de terra batida de acesso a campos de cultivo e pastoreio. Siga as marcas até ao desvio para um miradouro de onde é possível ver a orla costeira de São Sebastião.

Retorne ao caminho principal e continue, à direita, junto ao mar até ao Forte do Pesqueiro dos Meninos, datado de 1581, com vista privilegiada para a orla costeira. Daqui o percurso sobe para a Vila de São Sebastião passando uma antiga azenha reconstruída, sobe o Arrabalde, onde antigamente corria a Ribeira de Frei João e, já no interior da freguesia, passa pela ermida de Nossa Senhora da Graça.

Um pouco mais à frente irá transpor o Largo da Fonte, seguido da Ermida de Sant’Ana. Após a igreja irá ver a praça central, local onde termina o percurso.

 

5. Trilho dos Mistérios Negros

Categoria: Circular (folheto)
Dificuldade: Difícil
Extensão: 5.8 km
Tempo Médio: 2h30m

Lagoa do Negro
Lagoa do Negro

O percurso tem início nas imediações da Lagoa do Negro e da Gruta do Natal. Comece por percorrer o caminho de terra batida ladeado por rapa (Calluna vulgaris) e criptomérias (Cryptomeria japonica). Cerca de 550m depois, entre numa pastagem, contorne o tanque de água pela esquerda e prossiga por 200m até entrar num atalho estreito, por entre a vegetação, constituida por exemplares de Calluna vulgaris, Cryptomeria japonica, Sphagnum sp e cedro do mato (Juniperus brevifolia).

Em seguida, siga numa área onde existem três pequenas lagoas (lagoinhas de Vale Fundo), contornando pela direita. Posteriormente, siga por entre o bosque de cedro do mato, num terreno irregular, contornando um dos vários domos traquíticos, com poucos exemplares de vegetação (apenas alguns indivíduos de Erica azorica e Calluna vulgaris) resultantes da erupção de 1761.

Depois de passar o domo, siga na canada ampla, ladeada por Erica azorica, Juniperus brevifolia e Calluna vulgaris, que desce em direção a uma mata de criptomérias.

Depois de atravessar a mata e algumas pastagens, chegará à estrada de asfalto. Vire à esquerda, passando pelo Pico Gaspar (com opção de desvio), e percorra o quilómetro final até voltar ao ponto de início do percurso.

 

6. Trilho do Monte Brasil

Categoria: Circular (folheto)
Dificuldade: Fácil
Extensão: 7.5 km
Tempo Médio: 2h30m

Trilho do Monte Brasil
Trilho do Monte Brasil

O percurso tem início junto ao Parque do Relvão, em Angra do Heroísmo. Comece por subir no asfalto, em direcção à Fortaleza de São João Baptista. Próximo do guarda, vire à esquerda e continue por 250m até uma bifurcação, onde deverá seguir pela esquerda, até à Ermida de Santo António.

A partir daqui, continue pelo caminho de terra batida à esquerda. Após 350m, vire à direita no atalho que sobe em direcção ao parque de merendas do Monte Brasil. Depois de passar o parque, vire à esquerda para uma canada de terra batida, que o irá guiar até ao ponto mais alto do percurso, Pico do Facho (205m).

De seguida, desça pelo caminho de terra batida com várias curvas até encontrar o desvio para o Forte da Quebrada. Continue num atalho cerrado, por entre os incensos, até chegar a novo desvio opcional (Vigia da Baleia e Posto da 2ª guerra mundial).

Em seguida, siga à direita, para o miradouro da Caldeira. Aqui, suba o asfalto por 200m, virando à esquerda, num pequeno atalho que o irá conduzir até ao Pico das Cruzinhas, miradouro de referência para a cidade de Angra do Heroísmo.

A partir daqui, vire à direita, descendo em direcção ao parque de merendas. Ao chegar ao parque, vire à esquerda, seguindo um pequeno atalho que desce em direcção ao asfalto. Finalmente, vire à direita e continue por 700m até voltar ao ponto de início.

 

7. Trilho Relheiras de São Brás

Categoria: Circular (folheto)
Dificuldade: Fácil
Extensão: 5 km
Tempo Médio: 2h

Trilho Relheiras de São Brás
Trilho Relheiras de São Brás

O percurso tem início junto ao parque de merendas da freguesia de São Brás. Ao sair do parque de estacionamento, onde está localizado o painel informativo, siga à direita no asfalto, por 200m, até ao lugar onde existe um monumento de homenagem ao antigo carro de bois.

Vire à esquerda na canada de terra batida, onde mais à frente se encontram as Relheiras, marcas dos antigos carros de bois que ficaram gravadas na rocha. Podem distinguir-se dois tipos: estreitos e em forma de V; largos e planos.

Depois de passar a Fonte do Cão, chega a um largo, onde deverá virar à esquerda para um atalho estreito. Um pouco mais à frente, este atalho torna-se mais largo e existe uma maior predominância de urzes (Erica azorica) e criptomérias (Cryptomeria japonica).

Ao chegar ao portão de ferro, vire à esquerda, prosseguindo no caminho de terra batida que alterna com asfalto, durante 2 km, até voltar ao ponto de início do percurso. De referir que, nesta última parte do percurso, é possível avistar o milhafre (Buteo buteo rothschildi), ave endémica dos Açores.

 

8. Trilho da Serreta

Categoria: Circular (folheto)
Dificuldade: Médio
Extensão: 7 km
Tempo Médio: 2h30

Trilho da Serreta
Trilho da Serreta

Este percurso tem início na Canada das Fontes, freguesia da Serreta, zona oeste da Terceira. Comece por subir um troço em asfalto por 100m, virando à esquerda na canada de bagacina.

Após 400m, vire à esquerda para um atalho ladeado por criptomérias (Cryptomeria japonica), que mais à frente se torna mais estreito, devido a uma abundante vegetação de incenso e cedro-do-mato (Juniperus brevifolia).

Depois de atravessar um afluente da Ribeira da Lapa, entre numa mata de criptomérias e siga as marcações. Um pouco depois, siga no atalho ladeado por uma vegetação que se torna cada vez mais dominada por endémicas, à medida que a altitude aumenta.

Depois de atravessar o troço principal da Ribeira da Lapa, siga no caminho de bagacina, ladeado por exemplares de cedro do mato e urzes, onde um pouco mais à frente encontrará um desvio à esquerda, de 230m, em direcção à Lagoinha.

Depois de efectuar o desvio, prossiga pela canada de bagacina durante 800m, virando à direita para uma pastagem. Caminhe alguns metros e entre no atalho à esquerda, que desce, ladeando a Ribeira do Além.

Depois de passar o miradouro sobre a ribeira, siga à direita por entre a mata de criptomérias. Em seguida, entre num atalho que contorna uma pastagem pela esquerda. Alguns metros mais à frente, vire à direita na pastagem, contornando um tanque de água pela esquerda, e prossiga na canada de bagacina, que o irá guiar de volta ao início do percurso.

 

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