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IRS: o que deve deduzir até fim do ano para aumentar o reembolso

Ainda pode aumentar o reembolso do IRS de 2026. Saiba que despesas dedutíveis fazer até ao fim do ano e como tirar o máximo proveito.

VxMag by VxMag
Dez 27, 2025
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IRS: o que deve deduzir até fim do ano para aumentar o reembolso

IRS: o que deve deduzir até fim do ano para aumentar o reembolso

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Com o final do ano à vista, ainda há margem para otimizar o reembolso do IRS. As deduções fiscais têm por base as despesas realizadas entre 1 de janeiro e 31 de dezembro, o que significa que gastos feitos até ao último dia do ano contam para a declaração entregue no ano seguinte.

Um planeamento simples, feito a tempo, pode traduzir-se numa diferença relevante no valor a receber.

As categorias que mais pesam no reembolso

1. Despesas de saúde

As despesas de saúde permitem deduzir 15% dos valores gastos. Incluem consultas, tratamentos dentários, exames, fisioterapia, internamentos, medicamentos com receita médica e ainda óculos ou lentes de contacto, quando prescritos.

O que ainda pode fazer:

  • Marcar consultas ou tratamentos adiados
  • Realizar check-ups
  • Avançar com tratamentos dentários planeados
  • Comprar óculos ou lentes com receita

É essencial pedir sempre fatura com NIF.

2. Educação e formação

Esta é uma das categorias mais vantajosas, com uma dedução de 30%. Abrange propinas, livros, material escolar, creches, ATL e cursos de formação profissional certificados.

Até ao final do ano:

  • Pagar propinas ou mensalidades em atraso
  • Comprar livros e material necessário
  • Liquidar despesas de creche ou ATL
  • Investir em formação reconhecida

3. Habitação

No arrendamento, é possível deduzir 15% das rendas pagas, até ao limite legal. No caso de crédito habitação antigo (contratos anteriores a 2011), os juros continuam a ser relevantes.

Verifique se:

  • Todas as rendas estão pagas e comunicadas
  • A renda de dezembro foi liquidada dentro do ano
  • Os contratos estão corretamente registados

4. Despesas gerais e familiares

Funcionam como uma “almofada” fiscal, permitindo deduzir 35% de despesas do dia a dia, como restauração, oficinas, cabeleireiros, ginásios ou vestuário, até ao teto previsto.

O que ajuda a atingir o limite:

  • Pedir sempre fatura com NIF
  • Usar serviços pessoais necessários
  • Fazer compras essenciais antes do fim do ano

5. Lares e apoio a dependentes

As despesas com lares, centros de dia e apoio a dependentes permitem deduzir 25% dos valores pagos.

Antes de 31 de dezembro:

  • Regularizar mensalidades em atraso
  • Avaliar a possibilidade de antecipar pagamentos, se permitido

6. Seguros de saúde

Os prémios de seguros de saúde são dedutíveis em 15%, de forma autónoma face às despesas médicas.

Pode ainda:

  • Contratar um seguro até ao final do ano
  • Pagar o prémio anual antecipadamente
  • Confirmar que o NIF está corretamente associado

7. Arrendamento e eficiência energética

Quem arrenda imóveis ou investiu em melhorias de eficiência energética pode beneficiar de deduções específicas.

Até ao fim do ano:

  • Concluir obras de eficiência energética
  • Instalar painéis solares ou melhorar o isolamento
  • Registar contratos de arrendamento

Dicas práticas para maximizar as deduções

  • Acompanhe o e-fatura no Portal das Finanças e confirme se as despesas estão bem classificadas
  • Distribua despesas no agregado, quando aplicável
  • Guarde comprovativos durante pelo menos quatro anos
  • Não ultrapasse os limites: diversificar despesas é mais eficaz do que concentrá-las
  • Valide faturas pendentes até meados de fevereiro

Erros comuns a evitar

  • Pedir faturas sem NIF
  • Confundir despesas pessoais com não elegíveis
  • Gastar além dos tetos de dedução
  • Esquecer a validação no e-fatura

Planeamento que compensa

As últimas semanas do ano são decisivas para organizar despesas, corrigir falhas e aproveitar benefícios fiscais ainda disponíveis. Um pequeno esforço agora pode traduzir-se num reembolso mais elevado no IRS de 2026.

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