Muitas infrações rodoviárias continuam a acontecer não por negligência deliberada, mas por desconhecimento das regras em vigor ou por hábitos antigos que já não se ajustam ao Código da Estrada atual. Em 2026, com mais fiscalização e tecnologias de controlo, evitar multas passa sobretudo por informação e atenção.
Estas são as 10 multas mais comuns em Portugal — e o que pode fazer para não ser apanhado de surpresa.
Excesso de velocidade
Continua a liderar o ranking das infrações. A expansão dos radares fixos e dos radares de velocidade média tornou o controlo mais eficaz e constante.
A melhor prevenção passa por respeitar a sinalização específica de cada via e usar, sempre que possível, o limitador ou o controlo de velocidade do veículo.
Uso do telemóvel durante a condução
Manusear o telemóvel ao volante é hoje uma contraordenação grave, com coimas elevadas e perda de pontos. O erro comum é achar que parar num semáforo elimina o risco — não elimina.
A única forma segura é recorrer a sistemas de mãos livres e evitar qualquer contacto físico com o aparelho enquanto conduz.
Falta de inspeção periódica obrigatória
Circular com a inspeção fora de prazo continua a ser uma infração frequente, muitas vezes por simples esquecimento da data associada à matrícula.
Criar lembretes automáticos ou verificar regularmente o dístico no para-brisas evita coimas elevadas e possíveis apreensões do veículo.
Estacionamento indevido ou abusivo
Passeios, passadeiras, lugares reservados ou zonas de cargas e descargas são locais particularmente visados pela fiscalização.
Além da coima, o risco de reboque torna esta infração especialmente dispendiosa. Procurar estacionamento legal, mesmo que implique caminhar alguns minutos, é quase sempre a opção mais económica.
Não utilização do cinto de segurança
Apesar de amplamente conhecido, continua a ser uma das infrações mais registadas, sobretudo em trajetos curtos.
Criar o hábito de colocar o cinto antes de ligar o motor é a forma mais eficaz de eliminar este risco.
Desrespeito pelo sinal STOP ou vermelho
No sinal STOP, é obrigatória a imobilização total do veículo. A simples redução de velocidade não é suficiente.
Ultrapassar um sinal vermelho é considerado infração muito grave e pode levar à inibição de conduzir, para além da multa e perda de pontos.
Condução sob efeito do álcool
As operações de fiscalização são frequentes, sobretudo à noite, aos fins de semana e em épocas festivas.
Mesmo taxas relativamente baixas implicam coimas pesadas e perda de pontos. A regra continua a ser simples: quem conduz não bebe.
Falta de documentos obrigatórios
Não apresentar carta de condução, seguro ou documentos do veículo resulta em coimas por cada documento em falta, ainda que possam ser reduzidas se forem apresentados posteriormente.
Ter os documentos digitais no telemóvel, através de aplicações oficiais, ajuda a evitar este tipo de infração.
Falta de sinalização com os piscas
Mudar de direção ou sair de uma rotunda sem sinalizar é uma infração comum e facilmente observável pelas autoridades.
Usar sempre os piscas melhora a segurança e reduz conflitos com outros condutores.
Distância de segurança insuficiente
Circular demasiado perto do veículo da frente é uma das principais causas de acidentes em cadeia, sobretudo em vias rápidas.
A regra dos dois segundos continua a ser uma referência simples e eficaz para manter uma distância segura.
As multas mais frequentes em números
| Infração | Coima mínima | Pontos | Gravidade |
|---|---|---|---|
| Telemóvel ao volante | 120 € | 3 | Grave |
| Excesso de velocidade ligeiro | 60 € | 0–2 | Leve / Grave |
| Falta de cinto | 120 € | 3 | Grave |
| Sinal STOP | 120 € | 2 | Grave |
| Álcool (0,5 a 0,8 g/l) | 250 € | 3 | Grave |
Informação é a melhor defesa
Conhecer as infrações mais comuns é meio caminho andado para as evitar. Num contexto de fiscalização cada vez mais rigorosa, pequenos cuidados diários podem fazer a diferença entre uma condução tranquila e uma multa inesperada — com impacto direto na carteira e na carta de condução.







