Quando o frio chega, muitos lares recorrem automaticamente ao aquecedor a óleo. É simples, portátil e basta ligá-lo à tomada. O problema é que essa simplicidade tem um custo elevado no final do mês.
Em contraste, o ar condicionado continua a ser visto com desconfiança no inverno, apesar de ser, na maioria dos casos, a opção mais económica.
A diferença está na forma como cada equipamento produz calor — e isso reflete-se diretamente na fatura da eletricidade.
Produzir calor ou aproveitá-lo
Um aquecedor a óleo transforma eletricidade em calor de forma direta. Toda a energia consumida serve apenas para aquecer as resistências internas, que depois libertam calor para a divisão. É um processo simples, mas pouco eficiente: o consumo acompanha de perto o calor gerado.
O ar condicionado funciona de outra maneira. Em vez de criar calor, transfere-o do exterior para o interior da casa. Mesmo em dias frios, existe energia térmica no ar exterior que o sistema consegue captar. A eletricidade é usada sobretudo para fazer esse transporte, o que explica a eficiência muito superior.
Na prática, por cada unidade de energia consumida, um ar condicionado moderno consegue libertar várias unidades de calor. É esta relação que faz a diferença no final do mês.
O impacto real na fatura
Considerando um uso diário de cerca de cinco horas, os valores mensais podem divergir de forma significativa. Um aquecedor a óleo ligado durante esse período tende a gerar uma despesa elevada, enquanto o ar condicionado, usado em modo de aquecimento, apresenta um custo bastante mais contido.
A diferença não é marginal: em muitos cenários domésticos, o aquecimento com ar condicionado pode representar uma poupança superior a metade do valor gasto com um aquecedor a óleo.
Em que situações faz sentido cada opção
O ar condicionado é particularmente vantajoso para aquecer salas, quartos ou divisões usadas durante várias horas seguidas. Atinge a temperatura desejada rapidamente, mantém o ambiente estável e permite controlar melhor o consumo.
O aquecedor a óleo acaba por fazer sentido apenas em utilizações muito pontuais, como aquecer uma casa de banho durante poucos minutos, ou em casas onde não existe qualquer outro sistema instalado.
Pequenos ajustes que aumentam a poupança
Para tirar o melhor partido do ar condicionado no inverno, convém definir temperaturas moderadas, entre os 20 ºC e os 21 ºC. Cada grau adicional traduz-se num aumento significativo do consumo. Ajustar o fluxo de ar para baixo e manter as portas fechadas ajuda a aquecer a divisão de forma mais rápida e eficiente.
A escolha que pesa menos no bolso
Apesar da má fama, o ar condicionado é hoje uma das soluções mais racionais para aquecer a casa no inverno. Quando usado de forma adequada, combina conforto térmico com um consumo controlado, algo que os aquecedores elétricos tradicionais dificilmente conseguem igualar.







