Com os preços da energia em alta, escolher a solução mais económica para aquecer a casa tornou-se uma decisão central para muitas famílias.
Entre o investimento inicial de um ar condicionado e a compra rápida de um aquecedor a óleo, acessível e portátil, a dúvida é recorrente: qual pesa menos na fatura da eletricidade?
A resposta passa menos pela intuição e mais pela eficiência energética de cada tecnologia.
A métrica que faz a diferença: COP
Para comparar os dois sistemas, importa perceber o COP (Coeficiente de Desempenho). Este indicador mede a quantidade de calor produzida por cada quilowatt (kW) de eletricidade consumida.
Quanto maior o COP, maior a eficiência — e menor o custo para atingir a mesma temperatura.
Aquecedor a óleo: simples, mas exigente no consumo
O aquecedor a óleo funciona através de uma resistência elétrica que aquece um fluido interno. É um sistema direto e fiável, mas pouco eficiente.
- Eficiência: cerca de 1:1 — consome 1 kW para produzir 1 kW de calor.
- Impacto prático: demora a aquecer a divisão e mantém o consumo elevado enquanto está ligado. Ao desligar, o calor dissipa-se rapidamente.
Na prática, é uma solução confortável para usos pontuais, mas cara quando utilizada várias horas por dia.
Ar condicionado: calor com menos eletricidade
O ar condicionado com bomba de calor funciona de forma diferente: em vez de gerar calor, transfere energia térmica do exterior para o interior.
- Eficiência: os modelos modernos apresentam um COP entre 3 e 4.
- Resultado: por cada 1 kW consumido, produzem entre 3 e 4 kW de calor.
Isto traduz-se num consumo claramente inferior para aquecer a mesma divisão, tornando o ar condicionado várias vezes mais eficiente do que um aquecedor a óleo.
Um exemplo simples de custos
Para aquecer uma sala durante cinco horas numa noite de Inverno:
- Aquecedor a óleo (2.000 W): cerca de 10 kWh consumidos, o que corresponde a aproximadamente 2 euros por noite, considerando um preço médio da eletricidade.
- Ar condicionado: para gerar o mesmo calor, o consumo ronda 2,5 a 3 kWh, com um custo aproximado de 0,50 a 0,60 euros por noite.
A diferença torna-se significativa ao longo de um mês inteiro de utilização.
Comparação direta
| Aspeto | Aquecedor a óleo | Ar condicionado |
|---|---|---|
| Investimento inicial | Baixo | Elevado |
| Consumo mensal | Alto | Baixo |
| Aquecimento | Lento | Rápido |
| Manutenção | Quase inexistente | Limpeza regular de filtros |
| Função extra | Portátil | Arrefece no Verão |
Quando o aquecedor a óleo ainda faz sentido
Apesar do maior consumo, o aquecedor a óleo pode ser a opção adequada quando:
- não é possível instalar um sistema fixo;
- a utilização é muito pontual e por curtos períodos;
- o orçamento não permite um investimento inicial mais elevado.
Uma escolha que se reflete na fatura
Para quem tem possibilidade de instalar um sistema com bomba de calor, o ar condicionado revela-se a opção mais económica a médio prazo. A poupança mensal na eletricidade pode compensar o investimento inicial em poucos Invernos, sobretudo em casas onde o aquecimento é usado diariamente.
No contexto atual, eficiência energética deixou de ser apenas uma questão técnica — passou a ser uma decisão com impacto direto no orçamento familiar.







