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Ano Novo, alimentos mais caros: 2026 traz subidas em vários produtos

Os preços dos alimentos vão voltar a subir em 2026. Carne, peixe e outros bens essenciais lideram os aumentos e pressionam o orçamento das famílias.

VxMag by VxMag
Dez 27, 2025
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O início de 2026 confirma uma tendência que muitas famílias portuguesas já antecipavam: os preços dos alimentos vão voltar a subir, pressionando o orçamento doméstico. As previsões apontam para aumentos até 7% em alguns bens essenciais, com destaque para a carne e o peixe.

De acordo com a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), vários fatores continuam a pressionar toda a cadeia alimentar, desde a produção até à distribuição.

Carne e peixe lideram as subidas

A carne e o peixe deverão registar os aumentos mais expressivos em 2026, com subidas estimadas na ordem dos 7%. Segundo Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED, estas variações resultam da conjugação de vários custos que afetam todo o sector.

Porque vão os preços continuar a subir

Custos de produção mais elevados

As rações animais, baseadas em cereais e oleaginosas, mantêm-se caras, a par do aumento dos custos com água, energia e logística. Estes encargos refletem-se no preço final pago pelo consumidor.

Pressão regulatória

As exigências ambientais e de bem-estar animal implicam investimentos adicionais por parte dos produtores, que acabam por ser repercutidos nos preços.

Impacto das alterações climáticas

Fenómenos climáticos extremos continuam a afetar a produção agrícola e pecuária, criando instabilidade no abastecimento e maior volatilidade dos preços das matérias-primas.

Outros alimentos também sobem

Para além da carne e do peixe, outros produtos essenciais deverão registar aumentos ao longo de 2026.

Frutas e legumes

Os produtos hortofrutícolas continuam expostos a custos elevados e à incerteza climática, o que se traduz em preços mais voláteis e, em muitos casos, mais altos.

Pão e pastelaria

O pão e os produtos de pastelaria deverão sofrer aumentos moderados, influenciados pela revisão de salários e pelo encarecimento de matérias-primas como ovos, frutos secos e embalagens. A Associação da Indústria de Panificação aponta para um cenário cauteloso, mas reconhece a pressão sobre os custos.

Café e cacau

O café e o cacau mantêm uma trajetória de subida, impulsionada por fatores climáticos, instabilidade internacional e flutuações nos mercados globais.

Ovos

Depois de uma subida de cerca de 28% no último ano, os ovos deverão continuar sob pressão em 2026, devido ao custo das rações e às novas normas de produção.

A exceção: azeite mais barato

Nem tudo são más notícias. O azeite deverá registar uma descida estimada de 14%, após dois anos de preços elevados. A recuperação da produção na campanha mais recente contribui para este alívio temporário.

Como minimizar o impacto no orçamento

Apesar do cenário de aumentos, há estratégias que podem ajudar a conter a despesa alimentar:

  • Comparar preços entre supermercados
  • Aproveitar promoções e planear refeições
  • Optar por marcas próprias
  • Comprar produtos da época
  • Privilegiar mercados locais
  • Reduzir o desperdício alimentar

Inflação alimentar continua acima da média

Para 2026, o Governo prevê uma inflação global de 2,1%, segundo o Orçamento do Estado. No entanto, a inflação alimentar continua acima desse valor. Dados da DECO PROteste mostram que o cabaz alimentar aumentou 10,61 euros entre novembro de 2024 e novembro de 2025, passando a custar cerca de 243,65 euros.

Os números confirmam aquilo que muitos consumidores já sentem no dia a dia: a alimentação continua a ser uma das áreas que mais pesa no custo de vida, e 2026 não deverá trazer um alívio imediato.

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