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12 locais de visita obrigatória em Silves

É, talvez, um dos maiores e mais secretos tesouros ainda por descobrir no Algarve. Estes são os melhores locais para visitar em Silves.

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Silves
Silves

A cidade de Silves foi em tempos a capital do Algarve e deixou de o ser quando ocorreu o assoreamento do Rio Arade. Mas não foi este o único momento da História em que Silves teve uma preponderância fundamental na região. No tempo dos Mouros, Silves era um importante centro governativo, mercantil e cultural e estendeu a sua influência por toda a zona sul da Península Ibérica. São muitos os vestígios islâmicos em Silves e estão muito bem documentados e preservados nos seus museus e centros culturais que são, sem dúvida, dignos de uma visita. Silves possui praias, mais concretamente em Armação de Pêra, mas não é pelas praias que esta cidade se está a tornar cada vez mais famosa e visitada.

Localizada no interior do Algarve, a alguns quilómetros do mar, Silves atrai cada vez mais turistas que procuram um Algarve diferente daquele que é possível visitar nos locais mais massificados pelo turismo. Em Silves, é possível conhecer um Algarve repleto de história, cultura e autenticidade. Outro pormenor curioso desta cidade é a existência, nas redondezas, de uma rocha de cor avermelhada, o famoso Grés de Silves, rocha essa que foi utilizada na construção do seu castelo que, por isso mesmo, apresenta tons vermelhos que lhe proporciona um aspecto muito peculiar e diferente dos restantes castelos de Portugal. Estes são os melhores locais para visitar em Silves.

 

1. Castelo de Silves

O Castelo de Silves localiza-se no ponto mais alto da colina sobre a qual assenta a povoação de Silves, no Algarve. Este castelo monumental de cor vermelha foi edificado pelos árabes no século XI e é, na actualidade, um dos castelos mais bem conservados de toda a região do Algarve. O seu interior oferece fantásticas vistas panorâmicas sobre a vila.

Castelo de Silves
Castelo de Silves

O castelo é visitável e pode-se caminhar pelas suas largadas muralhas de pedra de areia.Conta com um profundo fosso e um tanque de coro rosa com 5 metros de profundidade que lembram a ocupação moura, e uma estátua de D. Sancho I em bronze que representa a tomada da primeira fortaleza. Dentro, as quatro abóbodas do tanque descansam sobre dez colunas. Na muralha norte pode ver-se a Porta da Traição, uma via de escape pela qual os traidores deixavam escapar os seus inimigos.

 

2. Sé de Silves

Silves foi nomeada sede de bispado logo no seguimento da primeira conquista da cidade aos árabes, em 1189, mas a Sé só seria construída a partir de 1268, após a sua conquista definitiva durante o reinado de D. Afonso III. Conservou o título de catedral até ao século XVI, quando a sede da diocese foi transferida para Faro, numa época em que a cidade entrou em decadência devido ao assoreamento do rio Arade e à crescente importância do litoral algarvio. Durante esse período, 26 bispos ocuparam a cadeira episcopal.

Sé de Silves
Sé de Silves

É um templo em estilo gótico, muito influenciado pela estética do Mosteiro da Batalha, com alterações e restauros feitos posteriormente, em que se destaca a abside, composta por três capelas, e o pórtico da fachada principal inserido num alfiz (uma moldura que enquadra o conjunto escultórico). A entrada na igreja é feita por um portal lateral do lado Sul, em estilo rococó, construído em finais do século XVIII, que é conhecido por Porta do Sol.

 

3. Museu Municipal de Arqueologia de Silves

O Museu Arqueológico foi criado em 1990 por iniciativa da Câmara Municipal de Silves. O objectivo era expor os achados arqueológicos encontrados na cidade e na região, nomeadamente no castelo e no núcleo arqueológico do Cerro da Rocha Branca. Foi construído no local de uma casa de habitação do séc. XIX, onde descobriram um reservatório de água que se tornou o centro do museu.

Museu Municipal de Arqueologia de Silves
Museu Municipal de Arqueologia de Silves

Em óptimo estado de conservação, é uma construção do período almóada (sécs. XII-XIII), em grés de Silves, com cerca de 20 metros de profundidade. É considerado exemplar único em Portugal porque a estrutura do poço é acompanhada por uma escada helicoidal, com três janelas, que facilitava o acesso à água, caso raro na arquitectura árabe. As colecções do Museu estão organizadas em quatro núcleos cronológicos: pré-história, período romano, período muçulmano e período português (até ao séc. XVII). De destacar, estelas funerárias da Idade do Ferro com registos da escrita do Sudoeste Peninsular. É considerada a primeira escrita desta região, ainda indecifrada.

 

4. Ponte de Silves

Trata-se de ponte que apresenta cinco arcos de volta perfeita, intervalados por imponentes talha-mares que suportam o tabuleiro com guardas laterais e mirante central. É construída com blocos aparelhados de arenito, apresentando actualmente uma extensão de 76 metros por 5,5 metros de largura. A ponte situa-se a sul da cidade, ligando as margens norte e sul do rio Arade, tendo agora apenas função para travessia pedonal.

Ponte de Silves
Ponte de Silves

As fontes históricas, o tipo arquitectónico e as siglas de canteiro existentes nos blocos utilizados na edificação da ponte remetem a sua construção para meados do século XIV, sendo relevante o valor histórico do monumento enquanto via de comunicação para uma das mais antigas e representativas cidades do Sul de Portugal, que data de há pelo menos cinco séculos, acompanhando importantes momentos da evolução histórica e cultural da cidade, com relevância nacional.

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