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4 Raças de cavalos portugueses

Conhece bem todas as raças de cavalos portugueses? Talvez fique impressionado ao saber que o Puro Sangue Lusitano não é o único cavalo de origem portuguesa.

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Puro Sangue Lusitano

As raças de cavalo portuguesas são consideradas como alguma das mais belas e antigas do mundo. Nem todas têm o mesmo reconhecimento e algumas enfrentam graves problemas de extinção. O puro sangue lusitano é uma das mais conhecidas e é considerada uma raça de cavalos muito especial.

Afinal de contas, este cavalo conta-se entre os poucos cujos exemplares são considerados como sendo praticamente puros, sem terem sido originados por cruzamentos com outras raças. Mas o puro sangue lusitano não é a única raça de cavalo portuguesa.

 

1. Puro Sangue Lusitano

Puro Sangue Lusitano
Puro Sangue Lusitano “Átila Interagro” (Créditos foto: TUPA)

O puro-sangue lusitano é uma raça de cavalos com origem em Portugal. É o cavalo de sela mais antigo do Mundo, sendo montado aproximadamente há mais de cinco mil anos. Os seus ancestrais são comuns aos da raça Sorraia e Árabe.

Essas duas raças formam os denominados cavalos ibéricos, que evoluíram a partir de cavalos primitivos existentes na Península Ibérica dos quais se supõe descenderem directamente o pequeno grupo da raça Sorraia ainda existente. Pensa-se que essa raça primitiva foi cruzada com cavalos Barbes oriundos do Norte de África e mais tarde tiveram também influência do árabe.

A raça Puro Sangue Lusitano, mas conhecido como Cavalo Lusitano tem sua origem nos cavalos primitivos da Península Ibérica, tendo recebido também alguma influência de sangue árabe e de cavalos do norte da África. Ao longo dos séculos, sofreu uma selecção para caça, combate, toureio, arte equestre e tiro leve, dependendo da região onde foi criado e a utilização a que foi submetido.

Reconhecido por Gregos e Romanos durante a antiguidade como os melhores cavalos de combate e sela do mundo, o cavalo Ibérico figurou também como o cavalo de lazer das Casas Reais europeias durante toda a Idade Média, exercendo enorme influencia na formação do Puro sangue Inglês, através das Royal Mares, éguas da Casa Real inglesa, com as quais cruzaram os garanhões pilares do PSI. Também por ser o cavalo predilecto das Casas Reais durante essa época, o cavalo Ibérico também teve papel preponderante sobre o desenvolvimento da Equitação Académica. Para mais informações sobre o Cavalo Lusitano, aconselhamos a consulta do site da Interagro.

 

2. Alter Real

Alter Real
Alter Real

O alter-real, inicialmente desenvolvido na coudelaria Alter-Real em Alter do Chão, no Alentejo, é uma estirpe do cavalo lusitano.

É um cavalo muito dócil e inteligente, utilizado principalmente no adestramento. A sua pelagem padrão é geralmente castanho e a sua altura varia de 1,52 a 1,62 m.

O Alter-real teve sua origem em Portugal, no início do século XVIII, quando trezentas éguas andaluzas das mais finas linhagens foram trazidas de Jerez, na Espanha, para a corte portuguesa.

Inicialmente chamado de Alter-do-chão mas depois seu nome foi mudado para Alter-Real. Entre 1809 e 1810, a raça foi ameaçada durante as invasões napoleónicas, quando as tropas francesas roubaram os melhores exemplares da raça.

Cruzamentos com Puro-Sangue Inglês e Árabe enfraqueceram a raça, havendo grande perda de seu carácter racial mas foram salvos da extinção através da raça Lusitano, sendo-o na verdade subespécie desta raça.

No início do século XX, foram tomadas medidas para devolver ao Alter-Real suas antigas características e o seu melhor uso no mundo actual, além da sua preservação.

Hoje a reprodução do Alter-Real é controlada pelo Ministério da Agricultura Português.

 

3. Sorraia

Sorraia
Sorraia

Sorraia é um tipo de cavalo de origem portuguesa, raça única no Mundo, redescoberta em 1920 por Ruy d’Andrade e cujos indícios remetem para a zona de confluência entre as ribeiras de Sor e da Raia (daí o seu nome), charneca de Coruche, onde haveria uma extensa população, popular entre criadores de gado para trabalhos do campo. Admite-se que estes cavalos no estado selvagem tenham sido conhecidos em Portugal por “zebro”.

Assemelhando-se bastante ao puro-sangue lusitano, de corpo compacto e linhas pré-históricas, crê-se, no entanto, que o Sorraia pode originar de uma linhagem independente (ou seja, uma raça pura, Equus caballos ssp. Sorraia), mesmo ainda não estando concluída a sua avaliação genealógica.

Embora seja extremamente forte, resistente e de temperamento calmo, a sua população está hoje muito reduzida – aproximadamente 180 indivíduos – existindo somente em locais para criação e manutenção da raça, principalmente em Portugal e na Alemanha. Assemelha-se ao tarpan, antigo cavalo selvagem europeu.

 

4. Garrano

Garrano
Garrano

O Garrano é uma raça de equídeo muito antiga, separada das restantes desde o período Quaternário, que se enquadra num grupo alargado conhecido por Cavalo Ibérico devido às características comuns e à sua origem.

Depois o Garrano, propriamente dito, é o mais antigo por entre os seus, entre as restantes raças irmãs do Norte da Península Ibérica e Sudoeste da França, nomeadamente o Cavalo do Monte da Galiza, o Asturcón das Astúrias ou o Potok da Biscaia.

Nativo do Minho e Trás-os-Montes, em Portugal, é utilizado desde há muitos séculos como animal de carga e trabalho.

Devido ao seu tamanho, menor que um cavalo comum, é considerado um pónei. Habita actualmente em estado semi selvagem nas zonas da serra do Gerês, serra do Soajo, serra da Arga e da serra da Cabreira, tendo em tempos habitado todo o Norte de Portugal de onde é oriundo.

É uma raça protegida devido ao risco de extinção a que esteve sujeito até há pouco tempo.

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