Início História Portugal: 12 monumentos romanos que sobreviveram até aos dias de hoje

Portugal: 12 monumentos romanos que sobreviveram até aos dias de hoje

Alguns têm mais de 2000 anos e continuam imponentes, resistindo à passagem dos séculos. De norte a sul do país, descubra 12 monumentos romanos em Portugal.

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9. Ponte de Trajano

Os acessos para Chaves vindos de sul fazem-se através de quatro pontes mas a alma da cidade reside exclusivamente numa delas: a Ponte Romana de Chaves ou Ponte de Trajano. Obra-prima da engenharia importada de Roma com praticamente dois mil anos de existência, a ponte ligava duas cidades de máxima importância no Império: Bracara Augusta (actual Braga) e Asturica Augusta (actual Astorga), passando o rio Tâmega e estendendo o seu tabuleiro granítico ao longo de quase 150 metros.

Ponte de Trajano
Ponte de Trajano – Fernando Ribeiro

Apesar de contar com dezoito arcos originais (e mesmo este número é discutido), nem todos eles se vêem – actualmente, apenas nove fincam pés no leito do rio, e outros três poisam pé na terra. É hoje pedonal, tornando a ganhar o papel de ponte de pessoas que teve no passado. Faz-se de arcos de volta perfeita, embora dois deles sejam visivelmente mais alongados, aparentemente numa readaptação de três antigos arcos dos quais foram feitos dois. Conta com duas colunas lado a lado, como guardas exteriores: uma primeira enquanto homenagem ao Imperador Trajano, uma segunda ao Imperador Vespasiano, embora qualquer uma delas destaque também os povos que a ajudaram a erguer.

 

10. Templo romano de Évora

A construção do Templo Romano de Évora remonta ao primeiro século, época em que Évora era conhecida como Liberatias Iulia. O Templo foi construído no centro do fórum (praça principal) de Liberatias Iulia. Mais tarde, nos séculos II e III, o edifício sofreu algumas alterações arquitectónicas. Com as invasões germânicas do século V, Évora foi praticamente destruída na totalidade, sendo que, do fórum romano, apenas sobraram as ruínas do templo, que perduram até aos nossos dias.

Templo Romano de Évora
Templo Romano de Évora – Joe Price

Na Idade Média, as ruínas do Templo Romano fora incorporadas numa das torres do Castelo de Évora, tendo continuado as suas colunas, arquitraves e base incrustadas nas paredes do Castelo. Entre o século XIV e o ano de 1836, o Templo, que havia sido transformado em torre, foi usado como um açougue, sendo graças a essa utilização que os restos do templo foram protegidos de uma maior destruição. Em 1871, o arquitecto italiano Giuseppe Cinatti foi contratado com o objectivo de recuperar o Templo Romano de Évora, removendo os elementos que haviam sido acrescentados durante a Idade Média, restaurando o edifício.

 

11. Vila Cardílio

São muitos os vestígios da presença romana no atual território do concelho de Torres Novas. De entre um conjunto de cerca de 28 sítios onde foram encontrados artefactos e marcas da ocupação romana nesta região, destaque-se sobretudo as ruínas romanas de Vila Cardilio, situadas a cerca de três quilómetros de Torres Novas e postas a descoberto pelas escavações a cargo do coronel Afonso do Paço, a partir de 1962.

Vila Cardílio
Vila Cardílio

Estas escavações permitiram descobrir um conjunto de alicerces, bases de colunas e pavimentos ornamentados com diversos padrões de “tesselas” pertencentes a uma antiga quinta romana composta por três elementos principais: entrada, peristilo e exedra. Do vasto espólio recolhido, o Museu Municipal Carlos Reis, apresenta no núcleo permanente de arqueologia designadamente na exposição «O Canto de Avita» moedas dos séc. II, III e IV d.c. cerâmicas, bronzes, vidros, ânforas, anéis e até uma estátua de Eros. Villa Cardílio foi classificada como Monumento Nacional em 24 de janeiro de 1967.

 

12. Vila de São Cucufate

A «villa» romana de S. Cucufate é considerada a «melhor residência rural romana em Portugal». A região de S. Cucufate foi ocupada por volta do IV ou III milénio a.C. Não se sabe precisar a data em que a primeira comunidade de frades se instalou nas ruínas da antiga quinta romana. A partir do século XIII, serão os frades Agostinhos de São Vicente de Fora a ocupar o local.

Vila de São Cucufate
Vila de São Cucufate

Sabe-se que no século XVII mais nenhuma comunidade ocupou o edifício, apesar de a capela ter continuado aberta ao culto até ao século XVIII. Em S. Cucufate encontramos um edifício de dois pisos, formado por um longo corpo central e delimitado por dois corpos laterais salientes.

8 COMENTÁRIOS

  1. Incrivelmente entre muitas outras,falta a de Vila Formosa considerada monumento Nacional desde 1910.
    Penso que deviam informarem-se mais,quando abarcam alguns assuntos porque têm muito de pouca informação.

  2. e em Tongóbriga? Os vestígios de um povoado fortificado… e em Braga? Completamente assente sobre ruínas romanas…

  3. o mais triste de tudo isto, é o facto de as grandes cidades de conimbriga, Bobadela, ossonoba, bracara etc..ainda se encontrarem por escavar e por descobrir todo o seu explendor.

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