Início História Portugal: 12 monumentos romanos que sobreviveram até aos dias de hoje

Portugal: 12 monumentos romanos que sobreviveram até aos dias de hoje

Alguns têm mais de 2000 anos e continuam imponentes, resistindo à passagem dos séculos. De norte a sul do país, descubra 12 monumentos romanos em Portugal.

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5. Ruínas do teatro Romano de Lisboa

Construído na época de Augusto e inaugurado oficialmente na de Nero, ocupa a vertente sul da colina do Castelo. Abandonado no séc. IV d.C., as suas ruínas foram descobertas, em 1798, como consequência da reconstrução pombalina. A partir de 1964 campanhas arqueológicas recuperaram parte das bancadas, da orquestra, da boca de cena e do palco, para além de um conjunto de elementos arqueológicos e decorativos.

Ruínas do teatro Romano de Lisboa
Ruínas do teatro Romano de Lisboa

A necessidade de dar a conhecer este monumento, classificado como Imóvel de Interesse Público, levou, em 2001, à criação do Museu do Teatro Romano, cujo percurso museológico, completado com suportes multimédia sobre a história, função e arquitectura deste Teatro, abrange uma área de exposição (elementos iconográficos, bibliográficos e espólio arqueológico romano), um campo arqueológico e as ruínas do referido Teatro.

 

6. Ammaia

A cidade romana de Ammaia, ficou perdida no vale da Aramanha, no Alentejo e só foi redescoberta no século passado. Desde então está a ser escavada e investigada por cientistas de todo o mundo. Entre a população local os vestígios romanos são conhecidos desde sempre, mas só no princípio do século passado se começou a perceber que aquilo que estava enterrado no Vale da Aramanha era uma cidade Romana. Construída de raiz no século I DC alcançou o seu esplendor nos trezentos anos seguintes. A partir do século IX desaparecem as referências à cidade como urbe habitada. As suas pedras serviram para construir outros lugares e monumentos.

Ammaia
Ammaia

Da antiga cidade sobrava um mito, até que no princípio do século XX surgiram indícios fortes que indiciavam a existência de uma cidade de grande dimensão naquela zona. A meio do século concretizaram-se as primeiras escavações e na última década intensificaram-se os trabalhos que recorrem também a novas tecnologias. Os arqueólogos conhecem hoje o desenho e a arquitectura de Ammaia, graças a uma tecnologia que permitiu radiografar toda a área. Os trabalhos de exploração, geridos por uma fundação privada, prometem trazer mais revelações sobre esta cidade que conta a história do poder romano e da sua decadência na Península Ibérica.

 

7. Ruínas romanas de Tróia

As Ruínas Romanas de Tróia, com dois mil anos de história, são o maior complexo de produção de salgas de peixe conhecido no mundo romano. Construído para aproveitar a riqueza do peixe do Atlântico e a qualidade do sal das margens do Sado, terá estado ocupado até ao século VI. O seu elemento mais típico é o conjunto das oficinas de salga, com tanques para preparação de conservas e molhos de peixe, incluindo o garum, muito citado entre os autores latinos. Também estão a descoberto termas com salas e tanques para banhos quentes e frios, um núcleo de habitações com casas de rés-do-chão e primeiro piso, uma rota aquaria (roda de água), um mausoléu, necrópoles com distintos tipos de sepulturas e uma basílica paleocristã com paredes pintadas a fresco.

Ruínas romanas de Tróia
Ruínas romanas de Tróia

Desde 1910 que estão classificadas como Monumento Nacional. Em 2005, mediante um Protocolo celebrado com o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e o Instituto Português de Arqueologia (IPA), actualmente parte do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), o troiaresort criou uma equipa de arqueologia que desenvolve trabalhos de investigação no local. A par dos trabalhos de valorização em curso, o sitio arqueológico está aberto à visita, e é possível organizar actividades lúdico-pedagógicas para grupos.

 

8. Termas romanas de São Pedro do Sul

As Termas de São Pedro do Sul são termas localizadas em São Pedro do Sul, Portugal, situadas na margem esquerda do Rio Vouga, e que foram inicialmente construídas pelos romanos, embora haja registos de utilização das termas por povos anteriores. A estância termal no tempo dos Romanos, sendo então denominada de balneum romano.

Termas romanas de São Pedro do Sul
Termas romanas de São Pedro do Sul

Dessa época podem ainda observar-se, para além de restos de uma piscina, troços de fustes e capitéis de grandes colunas e lápides com inscrições. O edifício conhecido por Piscina de D. Afonso Henriques é propriedade da Câmara Municipal de São Pedro do Sul e encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1938. O nome Balneário D. Afonso Henriques é herdado do rei que ali curou a fractura de uma perna após a batalha de Badajoz em 1169.

9 COMENTÁRIOS

  1. Incrivelmente entre muitas outras,falta a de Vila Formosa considerada monumento Nacional desde 1910.
    Penso que deviam informarem-se mais,quando abarcam alguns assuntos porque têm muito de pouca informação.

  2. e em Tongóbriga? Os vestígios de um povoado fortificado… e em Braga? Completamente assente sobre ruínas romanas…

  3. o mais triste de tudo isto, é o facto de as grandes cidades de conimbriga, Bobadela, ossonoba, bracara etc..ainda se encontrarem por escavar e por descobrir todo o seu explendor.

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