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Portugal: 12 aldeias que parecem saídas de um conto de fadas

São fantásticas, de uma beleza singular e fazem-nos viajar no tempo. Portugal: 12 aldeias que parecem saídas de um conto de fadas.

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Vilarinho de Negrões
Vilarinho de Negrões

Neste pequeno país plantado há beira-mar existem locais para descobrir que o podem deixar encantado. Portugal deslumbra pela sua simplicidade, pelo seu ar genuíno. É capaz de surpreender o mais experiente dos turistas. E surpreende pela sua diversidade e autenticidade. Venha connosco descobrir um país que, por vezes, nem os portugueses conhecem e deslumbre-se com 12 aldeias que parecem saídas de um conto de fadas.

 

1. Vilarinho de Negrões

Em Montalegre, Vilarinho de Negrões vive entre as águas calmas do Alto Rabagão. O povoado que ocupa aquela estreita península que se estende para dentro da albufeira vive com orgulho a fama da sua terra: uma das mais bonitas aldeias de Portugal. Tal título deve-se a toda a envolvente natural e à ruralidade que nunca abandonou o local. A calma rege a aldeia e os caminhos que a ela vão dar.

Vilarinho de Negrões
Vilarinho de Negrões

Até porque as gentes da terra dedicam os dias à agricultura. Um passeio por Vilarinho de Negrões servirá para entrar no espírito rural, apreciar as construções em pedra granítica e entregar-se à albufeira da barragem, uma das cinco daquele concelho e que se estende por uns magníficos 14 quilómetros. No centro da aldeia ainda existe o tanque comunitário onde as roupas são lavadas; as hortas onde são colhidos os vegetais ou os caminhos que o gado percorre. Todos os dias, ao raiar e à chegada da noite.

 

2. Piódão

A Aldeia de Piódão é considerada uma das mais bonitas do País, classificada como “Aldeia Histórica de Portugal“. Situada no Centro do País, pertencente ao concelho de Arganil, na encosta da bonita Serra do Açor. As suas típicas casas de xisto e lousa, com janelas em madeira de azul pintadas, descem graciosamente a encosta da serra, formando um anfiteatro nesta íngreme serra, sendo por muitos apelidada de “aldeia presépio”. Piódão é uma aldeia serrana, de feição rural, e acessos difíceis, um excelente exemplo de como o ser humano se adaptou ao longo dos séculos aos mais inóspitos locais. A natureza envolvente está quase que em estado puro, observando-se pela região diversas espécies de fauna e flora típicas do local.

Piódão

A aldeia ter-se-á desenvolvido de um anterior Castro lusitano “Casal de Piodam”, hoje em dias em ruínas, que terá sabiamente aproveitado e aperfeiçoado a agricultura em socalcos. Já no século XX o estilo de vida que durante anos perdurou em Piódão sofre uma grande mudança, com a emigração em massa que se fez sentir, perdendo-se a força da terra. Hoje em dia Piódão renasce com a força turística, preservando sempre a sua essência

 

3. Foz d’Égua

A aldeia de Foz d’Égua pertence à freguesia do Piódão, na Serra do Açor. Em Foz d’Égua encontramos a confluência das ribeiras de Chãs com a do Piódão. Existe ali uma praia fluvial. Foz d’Égua não é tão conhecida, mas bastava a beleza natural de ser o ponto de encontro das ribeiras de Chãs e do Piódão, com duas pontes de pedra, para merecer a visita. No entanto, um local decidiu colocar esta aldeia no mapa com a construção de uma obra singular e difícil de descrever: desde uma ponte suspensa à “Indiana Jones”, até um altar gigante, passando por um presépio também ele gigante, a obra deste senhor cobre a encosta frente à aldeia e vale a visita.

Foz d’Égua

Em Foz d’Égua para além das casas tradicionais, destaca-se a piscina natural, local de encontro da ribeira do Piódão com a ribeira de Chãs d’Égua, que correm em direcção ao rio Alvôco. Neste local há indicações do caminho a tomar para regressar ao Piódão. Seguindo em direcção ao Piódão pela margem direita da ribeira, o percurso continua pelas curvas da encosta, tendo como paisagem a extraordinária engenharia de conquista de espaço à encosta: as quelhadas ou socalcos. São patamares sobre patamares, escadas que ziguezagueiam os terrenos a cultivar. Verdadeira prova de esforço do homem.

 

4. Monsanto

Nas planuras da Beira interior, entre o sopé da Serra da Gardunha e o rio Ponsul, que formam na sua geografia, clima e fauna a transição entre o Norte e o Sul de Portugal ergue-se sobre uma alta penedia a aldeia histórica de Monsanto. Conta-se que a povoação terá resistido deste baluarte, durante 7 anos, ao cerco posto pelos romanos no séc. II a. C., feito que está na origem da Festa das Cruzes, que a aldeia comemora todos os anos, no dia 3 de Maio. No séc. XII D. Afonso Henriques doou a povoação conquistada aos Mouros à Ordem dos Templários, cujo Mestre em Portugal, Gualdim Pais mandou reconstruir o castelo.

aldeia
Monsanto

A aldeia oferece das paisagens humanas mais interessantes que se podem encontrar em Portugal. O aglomerado vai-se desenvolvendo sobre a encosta do cabeço aproveitando pedregulhos de granito para as paredes das habitações e em alguns casos um único bloco de pedra forma o telhado, razão por que aqui se diz que as casas são “de uma só telha”. De entre o casario destaca-se a Torre de Lucano (séc. XIV) encimada por um galo de prata, troféu atribuído a Monsanto num concurso realizado em 1938 onde foi considerada a aldeia mais portuguesa de Portugal, pela autenticidade da sua cultura.

 

5. Talasnal

Está é, desde há muito, a Aldeia do Xisto da Serra da Lousã que tem dado mais visibilidade e carisma ao conjunto. Pela sua dimensão e disposição, mas também pelos muitos pormenores das recuperações das suas casas. E também pela forma como a aldeia nos seduz pela boca. A fonte e o tanque emitem a melodia que acompanha a nossa visita. As casas decoram-se com os ramos das videiras.

aldeias de xisto
Talasnal

Descobrir esta aldeia representa mergulhar no mundo mágico da Serra da Lousã e embrenhar-se numa vegetação luxuriante por onde espreitam veados, corços, javalis e muitas outras espécies. Aqui reina a Natureza, sensível, que pede respeito. Mas que permite inúmeras possibilidades de lazer e de desportos activos. Aqui sente-se o pulsar da terra e a sua comunhão com os homens quando se avistam ao longe as aldeias. Parecem ter nascido do solo xistoso, naturalmente, como as árvores.

 

6. Aldeia da Pena

A aldeia de Pena fica a 325 Km de Lisboa e a 20 de São Pedro do Sul (Viseu). Para se chegar a Pena, uma aldeia típica de xisto com seis habitantes e 10 casas de habitação, situada num vale profundo da Serra de São Macário, é essencial passar por São Pedro do Sul, pela IP5. Aninhada no fundo do vale, a aldeia confunde-se com a Natureza que a envolve num cenário de sonho. Junto a uma ribeira de água cristalina, à entrada da aldeia, fica a Adega Típica Pena, também ela toda de xisto, de resto, aliás, como toda a povoação. Até o tampo das mesas é de xisto. Os carros não entram na aldeia.

Aldeia da Pena
Aldeia da Pena (São Pedro do Sul)

A aldeia enquadra-se num cenário natural de rara beleza. Estende-se por um viso que vai morrer à ribeira da Pena, a cerca de 600 metros de altitude. As suas águas são cristalinas, embora bastante frias dada a sua proximidade da nascente e do facto de correr sobre terrenos rochosos. Esta ribeira dá muita vida à aldeia, pois é a partir dela que os campos são regados. O seu caudal nunca seca, sendo por isso aproveitado, nos meses mais quentes do ano, pelos habitantes locais e por alguns visitantes, para banhos. Pena será lugar natural para os amantes da Natureza e da Montanha, e uma uma das mais belas aldeias de xisto portuguesas.

 

7. Drave

Entre a Serra da Freita e de São Macário, após um caminho que, vindo de Arouca e passando pelo Portal do Inferno, se adivinha pedestre dado o mau estado das estradas, e no qual se podem avistar imponentes águias a sobrevoar as serras, avista-se numa cova do sopé de ambas as serras uma aldeia de xisto de seu nome Drave, que é também conhecida como a “Aldeia Mágica”. A atmosfera da aldeia atribui-lhe este nome, visto ser uma aldeia desabitada, que mantém no entanto toda a sua integridade como se ainda tivesse habitantes.

locais para visitar na Serra da Freita
Drave

É composta por imensas casas de xisto em tudo semelhantes às históricas aldeias de xisto que abundam nas Beiras, no caso concreto na Beira-Litoral, em harmonia com a bonita Igreja e os tradicionais espigueiros, e com o belo cenário natural que a rodeia. É ainda percorrida por um belo rio que resulta da afluência dos ribeiros de Palhais, Ribeirinho e Ribeiro da Bouça, acima do qual se encontram pequenas pontes a ligar os dois antigos núcleos populacionais da aldeia. O rio culmina numa pequena cascata, no coração da aldeia, na qual é possível tomar um banho refrescante em águas cristalinas. Toda a aldeia é permeada por árvores e pequenas clareiras cobertas de relva, onde crescem árvores de fruto, e perto das quais se encontram mesas de xisto irregulares dignas de estarem presentes num filme de fantasia.

 

8. Cerdeira

Ao entrarmos na Cerdeira, descendo até ao pequeno regato, deparamos com o perfil desalinhado das construções. O tom dominante do xisto sobrepõe-se ao verde das encostas, ao azul do céu ou ao branco das nuvens. Os habitantes desta e de outras aldeias deverão ter frequentado a universidade da serra. Os edifícios foram implantados sobre um morro rochoso, não ocupando as escassas áreas mais planas que dedicaram à agricultura. Uma obra de engenharia rodeou a aldeia com uma escadaria de socalcos que seguram a terra que as chuvas e a erosão levavam encosta abaixo. A implantação e a arquitectura das construções parece que obedeceu a um plano que teve como objectivo maravilhar os visitantes no séc. XXI.

Cerdeira

A Cerdeira é um local mágico. Logo à entrada, uma pequena ponte convida-nos a conhecer um punhado de casas que espreitam por entre a folhagem. Parece que atravessamos um portal para um mundo fantástico. Tudo parece perfeito neste cenário profundamente romântico. O chão de ardósia guia-nos por um caminho até uma fonte no meio de uma frondosa vegetação. Entre encostas declivosas rasgadas por linhas de água que se precipitam lá do cimo, a Cerdeira aninha-se, na mais bucólica envolvente. Esta é uma aldeia que a arte e a criatividade ajudaram a refundar. Aliás, em certos momentos do ano, esta aldeia é animada por encontros temáticos que juntam arte e botânica.

 

9. Rio de Onor

Incluída no perímetro do Parque Natural de Montesinho é, sem dúvida, a mais emblemática aldeia da extremidade nordestina do concelho. Está delimitada pela vizinha Espanha nos flancos norte e nascente, tendo as congéneres Aveleda e Deilão a confrontar de poente e sul. Rio de Onor é um caso emblemático, reforçado pela sua posição fronteiriça, com a homónima espanhola, – Rihonor de Castilla.

Rio de Onor

As populações de ambos os lados vivem essencialmente da agricultura e da pastorícia, onde o sistema comunitário de base ainda se mantém nalguns aspectos do quotidiano da população, sob a forma de posse colectiva de alguns bens,- os campos, os moinhos, os rebanhos -, e pelo modo de administração rural, levada a cabo por dois mordomos, designados pelo conselho, assembleia que reúne representantes de todas as famílias, os vizinhos – actualmente em esquema de rotação cíclica, de modo a que todos possam exercer as funções. Em Rio de Onor as suas gentes utilizam um dialecto muito próprio (o rionorês), com memória e orgulho do seu passado e vaidade nas suas tradições.

 

10. Covas do Monte

Para chegar à aldeia de Covas do Monte, em São Pedro do Sul, é preciso percorrer um caminho sinuoso mas de rara beleza, atravessando a serra da Freita e vislumbrando as de Montemuro e da Gralheira. O passeio vale por si só, mas o melhor está ainda para chegar! Situada na serra de São Macário, Covas do Monte está a 450 metros de altitude, pelo que aqui se respira um ar puríssimo. A paisagem verdejante, com montanhas a toda a volta, a que ninguém fica indiferente, é pontuada por rebanhos, criando um cenário bucólico. Por aqui abaixo corre água fresquíssima, encaminhada para a aldeia e distribuída pelos campos através de um regadio tradicional.

Foto: Rui Pires

Encaixada nos montes, a aldeia fica no sopé da montanha e oferece um passeio único por entre as suas ruas estreitas e sinuosas e o aglomerado de casas, quase todas construídas em xisto e com telhados lousa. Observe a forma como se distribuem e se enquadram, perfeitamente, na paisagem! Animais e pessoas convivem lado a lado, nessa pequena povoação que vive da pastorícia. É que além de cabras e ovelhas, também as vacas saem diariamente para se deliciarem com as pastagens frescas dos montes. Ao fim da tarde, regressam, e cada uma parece conhecer o caminho para casa, num ritual que se repete e a que vale a pena assistir, ou não fosse este um retrato raro do país rural.

 

11. Pia do Urso

A Pia do Urso é um espaço que foi reaproveitado, construindo-se um parque temático e sensorial (adaptado a invisuais), acompanhado de um circuito pedestre. Além da paisagem atractiva e da calma envolvente, o parque é composto por diversas estações interactivas e lúdicas. Assim, constitui um óptimo local para se passar uma tarde, um dia ou mesmo residir por lá durante uns tempos, pois será possível alugar casas antigas que, também, foram reconstruídas.

Pia do Urso (Batalha)

Ao longo do percurso podem observar-se diversas formações geológicas – as chamadas “pias” – onde, antigamente, os ursos bebiam água; daí a origem do nome deste local: Pia do Urso. Aqui foi instalado o Eco-Parque Sensorial da Pia do Urso destinado a invisuais, constituindo um conceito inovador que pretende levar a essas pessoas a possibilidade da apreensão do meio envolvente que os rodeia utilizando, para o efeito, os restantes sentidos, particularmente o tacto e o olfacto.

12. Casal de São Simão

Descubra um Casal de São Simão com uma só rua. Com uma fonte que continuamente entoa a canção da água. Com uma capela que nos conta lenda de santo. Com uma vereda que nos leva à praia, mesmo ali encaixada nas Fragas de São Simão. Nesta aldeia há um novo sentir colectivo feito de pessoas que recuperaram as casas com as suas próprias mãos. São novos aldeões que vieram da cidade e que trouxeram nova vida a estas paragens. Todos os fins-de-semana, e sempre que podem, juntam-se todos nas casa uns dos outros e entreajudam-se nas refeições, nas obras, no convívio. “Que venha quem vier por bem”, parecem dizer-nos. E o apelo é irresistível…

Casal São Simão – Carlos Gomes

Pequena aldeia, de praticamente uma só rua, essencialmente construída em quartzito. Situa-se num dos flancos da crista quartzítica que dá origem às Fragas de São Simão e possui o templo mais antigo do concelho de Figueiró dos Vinhos. A aldeia estende-se ao longo de uma cumeada quase paralela ao curso da Ribeira de Alge. A entrada fica no extremo mais elevado e a povoação termina onde os declives tornaram difícil a continuidade dos arruamentos.

 

5 COMENTÁRIOS

  1. Que belo seria o pais que resta das atrocidades dos autarcas pelo menos desde a década de 80 Apanharam-se com PDM e trucidaram tudo – a ignortância dos “topos de gama” ROUBEM o que quiserem mas não destruam – estejam quietos e calados e contentem-se com o emprego

  2. O que resta do que os autarcas ainda não se atreveram a “desenvolver e requalificar” para LIXAR porque é tudo o que sabem fazer – PREDADORES e inúteis fora o resto

  3. Eu quero conhecer esse país maravilhoso,estamos programando para o início do próximo ano. Porisso gostaria de receber orientações para montar o melhor roteiro. Obrigada

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