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Os melhores locais para passear em Lisboa

Seja em parques ou jardins, num bairro histórico ou à beira Tejo, descubra os melhores locais para passear em Lisboa, a cidade das 7 colinas.

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passear em Lisboa
Jardim das Amoreiras (Jorge Sousa)

Descobrir uma cidade nem sempre tem de ser feito através de excursões organizadas ou de tuk-tuk. Uma das melhores formas de conhecer a capital portuguesas é caminhando pelos seus jardins, parques e bairros históricos. Passear em Lisboa pode ser realmente uma experiência inesquecível.

Seja como turista ou como habitante da cidade, um passeio por Lisboa proporciona-lhe uma nova visão das suas ruas, dos seus becos e dos seus recantos. É uma espécie de turismo sem pressas, onde o mais importante é a contemplação dos pequenos detalhes da cidade.

Seja com a família, os seus amigos, as suas crianças ou o seu animal de estimação, existem muitos e óptimos sítios para passear em Lisboa. Pode optar por passear à beira do Tejo, num jardim ou espaço verde ou até pelas ruelas dos bairros históricos da cidade.

1. Jardins para passear em Lisboa

Haverá algo mais romântico do que passear com a sua cara metade num verdejante jardim? Ou haverá melhor opção para passear com os miúdos do que um espaço verde? Descubra alguns dos melhores jardins para passear em Lisboa.

1.1. Jardim Botto Machado

Jardim Botto Machado
Jardim Botto Machado

Situado no Campo de Santa Clara, junto ao Panteão Nacional e a poucos passos do Mosteiro de São Vicente de Fora, este jardim miradouro oferece uma vista deslumbrante do Tejo.

Plantado em 1862, convive há mais de um século com o mais antigo mercado de Lisboa, a Feira da Ladra. Tem um parque infantil e um quiosque com esplanada por isso é um espaço ideal para toda a família.

1.2. Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian

Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian
Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian

São provavelmente os jardins mais icónicos de Lisboa, projectados pelo arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles. São o local ideal para passear com os miúdos ou para não fazer nada, ou seja, para se estender na relva.

Os Jardins da Gulbenkian são também muito procurados nas pausas de almoço. Há espaços escondidos entre as árvores, lagos, percursos de pedra, tartarugas com fama de morder e pássaros a perder de vista.

1.3. Jardim de Santos

Jardim de Santos
Jardim de Santos

Abandonado durante anos, o Jardim de Santos (oficialmente Jardim Nuno Álvares) reabriu a fazer pandã com a requalificação levada a cabo pela Câmara Municipal de Lisboa na zona envolvente, dotada de ciclovia e passeios bem largos.

Muita relva e novo mobiliário urbano fazem parte do cenário. Ao centro continua a estátua em bronze do jornalista e escritor Ramalho Ortigão (1836-1915), uma obra do escultor açoreano Numídico Bessone inaugurada em 1957. É um belo jardim para se sentar a ler à sombrinha.

1.4. Jardim de Campo Grande

Jardim de Campo Grande
Jardim de Campo Grande

Com uma área superior a 10 hectares, o Jardim do Campo Grande é o maior espaço verde do centro de Lisboa. Passeio público desde o século XVI, foi no século XIX que se deu início à sua plantação e que aqui se chegaram a realizar corridas de cavalos.

Já no século XX, em 1945, o jardim sofreu uma remodelação, pela mão de Keil do Amaral, mas no final do século, início do século XXI, ele era considerado local pouco recomendável. Em 2013, a zona norte do jardim foi alvo de importantes obras que lhe conferiram melhor exposição, iluminação e segurança.

1.5. Jardins da Torre de Belém

património mundial
Torre de Belém

No local deste jardim funcionou até meados do séc. XX a “Fábrica do Gás de Belém“. O reordenamento desta zona com plantação de palmeiras, símbolo das novas terras descobertas pelos navegadores portugueses, verificou-se por altura da “Exposição do Mundo Português” (1940), ficando a Torre de Belém, um dos ex-líbris de Lisboa, valorizada por um amplo espaço fronteiro ajardinado, que permite total visibilidade sobre o monumento.

No jardim encontramos um monumento em homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral, pela 1ª travessia do Oceano Atlântico em hidroplano e monumento em homenagem aos Combatentes Mortos no Ultramar.

1.6. Jardim da Estrela

Jardim da Estrela
Jardim da Estrela

Antigo “Passeio da Estrela”, o Jardim da Estrela começou a ser construído em 1842. Fazendo um inteligente aproveitamento dos acidentes do terreno, tornou-se possível construir uma colina artificial com vista sobre o Tejo e uma gruta subterrânea, ao mesmo tempo que todo o espaço foi percorrido por alamedas sinuosas e embelezado com lagos, uma vistosa cascata, estufas, quiosques e um elegante pavilhão chinês. Para além do coreto, o Jardim da Estrela é embelezado com estátuas e bustos. Muito procurados são o parque infantil, a cafetaria e um quiosque mais recentemente recuperado.

1.7. Jardim das Amoreiras

Jardim das Amoreiras
Jardim das Amoreiras

É um dos jardins mais antigos da capital portuguesa e ocupa uma área de seis mil metros quadrados, sendo delimitado em parte pelo Aqueduto das Águas Livres. Este encontra-se sobre a Mãe d’Água, um local de abastecimento histórico de água à cidade e atual Museu da Água.

Este jardim foi idealizado pelo Marquês de Pombal, que nele plantou a primeira amoreira quando decorria o ano de 1711. A plantação de amoreiras foi feita com o objetivo de estimular a Indústria Portuguesa de Sedas, que se desenvolvia na Fábrica da Seda, situada junto da praça. Atualmente encontra-se instalada na antiga fábrica das sedas a Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva.

1.8. Jardim da Cerca da Graça

Jardim da Cerca da Graça
Jardim da Cerca da Graça

O Jardim da Cerca da Graça surgiu de um projecto recente que une a Mouraria à Graça. Considerado o segundo maior espaço verde de Lisboa, de acesso público da zona histórica, este jardim contempla um relvado central com três miradouros, um parque de merendas, um pomar, um parque infantil e ainda um quiosque com esplanada.

1.9. Campo das Cebolas

Campo das Cebolas
Campo das Cebolas

É um admirável mundo novo que surgiu no Campo das Cebolas. Depois de vários anos com a zona transformada num estaleiro e trânsito entupido, surge um novo espaço verde na cidade, com parque infantil para os mais pequenose uns bancos para descansar as pernas. Quem prefere a relva também se pode deitar e fazer a fotossíntese estendido no verde.

1.10. Estufa Fria

Estufa Fria
Estufa Fria

A estufa fria é um jardim composto por uma estufa sem sistema de aquecimento, daí o nome de Estufa Fria. Este jardim com cerca de 1,5 hectares divide-se em três diferentes áreas: A estufa fria, a estufa quente e a estufa doce.

A estufa fria de Lisboa foi inaugurada em 1933, desenhada pelo arquitecto Raul Carapinha e contém uma nascente de água local. Este é um importante local de preservação de inúmeras espécies botânicas representativas de diferentes habitats. Visite este bonito jardim e deixe-se encantar pela beleza da natureza local.

2. Parques para passear em Lisboa

Nos últimos anos, Lisboa tem vindo a tornar-se cada vez mais verde. Novos parques são construídos e alguns dos mais antigos foram renovados. Passear por Lisboa é também descobrir as suas zonas verdes, muitas vezes algo desconhecidas por alguns dos lisboetas.

2.1. Parque da Quinta das Conchas e dos Lilases

Quinta das Conchas
Quinta das Conchas

Datado do século XVI, é uma das quintas mais antigas que restam em Lisboa. Com 24 hectares, oferece um palco para espetáculos, zona de merendas, caminhos florestais, parque infantil e amplo relvado. É adequado para muitas atividades ao ar livre, atraindo pessoas das mais diversas idades. Distinguido em 2005 com o prémio Valmor, é um equipamento precioso da cidade e de extremo valor para as populações locais.

2.2. Parque Florestal de Monsanto

Parque Florestal do Monsanto
Parque Florestal do Monsanto

Com 900 hectares de mata diversificada, o Parque Florestal de Monsanto é conhecido como o pulmão da cidade de Lisboa. A noroeste da cidade, integra as freguesias de Benfica, São Domingos de Benfica, Campolide, Belém, Ajuda e Alcântara.

É local de eleição na cidade para passeios, para a prática de atividades ao ar livre, piqueniques ou apenas para a contemplação da natureza. O Centro de Interpretação de Monsanto é a porta de entrada para quem deseja conhecer o parque de forma mais aprofundada.

2.3. Tapada das Necessidades

Tapada das Necessidades
Tapada das Necessidades

O espaço verde com cerca de 10 hectares de área tem uma longa história que remonta a 1742, quando D. João V ali mandou construir um convento e palácio para sua residência. Redesenhado e melhorado pelos monarcas sucessores, conserva uma interessante estufa circular, três lagos rodeados por vegetação exótica e vários elementos de estatuária.

2.4. Parque Botânico do Monteiro-Mor

Parque botânico do Monteiro-Mor
Parque botânico do Monteiro-Mor

O Parque Botânico do Monteiro-Mor, a envolver o Museu Nacional do Traje e o Museu Nacional do Teatro e da Dança, é um verdadeiro oásis nesta zona da cidade, o Lumiar. Com cerca de 11 hectares murados, o parque surpreende pela imensidão e pelo silêncio, onde se destacam os sons da garça e da águia-real, a beleza das Araucarias, dos Dragoeiros, dos Roseirais, para não falar dos lagos, da cascata ou das esculturas.

2.5. Mata de Alvalade

Mata de Alvalade
Mata de Alvalade

O Parque José Gomes Ferreira ou Mata de Alvalade é um local ideal para todas as idades. Situado no bairro de Alvalade, o parque tem um circuito de manutenção, com Bootcamp a um preço simbólico e é propício a várias actividades desportivas: corrida, bicicleta ou, simplesmente, caminhar calmamente em contacto com a natureza.

2.6. Mata de Benfica

Mata de Benfica
Mata de Benfica

Situado na freguesia de Benfica, o Parque Silva Porto é uma área arborizada, plantada em 1880 por ordem de João Carlos Ulrich com o objectivo de embelezar o seu Palácio da Feiteira. Tem um quiosque simpático com esplanada, um pequeno lago com patos, gansos, onde não faltam os vaidosos pavões.

Nota-se uma preocupação com os animais: perto do pequeno parque de merendas, situa-se um terreno para os cães poderem correr à vontade e fazer exercício. Os gatos de rua foram esterilizados e encontraram também um lugar para ficar.

2.7. Parque do Calhau

Parque do Calhau
Parque do Calhau

Situado na freguesia de São Domingos de Benfica, o Parque do Calhau é uma das portas de entrada da vasta serra de Monsanto, os pulmões da cidade. Este espaço convida à corrida ou caminhada. Sombras não faltam para estender a toalha e, simplesmente, desfrutar.

Há também mesas e assentos para quem tem receio de sujar a roupa e amplo espaço relvado para aderir a jogos e brincadeiras. O mais incrível é que nos esquece que estamos, de facto, tão perto da azáfama e do barulho citadino. Definitivamente, um dos melhores sítios para passear em Lisboa.

2.8. Parque Eduardo VII

Parque Eduardo VII
Parque Eduardo VII

Deve o nome ao Rei de Inglaterra que o visitou, em 1903. Localizado no prolongamento visual da Avenida da Liberdade, é um dos mais extensos parques da cidade, com uma excelente vista panorâmica. Acolhe na Primavera a Feira do Livro de Lisboa.

3. Bairros para passear em Lisboa

Onde passear em Lisboa? Talvez prefira aliar o seu passeio a um pouco de tradição e cultura em vez de se limitar a desfrutar de espaços verdes (o que também é muito bom). Se a sua ideia de passeio inclui também descobrir os recantos mais pitorescos e genuínos da cidade, então talvez prefira optar por um bairro histórico.

3.1. Mouraria

Mouraria
Mouraria

Uma zona muito fechada em si mesma e onde toda a gente se conhece, um verdadeiro bairro típico nesta colina do castelo com estreitas ruas e vielas. Por esta razão tinha sido um bairro esquecido até há cerca de dois anos, altura em que se iniciou um movimento de recuperação e requalificação da zona. A Mouraria é agora uma zona bonita dadas as obras de recuperação nas principais ruas, e um dos bairros lisboetas que está mais na moda.

3.2. Bairro Alto

Rua da Bica
Rua da Bica

Um dos bairros mais típicos e pitorescos de Lisboa, com ruas estreitas e íngremes, ladeadas por edifícios antigos e muitos recuperados, dada a crescente procura para casas de habitação. O Bairro, como também é conhecido, é uma das zonas mais procuradas na noite lisboeta por várias gerações que aqui encontram os bares e tasquinhas, tal como as típicas casas de fado.

3.3. Alfama

Alfama
Alfama

É um dos bairros mais genuínos e um dos melhores para passear em Lisboa, a sua arquitectura apresenta características peculiares de prédios antigos e coloridos que lhe conferem um carácter de alegria, tranquilidade e uma personalidade tipicamente lisboeta. Passear pelo bairro de Alfama é um convite para perder-se entre ruelas extremamente encantadoras. Fácil de se perder, mais fácil ainda de se encontrar!

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