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Os 9 melhores locais para ver azulejos em Lisboa e arredores

São cada vez mais apreciados e marcam presença nos melhores roteiros turísticos. Descubra os melhores locais para ver azulejos em Lisboa e arredores.

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Palácio Fronteira

 

Enquanto no resto da Europa pintava-se em tela, muitos artistas em Portugal pintavam em azulejos. A rica cultura iconográfica da azulejaria portuguesa anda a par da grande pintura em tela, sendo os temas semelhantes (na sua maioria temas sagrados), mas também revelando influências das artes chinesa e indiana e da pintura flamenga. A arte do azulejo teve origem na Pérsia e espalhou-se pelo mundo árabe e Península Ibérica, mas foi em Portugal que realmente evoluiu.

A azulejaria é a arte nacional, e em nenhuma outra parte do mundo alcançou uma qualidade tão excepcional e uma maior variedade de aplicações. Com padrões geométricos ou imagens históricas, os azulejos decoram a maioria das ruas do país, desde as casas mais humildes aos palacetes.

Em Lisboa é possível admirar uma grande variedade de painéis nas ruas, sobretudo em Alfama, onde muitos param para observar uma variedade de estilos, desde o barroco à arte nova, em fachadas dos séculos XVIII e XIX. Os azulejos também decoram a maioria das estações do Metro de Lisboa, que são verdadeiras galerias de azulejos contemporâneos. Alguns dos melhores exemplos encontram-se na Estação do Oriente, que inclui obras de artistas nacionais e estrangeiros.

 

1. Museu do Azulejo

Instalado num magnífico edifício do século XVI, este museu revela a produção e a arte do azulejo desde o século XV à actualidade. A preciosa colecção inclui várias obras primas portuguesas e estrangeiras, fazendo do museu uma instituição de referência nacional e internacional. A exposição permanente ilustra a longa história da azulejaria e as influências de várias culturas, desde a árabe à italo-flamenga, espanhola, holandesa e oriental.

Museu do Azulejo

A obra mais emblemática é uma composição de 1300 azulejos com 36 metros de comprimento, ilustrando Lisboa antes do terramoto de 1755. Também se destaca o colorido retábulo “Nossa Senhora da Vida”, de 1580, que representa o nascimento de Cristo, “A Lição de Dança” do holandês Willelm van der Kloet, de 1707, o “Retrato de Senhora” do início do século XIX, e ainda “O Casamento da Galinha,” obra enigmática de 1665.

 

2. Palácio Fronteira

Este palácio ainda é habitado pelos descendentes dos marqueses que o inauguraram em 1675. As visitas ao interior são por isso guiadas, mas também é possível visitar apenas o magnífico jardim. Passa-se pela biblioteca, pela capela e por salas cobertas de azulejos históricos portugueses e holandeses, incluindo painéis que reconstituem a Guerra da Restauração.

Palácio Fronteira
Jardim do Palácio dos Marqueses de Fronteira

A maior parte do conjunto notabilíssimo de azulejos do Palácio Fronteira foi colocada entre 1660 e 1670, estendendo-se pelo interior e pelo impressionante jardim. É uma das obras mais extraordinárias em azulejo do mundo, misturando obras portuguesas e holandesas junto a várias esculturas decorativas.

 

3. Mosteiro de São Vicente de Fora

Este monumento maneirista é uma das mais belas atracções lisboetas, não só pelo magnífico interior, que tem o maior conjunto de azulejos barrocos do mundo (cerca de 100.000), como também pela vista panorâmica no terraço junto às torres. Foi fundado em 1147 e reconstruído em 1582 fora das muralhas da cidade, e daí o “de Fora” no nome.

Mosteiro de São Vicente de Fora
Mosteiro de São Vicente de Fora

O Mosteiro de São Vicente de Fora possui o mais vasto conjunto de azulejos barrocos do mundo, incluindo uma curiosa série de 38 painéis que ilustram as fábulas de La Fontaine. Destaca-se ainda o painel representando D. Afonso Henriques na conquista de Lisboa.

 

4. Fábrica Sant’Anna

É uma das principais fábricas do país e pode ser visitada, permitindo observar os artesãos no processo da pintura manual. Tem também uma loja onde apresenta as suas (re)produções, que são exportadas para todo o mundo.

Fábrica Sant'Anna
Fábrica Sant’Anna

A produzir belos azulejos artesanais desde 1741, a Fábrica Santanna oferece peças originais na sua loja do Chiado e na fábrica em Belém, onde é também possível observar o processo da pintura manual. Também se fazem reproduções de peças dos séculos XVII e XVIII, que podem ser enviadas além-fronteiras.

 

5. Fábrica Viúva Lamego

A fábrica Viúva Lamego tem sido responsável por inúmeras obras de azulejos espalhadas por Lisboa e pelo país. O edifício no Largo do Intendente, onde se encontra a loja, é um dos mais curiosos da cidade, com uma fachada completamente coberta de azulejos coloridos.

Fábrica Viúva Lamego
Fábrica Viúva Lamego

Fundada neste espaço em 1849, a fábrica de azulejos e cerâmicas Viúva Lamego encontra-se agora em Sintra, mas mantém aqui a loja com a sua fachada emblemática. As peças pintadas à mão têm decorado espaços como estações do metro de Lisboa ou a Casa da Músico no Porto, e são exportadas para o mundo inteiro. As que se apresentam nesta loja reproduzem motivos dos séculos XVI ao XVIII.

 

6. Convento dos Cardaes

Este é considerado um dos conventos barrocos mais originais do século XVII, misturando a talha dourada, pintura, azulejos e mármore. Começou a ser construído em 1677 e ficou concluído em 1703, com uma rica decoração joanina e rococó no interior contrastando com o exterior sóbrio.

Convento dos Cardaes
Convento dos Cardaes

O Conventos dos Cardaes apresenta um conjunto importante de onze painéis figurativos de azulejos azuis e brancos de 1692. São da autoria do holandês Jan van Oort (que tinha uma das principais fábricas de azulejos em Amesterdão) e narram a história de Santa Teresa de Ávila, que era venerada neste convento. Outras obras (de produção nacional) encontram-se numa visita guiada pelo edifício.

 

7. Palácio Nacional de Sintra

As origens deste palácio medieval, situado no centro da vila de Sintra e também conhecido por Palácio da Vila, remontam ao século IX, quando os mouros construíram um palácio no local. É um dos poucos palácios medievais do mundo que chegou até aos nossos dias praticamente intacto, começando por ser residência oficial de D. João I (pai do Infante D. Henrique) no século XIV.

Palácio Nacional de Sintra
Palácio Nacional de Sintra

Este é um dos poucos palácios reais medievais do mundo que ainda sobrevivem, e possui a maior colecção de azulejos hispano-mouriscos (com origem em Sevilha) da Europa. Na Sala dos Brasões também se encontra uma importante colecção de azulejos barrocos, da autoria de um dos mais destacáveis pintores do século XVIII, conhecido por Mestre P.M.P..

 

8. Palácio Pimenta

O Palácio Pimenta, casa nobre de meados do século XVIII, faz agora parte do Museu de Lisboa, e apresenta elementos decorativos da época, incluindo azulejos azuis e brancos. Muitos são originais do edifício, outros pertencem à colecção do museu, sendo a maioria dos períodos barroco e rococó. Destaca-se a antiga cozinha com figuras de pesca e de caça, com uma africana a amanhar peixe. Noutras salas e na escadaria nobre encontram-se azulejos policromos e uns curiosos painéis de chinoiserie.

Palácio Pimenta
Palácio Pimenta

Construído por Dom João V para uma freira, sua amante, mantém uma colecção de achados arqueológicos, escultura e pintura, uma curiosa maquete de Lisboa mostrando como era a cidade antes do terramoto de 1755, e ainda uma colecção importante de azulejos. Uma visita deve incluir um passeio pelos jardins, onde se encontram pavões entre fauna e flora em cerâmica, criada pelo escultor Rafael Bordalo Pinheiro.

 

9. Palácio Nacional de Queluz

Queluz, que se situa entre Lisboa e Sintra, seria um subúrbio como outro qualquer se não tivesse uma grande atracão que é um dos mais belos monumentos de Portugal. Trata-se de um palácio rococó, inspirado no de Versailles, construído em 1747 com jardins formais. Foi a residência oficial da família real nos finais do século XVIII, e é ainda hoje usado em visitas de chefes de estado, assim como para galas e concertos, graças à excelente acústica da Sala da Música.

Palácio Nacional de Queluz
Palácio Nacional de Queluz

Este palácio é mais conhecido pelos seus belos jardins e pela arquitectura rococó, mas também possui uma obra notável em azulejos. Trata-se do Canal dos Azulejos de 1756, com paredes decoradas com painéis azuis e brancos.  No interior do palácio, o Corredor das Mangas é uma sala revestida a azulejos policromáticos neoclássicos, representando as estações do ano, os continentes e cenas da mitologia clássica.

Fonte: LisbonLux

 

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