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Os 7 maiores assassinos em série da História de Portugal

Loucos, fanáticos, doentes mentais. Uns já morreram, outros foram capturados e outros continuam por descobrir. Os 7 maiores assassinos em série de Portugal.

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Normalmente, quando se fala em assassinos em série, estamos mais habituados a pensar que isso é algo apenas se vê nos filmes de Hollywood ou, quanto muito, nos Estados Unidos, onde a venda de armas de fogo é livre a qualquer cidadão. Quando se fala em Portugal, o tão apregoado e afamado “país de brandos costumes”, raramente alguém conhece algum caso de assassinatos em série, antigos ou recentes. Mas o certo é que, apesar de menos conhecidos, eles existem. Cometeram crimes macabros e só foram descobertos quando o número de vítimas era elevador e assustador. Conheça os 7 maiores assassinos em série da História de Portugal.

 

1. FRANCISCO LEITÃO: O REI GHOB (Torres Vedras)

Torres Vedras
Torres Vedras

Durante semanas, Portugal inteiro andou fascinado com os desvarios e maluquices deste homicida esotérico que possuía no Youtube vídeos onde mostrava seus poderes paranormais (com recurso a vídeos toscamente alterados) enquanto tecia considerações sobre o fim do mundo. As pessoas achavam piada àquele homem “excêntrico” que vivia numa casa meio acastelada e que mantinha umas amizades estranhas com alguns jovens da zona.

Mais tarde, alguns destes jovens acabaram por desaparecer, transformando esta história banal num caso de polícia. Claramente o Rei Ghob é uma personagem perdida num mundo que não é o nosso. Ou talvez ele seja o produto de um mundo que também é nosso. Muito já se disse sobre este homem… de “mente brilhante” à “retardado”. Os corpos ainda não foram encontrados. O processo já vai em 20 volumes e 30 testemunhas. “Retardado”? Muito improvável. Segundo a polícia, o Rei Ghob não é considerado um assassino em série. Detalhes… detalhes…

 

2. O CABO DA GNR ANTÓNIO COSTA (Santa Comba Dão)

Santa Comba Dão
Santa Comba Dão

Já o Cabo da GNR António Costa é um caso diferente. Entre 2005 e 2006, violou e matou três raparigas. No entanto, estamos diante daquele perfil clássico do homem de bem, simpático, bondoso, educado, casado, religioso e honesto – sobre o qual jamais recairiam quaisquer suspeitas.

E mais: tal como em inúmeros outros casos, o ex-cabo vivia muito próximo das vítimas e até era conhecido das mesmas. Porém, por detrás deste homem magro, baixo e religioso (com fotos do Papa João Paulo II espalhadas pela casa) residia uma outra figura capaz de crimes violentos provocados por impulsos horríveis. Sua esposa era cozinheira numa escola e um dos seus dois filhos também pertencia à GNR. Este homem era alguém acima de qualquer suspeita. Foi condenado a 25 anos de prisão.

 

3. O ESTRIPADOR DE LISBOA (Lisboa)

Liboa
Lisboa

Este homicida esteve activo entre 1992 e 1993, tendo assassinado três mulheres. Mas ao contrário dos anteriores, nunca foi apanhado, tendo simplesmente desaparecido. As três vítimas, prostitutas, foram estranguladas e cortadas – tendo alguns dos seus órgãos sido removidos.

Mais tarde, a polícia viria a sugerir uma ligação deste assassino à duas outras mulheres mortas em 1990. O “Estripador de Lisboa” foi comparado ao célebre Jack the Ripper e algumas polícias chegaram também a compará-lo a outros homicídios envolvendo mulheres ocorridos noutros países. O que terá impedido este assassino de continuar? Estará vivo? Estará morto? Os crimes já prescreveram.

 

4. DIOGO ALVES (Lisboa)

Aqueduto das Águas Livres, onde o assassino cometia a maioria dos seus crimes
Aqueduto das Águas Livres, onde o assassino cometia a maioria dos seus crimes

Diogo Alves dispensa apresentações. Assaltava pessoas que passavam pelo Aqueduto das Águas Livres. Depois atirava-as lá de cima. As vítimas foram – dizem – às dezenas. Foi executado em 1841.

A sua cabeça encontra-se conservada em formol numa jarra de vidro na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Curiosamente, um dos primeiros filmes de ficção feitos em Portugal chama-se “Os Crimes de Diogo Alves” que data de 1911.

 

5. ZÉ BORREGO (Lisboa)

Lisboa
Lisboa

Este assassino em série foi impelido por Nossa Senhora a vir para Lisboa com o objectivo de acabar com o pecado – leia-se: homossexuais. Estava-se em 1960. Zé Borrego faz ao todo cinco vítimas. Sempre com o mesmo método: seduzia um homem, levava-o para uma pensão onde estrangulava a vítima, esquartejava-a e depois lançava tudo para o rio.

Na prisão faz amizade com um guarda que pediu-lhe que não voltasse a matar. Zé Borrego já há algum tempo lhe havia dito que faltava matar apenas duas pessoas (dois guardas que o tinham espancado). Ao aceitar o pedido do amigo, e sendo um homem de palavra, suicidou-se em sua cela.

 

6. VÍTOR JORGE (Pombal)

Pombal
Pombal

O massacre da Praia de Osso da Baleia teve lugar em 1 de Março de 1987. Vítor Jorge matou cinco jovens (a quem tinha dado boleia) a tiro e à pancada. Depois foi para casa e matou a esposa e a filha mais velha de ambos.

O crime chocou o país e o réu pediu para ser internado para o resto da sua vida. Tinha medo de voltar a matar. Foi condenado a 20 anos. Cumpriu 14. Foi libertado em 2001 e ao que parece, hoje vive em França. Ainda no dia do massacre, decidiu poupar a vida aos filhos mais novos.

 

7. LUÍSA DE JESUS (Coimbra)

cidades mais antigas de Portugal
Sé Velha de Coimbra

O primeiro serial killer português terá sido uma mulher – Luísa de Jesus. Nasceu em Coimbra no ano de 1750, tendo sido morta por enforcamento no dia 1 de Julho de 1772.

Terá sido a última mulher a ser executada em Portugal, tinha então 22 anos e depois de ter sido acusada e condenada por ter assassinado 33 bebés, que haviam sido abandonados pelos pais e que ela ia buscar a instituições de caridade, que à data se chamavam a ‘Roda dos Enjeitados’.

O móbil do crime era a vontade de se apoderar do enxoval dessas crianças e receber os 600 réis que eram dados pelo Estado a qualquer pessoa que fosse buscar uma criança para cuidar dela. Já naquele tempo, século XVIII, a esperteza humana levava a que Luísa de Jesus utilizasse na maioria das vezes em que ia buscar os bebés nomes falsos, por forma a não ser identificada.

Reza a história que confessou às autoridades 28 homicídios, apesar de lhe serem imputados 33 desses crimes. Numa busca à sua casa foram encontrados os restos mortais de 33 cadáveres, uns decepados, outros esquartejados. Antes de ser garrotada e queimada em execução pública foram-lhe cortadas as mãos, um facto inédito para as execuções de mulheres.

 

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