Início História Os 7 maiores assassinos em série da História de Portugal

Os 7 maiores assassinos em série da História de Portugal

Loucos, fanáticos, doentes mentais. Uns já morreram, outros foram capturados e outros continuam por descobrir. Os 7 maiores assassinos em série de Portugal.

46582
0
COMPARTILHE

Os 7 maiores assassinos em série da História de Portugal

Normalmente, quando se fala em assassinos em série, estamos mais habituados a pensar que isso é algo apenas se vê nos filmes de Hollywood ou, quanto muito, nos Estados Unidos, onde a venda de armas de fogo é livre a qualquer cidadão. Quando se fala em Portugal, o tão apregoado e afamado “país de brandos costumes”, raramente alguém conhece algum caso de assassinatos em série, antigos ou recentes. Mas o certo é que, apesar de menos conhecidos, eles existem. Cometeram crimes macabros e só foram descobertos quando o número de vítimas era elevador e assustador. Conheça os 7 maiores assassinos em série da História de Portugal.

 

1. FRANCISCO LEITÃO: O REI GHOB (Torres Vedras)

Torres Vedras
Torres Vedras

Durante semanas, Portugal inteiro andou fascinado com os desvarios e maluquices deste homicida esotérico que possuía no Youtube vídeos onde mostrava seus poderes paranormais (com recurso a vídeos toscamente alterados) enquanto tecia considerações sobre o fim do mundo. As pessoas achavam piada àquele homem “excêntrico” que vivia numa casa meio acastelada e que mantinha umas amizades estranhas com alguns jovens da zona.

Mais tarde, alguns destes jovens acabaram por desaparecer, transformando esta história banal num caso de polícia. Claramente o Rei Ghob é uma personagem perdida num mundo que não é o nosso. Ou talvez ele seja o produto de um mundo que também é nosso. Muito já se disse sobre este homem… de “mente brilhante” à “retardado”. Os corpos ainda não foram encontrados. O processo já vai em 20 volumes e 30 testemunhas. “Retardado”? Muito improvável. Segundo a polícia, o Rei Ghob não é considerado um assassino em série. Detalhes… detalhes…

 

2. O CABO DA GNR ANTÓNIO COSTA (Santa Comba Dão)

Santa Comba Dão
Santa Comba Dão

Já o Cabo da GNR António Costa é um caso diferente. Entre 2005 e 2006, violou e matou três raparigas. No entanto, estamos diante daquele perfil clássico do homem de bem, simpático, bondoso, educado, casado, religioso e honesto – sobre o qual jamais recairiam quaisquer suspeitas.

E mais: tal como em inúmeros outros casos, o ex-cabo vivia muito próximo das vítimas e até era conhecido das mesmas. Porém, por detrás deste homem magro, baixo e religioso (com fotos do Papa João Paulo II espalhadas pela casa) residia uma outra figura capaz de crimes violentos provocados por impulsos horríveis. Sua esposa era cozinheira numa escola e um dos seus dois filhos também pertencia à GNR. Este homem era alguém acima de qualquer suspeita. Foi condenado a 25 anos de prisão.

 

3. O ESTRIPADOR DE LISBOA (Lisboa)

Liboa
Lisboa

Este homicida esteve activo entre 1992 e 1993, tendo assassinado três mulheres. Mas ao contrário dos anteriores, nunca foi apanhado, tendo simplesmente desaparecido. As três vítimas, prostitutas, foram estranguladas e cortadas – tendo alguns dos seus órgãos sido removidos.

Mais tarde, a polícia viria a sugerir uma ligação deste assassino à duas outras mulheres mortas em 1990. O “Estripador de Lisboa” foi comparado ao célebre Jack the Ripper e algumas polícias chegaram também a compará-lo a outros homicídios envolvendo mulheres ocorridos noutros países. O que terá impedido este assassino de continuar? Estará vivo? Estará morto? Os crimes já prescreveram.

 

4. DIOGO ALVES (Lisboa)

Aqueduto das Águas Livres, onde o assassino cometia a maioria dos seus crimes
Aqueduto das Águas Livres, onde o assassino cometia a maioria dos seus crimes

Diogo Alves dispensa apresentações. Assaltava pessoas que passavam pelo Aqueduto das Águas Livres. Depois atirava-as lá de cima. As vítimas foram – dizem – às dezenas. Foi executado em 1841.

A sua cabeça encontra-se conservada em formol numa jarra de vidro na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Curiosamente, um dos primeiros filmes de ficção feitos em Portugal chama-se “Os Crimes de Diogo Alves” que data de 1911.

 

5. ZÉ BORREGO (Lisboa)

Lisboa
Lisboa

Este assassino em série foi impelido por Nossa Senhora a vir para Lisboa com o objectivo de acabar com o pecado – leia-se: homossexuais. Estava-se em 1960. Zé Borrego faz ao todo cinco vítimas. Sempre com o mesmo método: seduzia um homem, levava-o para uma pensão onde estrangulava a vítima, esquartejava-a e depois lançava tudo para o rio.

Na prisão faz amizade com um guarda que pediu-lhe que não voltasse a matar. Zé Borrego já há algum tempo lhe havia dito que faltava matar apenas duas pessoas (dois guardas que o tinham espancado). Ao aceitar o pedido do amigo, e sendo um homem de palavra, suicidou-se em sua cela.

6. VÍTOR JORGE (Pombal)

Pombal
Pombal

O massacre da Praia de Osso da Baleia teve lugar em 1 de Março de 1987. Vítor Jorge matou cinco jovens (a quem tinha dado boleia) a tiro e à pancada. Depois foi para casa e matou a esposa e a filha mais velha de ambos.

O crime chocou o país e o réu pediu para ser internado para o resto da sua vida. Tinha medo de voltar a matar. Foi condenado a 20 anos. Cumpriu 14. Foi libertado em 2001 e ao que parece, hoje vive em França. Ainda no dia do massacre, decidiu poupar a vida aos filhos mais novos.

 

7. LUÍSA DE JESUS (Coimbra)

cidades mais antigas de Portugal
Sé Velha de Coimbra

O primeiro serial killer português terá sido uma mulher – Luísa de Jesus. Nasceu em Coimbra no ano de 1750, tendo sido morta por enforcamento no dia 1 de Julho de 1772.

Terá sido a última mulher a ser executada em Portugal, tinha então 22 anos e depois de ter sido acusada e condenada por ter assassinado 33 bebés, que haviam sido abandonados pelos pais e que ela ia buscar a instituições de caridade, que à data se chamavam a ‘Roda dos Enjeitados’.

O móbil do crime era a vontade de se apoderar do enxoval dessas crianças e receber os 600 réis que eram dados pelo Estado a qualquer pessoa que fosse buscar uma criança para cuidar dela. Já naquele tempo, século XVIII, a esperteza humana levava a que Luísa de Jesus utilizasse na maioria das vezes em que ia buscar os bebés nomes falsos, por forma a não ser identificada.

Reza a história que confessou às autoridades 28 homicídios, apesar de lhe serem imputados 33 desses crimes. Numa busca à sua casa foram encontrados os restos mortais de 33 cadáveres, uns decepados, outros esquartejados. Antes de ser garrotada e queimada em execução pública foram-lhe cortadas as mãos, um facto inédito para as execuções de mulheres.

Mais artigos

As 10 cidades mais bonitas de Portugal

As 10 cidades mais bonitas de Portugal É sempre um enorme desafio elaborar uma lista deste género, ainda por cima quando se opta por deixar...

Mais recentes

REDES SOCIAIS

163,444FãsCurtir
269SeguidoresSeguir
720SeguidoresSeguir

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here