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Os 30 melhores locais para visitar no centro de Portugal

Tão depressa está na praia como na montanha, tão rápido está a ver um monumento como uma aldeia de xisto. Estes são os melhores locais para visitar no Centro de Portugal.

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Sortelha

O Centro de Portugal é um país dentro de outro país. Aqui, a variedade de paisagens, de aldeias, vilas e cidades é imensa. Tão depressa está a desfrutar de uns banhos de sol na praia como pode estar a subir a Serra da Estrela, tão depressa pode ver um fabuloso e imponente monumento como pode apreciar a essência de uma pequena aldeia de xisto perdida nas montanhas da serra da Lousã. O Centro de Portugal tem isto tudo: monumentos, praias, aldeias de xisto, aldeias históricas, montanhas, rios… Escolher o seu destino depende apenas dos seus gostos e interesses e do tipo de emoções que quer experimentar e sentir nesta fabulosa região de Portugal.

Além de tudo isto, não podemos esquecer também a riquíssima gastronomia ou os doces conventuais. Desde o famoso leitão à Bairrada aos ovos moles de Aveiro, não faltam no Centro de Portugal motivos para cair na tentação e no pecado da gula. Viaje connosco e descubra os melhores locais para visitar no Centro de Portugal.

 

1. Coimbra

Coimbra, cidade sede de concelho e distrito, e principal cidade do Centro de Portugal, é uma das mais históricas localidades do País, dona de um património riquíssima, banhada pelo notável rio Mondego. A presença humana nesta região abençoada pela natureza, com a mais valia de um Mondego navegável, vem de tempos remotos, tendo sido ocupada pelos Celtas, e culturalmente transformada pelos Romanos. Visigodos, entre 586 e 640 deixaram igualmente a sua marca, passando para o domínio Muçulmano em 711. A reconquista definitiva dá-se em 1064, pelas tropas de Fernando Magno, e já em 1139, o Rei D. Afonso Henriques faz de Coimbra a capital do Reino, estatuto que conserva até 1260.

Coimbra
Coimbra

Coimbra foi, também, um importante entreposto comercial, sendo que a maioria das trocas comerciais se processava pelo rio Mondego, que permitia uma ligação privilegiada ao porto de mar da Figueira da Foz. A Universidade de Coimbra foi outro dos grandes marcos culturais e de desenvolvimento da cidade, tendo existindo entre 1309 e 1336, depois entre 1354 a 1377, passando nos intermédios para Lisboa. Em 1537, D. João III instalou definitivamente os Estudos Gerais (universidade) em Coimbra. Com uma história tão rica, denotando a importância desta cidade a nível nacional, Coimbra é dona de um esplêndido Património, que importa conhecer, cunhando a própria nacionalidade e consciência Portuguesa.

 

2. Aveiro

A cidade de Aveiro é capital de Distrito, situa-se na região centro, tem cerca de 60 mil habitantes, é também sede de município, com uma área de 199 quilómetros quadrados e 73 626 habitantes, distribuídos por 14 freguesias. A elevação de Aveiro a cidade, verifica-se em 1759, no reinado de D. José I. Aveiro, devido à situação geográfica, junto à Ria de Aveiro, com exploração das salinas, a pesca e o comércio marítimo, fixou a população nesta zona e já existia antes da formação da nacionalidade, vindo a ser elevada a vila, no século XIII, mas o primeiro foral atribuído à vila, data de 1515, no reinado de D. Manuel.

Aveiro
Aveiro

As condições privilegiadas desta população foram interrompidas no final do séc. XVI, quando se fechou o canal que liga a ria ao mar, impedindo a utilização do porto e provocando a estagnação das águas. Situação, que durou praticamente dois séculos e afastou uma grande parte da população para outras zonas, uma vez que, desde as condições ambientais, com riscos para a saúde, à economia da região, foram muito afectadas. No início do século XIX, obras, orientadas pelo Engenheiro francês, Reinaldo Oudinot e pelo engenheiro português, Luís Gomes de Carvalho, resolvem, em dois meses, o problema. Uma característica de Aveiro, era o barco Moliceiro, uma embarcação destinada à recolha e transporte do moliço, que cresce no leito da Ria de Aveiro, actualmente estes barcos fazendo visitas guiadas para turistas.

 

3. Peniche

Cidade costeira Portuguesa, sede de concelho, situada na região centro oeste do País, numa península com cerca de 10 km de perímetro, constituindo o seu extremo ocidental o Cabo Carvoeiro. Com vários quilómetros de costa marítima variada onde se podem encontrar uma grande variedade de praias de finas areias e águas límpidas, Peniche tem na indústria pesqueira e no seu importante porto a sua essência de cidade piscatória, que hoje partilha sabiamente com a crescente indústria turística.

Forte de São João Baptista
Forte de São João Baptista

Perto de Peniche encontra-se o arquipélago das Berlengas, composto por três grupos de ilhéus, todos com uma natureza geológica bem diferenciada da costa da península Ibérica, são eles a Berlenga Grande e Cerro da Velha, as Estelas e os Farrilhões. Neste arquipélago nidificam numerosas aves marinhas sobre os imponentes penhascos de granito vermelho, possuindo igualmente submersos formosos recifes e grutas marinhas em estado natural. Na Ilha da Berlenga situa-se o Forte de São João Baptista, construído em 1656, para impedir a ocupação desta ilha por potências inimigas.

 

4. Nazaré

Típica vila de pescadores, sede de um pequeno município, com casario branco espalhado sobre encostas íngremes, e rodeada de enormes penhascos, a Nazaré é um dos preferidos destinos turísticos do País, que tem conseguido manter muitas das suas tradições. Nos dias de hoje é ainda possível passear pelas ruas da Nazaré, e nomeadamente no seu aprazível paredão junto à praia, e encontrar locais albergando os típicos trajes desta vila, os pescadores vestidos com camisas de xadrez e calças pretas, e as suas mulheres com sete saiotes, muitas vezes executando as típicas tarefas piscatórias da região: a remendar as redes de pesca ou a secar o peixe sobre o areal.

Praia da Nazaré
Praia da Nazaré

No topo da Vila situa-se o Sítio, com melhor miradouro da Vila, o Miradouro do Sunerco com acesso por estrada ou pelo conhecido Elevador que executa uma agradável viagem de cerca de 110 metros. O Sítio é uma localidade muito visitada por peregrinos, com a Igreja da Nossa Senhora da Nazaré, o Hospital, o Terreiro da Romaria e o Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso e o o Forte de S. Miguel Arcanjo, do século XVII, onde está instalado o farol. O Elevador leva a um dos locais mais emblemáticos da Nazaré: a Ermida da Memória, rezando a lenda que foi aqui que Nossa Senhora, ao ser invocada pelo alcaide D. Fuas Roupinho, o salvou de se despenhar da alta falésia, ao perseguir, a cavalo, um veado, corria o ano de 1182.

 

5. Viseu

Cidade sede de concelho e de Distrito, Viseu está localizada num sistema montanhoso constituído a norte pelas Serras de Leomil, Montemuro e Lapa, a noroeste a Serra do Arado, a sul e sudoeste as Serras da Estrela e da Lousã, e a oeste pela Serra do Caramulo, sendo mesmo apelidada de “Cidade do Verde Pinho”. Cidade histórica, os vestígios de ocupação humana são bem remotos, existindo importantes vestígios já desde a civilização castreja, e tendo sido uma importante localização nos tempos da ocupação romana da Península.

Viseu
Viseu

Viseu está associada à figura de Viriato, pensando-se mesmo que este guerreiro terá nascido em Viseu. Viriato foi um bravo líder da tribo lusitana que combateu os romanos aquando a sua presença em território português, tendo falecido no ano de 139 a.C.. Com uma história extremamente rica, Viseu possui igualmente um importante Património aos mais variados níveis. O seu exemplo maior é a Sé de Viseu, no seu estilo gótico, foi erguida entre os séculos XIII-XIV, aqui está instalado o Museu de Arte Sacra, estando classificada como Monumento Nacional. O Largo da Sé é uma das artérias do centro histórico desta bonita cidade, abrindo caminho a um agradável passeio pelas sinuosas ruelas que escondem riquezas a cada esquina.

 

6. Almeida

Classificada como Aldeia histórica, Almeida é uma vila fortificada que vista do ar parece uma estrela de 12 pontas, tantas quantos os baluartes e revelins que rodeiam um espaço com um perímetro de 2500 metros. Esta notável praça-forte foi edificada nos sécs. XVII-XVIII, em redor de um castelo medieval, num local importantíssimo como ponto de defesa estratégico da região, uma vez que se situa num planalto a cerca de 12 kms da linha fronteira com Espanha, definida pelo Tratado de Alcanices em 1297, data em Almeida passou a ser portuguesa.

Almeida
Almeida

Almeida é um dos melhores exemplares de fortificação abaluartada existente em Portugal, de que são características as muralhas em cantaria rodeadas por um vastíssimo fosso que dificultava a passagem dos invasores, os baluartes estrategicamente colocados que permitiam a observação de todo o território em redor, as três portas abertas em túnel e abobadadas, as portas falsas para enganar invasores, as casamatas subterrâneas que, dotadas de todo o tipo de serviços necessários à sobrevivência em caso de guerra, poderiam servir de abrigo a toda a população.

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