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Os 25 melhores locais para visitar na Alemanha

É um dos países mais diversificados e bonitos da Europa e tem muito para ver e descobrir. Estes são os melhores locais para visitar na Alemanha.

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16. Gorlitz

Görlitz – a cidade mais ao leste e para muitos a mais bonita da Alemanha. A cidade surpreende o visitante apresentando orgulhosamente seus mais de 3.500 monumentos arquitetônicos erigidos há 500 anos, grande parte deles restaurados cuidadosamente. Entre fachadas ricamente ornamentadas, robustas fortificações e igrejas veneráveis, você vai descobrir uma cidade maravilhosa, jovem e hospitaleira. É verdade que Görlitz é uma cidade dividida – seu lado oriental fica na Polónia e chama-se Zgorzelec –, mas ninguém aqui percebe essa divisão. O lema de Görlitz e Zgorzelec bem poderia ser “construir pontes”. Isso fica evidente principalmente nas grandes festas realizadas na cidade: no festival de filmes de curta-metragem “Dreiland-Kurzfilm-Festival”, com produções da Alemanha, da Polónia e da República Checa, ou no festival de teatro de rua “Via Thea”, ponto de encontro de artistas e grupos de teatro vindos de toda a Europa, e, é claro, na festa da cidade em Zgorzelecer, que acontece sempre no final de Agosto, no mesmo fim de semana da festa no centro histórico de Görlitz. Uma festa municipal dupla como não há em nenhuma outra cidade, razão dobrada para uma alegria sem fronteiras.

Gorlitz
Gorlitz

Mas o charme de Görlitz, que sobreviveu à guerra quase intacta, não se deve apenas a seu toque medieval, nem só às festas e festivais. São também as ruas e praças elegantes do período de prosperidade conhecido como “Gründerzeit”, no início do século XIX, e os belos prédios em estilo “art nouveau”, com detalhes encantadores, que fazem qualquer visita valer a pena. Um paraíso especial para compras é a loja de departamentos na praça Demianiplatz: uma jóia em puro estilo “art nouveau” que sobreviveu às mudanças e à passagem do tempo praticamente intacta, com um grande pátio coberto e áreas de venda na forma de uma galeria. Bem pertinho fica também o “Schönhof”, uma antiga cervejaria e um do prédios mais bonitos da cidade. Hoje ele é sede do Museu da Silésia: artesanato e manufactura artística dos séculos XVII a XIX, produtos artesanais e industrializados do século XIX e do início do século XX. Já no museu de brinquedos, Görlitzer Spielzeugmuseum, a diversão não é só para crianças: mais de 4.000 brinquedos da região montanhosa de Erzgebirge transportam o visitante para um mundo só de brincadeiras, de 1850 até hoje.

 

17. Quedlinburg

Situada num local maravilhoso, na Rota Românica, a cidade de Quedlinburg foi um dos palatinados mais importantes do império e da monarquia durante a Idade Média. Com mais de 1.300 casas de enxaimel, construídas ao longo de seis séculos, uma série de edificações em art noveau e uma planta histórica da cidade, ela é considerada um exemplo excepcional de cidade medieval extraordinariamente bem preservada. A igreja colegiada Stiftskirche St. Servatius, que abriga os túmulos do primeiro rei alemão, Henrique I, e da sua esposa Matilde, é uma obra-prima da arquitectura românica e contém um dos três tesouros eclesiásticos mais valiosos da Alemanha. A basílica de três naves, construída entre 1070 e 1129, foi antes igreja do convento de mulheres de Quedlinburg. Hoje, a igreja serve também ao turismo, como a realização de eventos musicais durante o festival de verão, o Quedlinburger Musiksommer. Ela é literalmente o monumento arquitectónico que mais se destaca na cidade, situada ao alto da colina do castelo, mas é apenas uma das muitas atracções que tornam Quedlinburg, no Harz, uma obra artística completa representando a cultura das cidades medievais.

Quedlinburg
Quedlinburg

Um passeio pela cidade pode partir da praça do mercado, Markt, com a maravilhosa Câmara Municipal Renascentista e a estátua de Roland, até a Münzenberg, com a igreja românica do convento de Santa Maria, continuando pelos jardins históricos da abadia e pelo parque Brühl-Park – todas atracções de primeira que pertencem ao património mundial da UNESCO. Quedlinburg oferece ainda uma atracção especial sempre durante o Advento: é quando o Mercado de Natal, alegremente decorado em frente à Câmara Municipal, e os pátios internos iluminados, que durante o ano ficam escondidos por trás dos muros, como uma Bela Adormecida, despertam para criar um mundo natalício como nos contos de fadas. Mas, se você preferir passar o Natal em casa, os trens da linha Harzer Schmalspurbahnen são uma atracção que pode ser aproveitada o ano inteiro para passeios nas redondezas maravilhosas de Quedlinburg – por exemplo, até Brocken ou na cidadezinha de Wernigerode.

 

18. Trier

Fundada pelo imperador romano Augusto sob o nome de Augusta Treverorum, no ano de 16 a.C., Trier é conhecida não só como a mais antiga cidade alemã, mas também como importante centro de monumentos arquitectónicos e patrimónios artísticos da Antiguidade. Isso se comprova quando se vê a Porta Nigra, o mais bem conservado portão de cidade da Idade Antiga e hoje símbolo da cidade à beira do rio Mosela. O perfil da cidade foi sendo moldado por muitos imperadores romanos, mais tarde dos bispos, príncipes eleitores e cidadãos. Uma série de monumentos arquitectónicos de importância mundial – muitos incluídos no Património Mundial da UNESCO desde 1986 – e relíquias de arte foram conservadas e contam as vicissitudes da sua história. A Porta Nigra, o Anfiteatro ou as famosas Termas Imperiais, onde os romanos desfrutavam dos prazeres da vida, as relíquias das Termas de Bárbara, do século II, e a antiga Ponte Romana, da mesma época e usada ainda hoje como importante via de tráfego, são testemunhos do amplo projecto da cidade realizado na Antiguidade Clássica.

Trier
Trier

Mas há também monumentos medievais que impressionam o visitante, como a Catedral de São Pedro, a mais antiga da Alemanha, ou a Igreja de Nossa Senhora, a Liebfrauenkirche, da fase inicial do estilo gótico. E nota-se também que a França não fica muito longe, principalmente quando se trata de bom gosto. Restaurantes excelentes oferecem cardápios de iguarias gastronômicas que dispensam falsa modéstia, mesmo em nível internacional. Grandes vinhos da região Mosel-Saar-Ruwer não poderiam faltar, é claro, e os produtores de vinho da região se apresentam em diversas festas públicas, para alegria dos apreciadores. O ponto alto todos os anos é o período das festas Mosel WeinKulturZeit, que dura um mês. Nessa época, na região de Trier, a oferta de criações de fino paladar é enorme – uma boa razão para reservar um mês inteiro de vida boa para a sua visita. A praça do mercado medieval, com a residência burguesa Steipe, a Rotes Haus (literalmente “casa vermelha”), a igreja St. Gangolf, a cruz do mercado, a Fonte de São Pedro e a vizinha Judengasse (rua dos Judeus), o mosteiro beneditino de São Matias e as torres fortificadas, como a Frankenturm (torre dos francos) ou a Turm Jerusalem (torre de Jerusalém), são outras estações durante um passeio pela histórica Trier.

 

19. Celle

É uma cidade ou um conto de fadas? Quem der um passeio por Celle, involuntariamente fará essa pergunta. Um centro histórico maravilhoso, com centenas de casas de enxaimel, além de um castelo em estilo entre o renascimento e o barroco, tudo situado à beira do pequeno rio Aller e no limite sul da planície da “Lüneburger Heide”: tudo aqui é pura beleza. A igreja da cidade e o antigo edifício do Município (Altes Rathaus) estão entre as mais antigas construções da cidade, ilhas em um mar de enxaimel de diferentes séculos; entre elas estão também a sinagoga de Celle e a casa provavelmente mais conhecida da cidade, a Hoppener Haus, de 1532, uma casa de gablete ricamente decorada com relevos em madeira e respeitáveis seis andares. Em frente a ela estão as surpreendentes lanternas falantes, um grupo de figuras iluminadas, cada uma simbolizando um carácter humano diferente. Sensores de movimento fazem as lanternas falarem – separadamente ou todas juntas. O sistema abre arquivos de som com vozes contando fatos, anedotas ou mesmo ditados engraçados e pequenos esquetes. Não surpreende que alguns visitantes desconfiem até da própria saúde mental.

Celle
Celle

Foi erigido também no centro da cidade o castelo dos duques, Herzogschloss, provavelmente a construção mais importante da cidade, que remonta a uma fortificação do século XIII. A partir de 1530, ele foi reformado no estilo de um castelo renascentista e na segunda metade do século XVII, houve mais reformas e ampliações que deram ao castelo sua aparência barroca actual. Hoje, a sumptuosa residência é ocupada pelo teatro Schlosstheater – que existe desde 1671 – e pelo museu Residenzmuseum. O bons velhos tempos da cidade são lembrados também pela “Stechbahn”, a antiga arena onde eram realizados os torneios entre os cavaleiros da Idade Média. O duque Otto II, em 1471, foi vítima de um desses torneios, quando caiu de um cavalo e morreu. Até hoje, uma ferradura incrustada no pavimento em frente à farmácia Löwenapotheke mantém esse acontecimento vivo na memória dos habitantes de Celle, que normalmente sabem lidar bem com cavalos: na “Celler Hengstparade”, uma festa de equitação realizada todos os anos em Setembro, a haras do estado da Baixa-Saxónia transforma a cidade inteira em um festival de cavalos e montadores.

 

20. Lubeck

Durante centenas de anos, o nome Lübeck foi sinónimo de liberdade, justiça e prosperidade. A Lei de Lübeck, uma colecção de princípios básicos de direito em terra e mar, bastante progressista para a época, serviu de inspiração para a fundação de mais de 100 cidades em torno do Mar Báltico. Isso permitiu que a liga de cidades mercantis Hansa alcançasse um crescimento fabuloso, tornando-se a maior potência comercial desse período. O centro incontestável desse poder era Lübeck, uma das mais reluzentes metrópoles do antigo comércio internacional. A cidade antiga, cercada de água e com as sete torres das suas cinco igrejas principais, conta uma história intensa de mais de 1.000 anos e está protegida desde 1987, quando foi declarada Património Mundial da UNESCO. Com merecimento: os monumentos arquitectónicos nos estilos gótico, renascentista, barroco e classicista, suas ruelas e becos, igrejas e mosteiros, residências burguesas e fortalezas, tudo isso forma um conjunto de incomparável harmonia.

Lubeck
Lubeck

Uma jóia da construção gótica em tijolos é a igreja Marienkirche, a mais opulenta de Lübeck, modelo para cerca de outras 70 igrejas em toda a região da Mar Báltico, e com a mais alta abóbada de tijolos do mundo, de grande importância arquitectónica. Ela impera orgulhosa sobre o ponto mais alto da zona histórica da cidade, bem em frente do seu contraponto moderno, o Centro de Convenções e Música, chamado simplesmente de MuK. Entre as obras arquitectónicas mais importantes do centro histórico estão também o conjunto em torno da prefeitura, o castelo Burgkloster, o Koberg – um quarteirão de fins do século XIII totalmente conservado – com a igreja Jakobikirche, o hospital Heiliger-Geist e as casas entre as ruas Glockengießerstraße e Aegidienstraße, o bairro com as casas aristocráticas entre a igreja Petrikirche e a catedral, a porta e símbolo da cidade, Holstentor, é claro, e o antigo armazém de sal Salzspeicher, na margem esquerda do Trave. Um passeio pelo centro medieval de Lübeck é uma experiência inesquecível, até porque a cidade tem também um lado bem moderno para mostrar.

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