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Os 17 povos que deram origem aos portugueses

Somos muitos mais do que Lusitanos e são muitos os povos que estão na origem dos portugueses. Descubra os 17 povos que são os antepassados de Portugal.

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7. Cartagineses

Os Cartagineses descendiam dos Fenícios. Estes dedicam-se ao comércio de metais e à salga de peixe. Atribui-se-lhes a fundação de Portimão e outras colónias de pescadores na costa algarvia. Além de grandes comerciantes, os cartagineses eram também grandes exploradores. Algures entre o ano 500 aC e 420 aC, o almirante cartaginês Hanão organizou uma expedição para efectuar comércio marítimo em torno da costa africana, possivelmente para fundar colónias a sul.

Cartagineses
Cartagineses

Muitos historiados crêem que ele terá chegado até à Serra Leoa e ao Golfo da Guiné, mas não é provável  que tenha estabelecido rotas permanentes de comércio. Não existe prova concreta que tenham comerciado além de Marrocos. Porém, a viagem à Serra Leoa é descrita com algum pormenor. Conta-se que Hanão passou no estreito de Gibraltar com sessenta navios de 50 remos cada. Navegou para lá da Serra Leoa e fundou as cidades de Mogador e Agadir, onde construiu templos. Terá pensado, ao ver-se frente às tribos locais, ter encontrado os “inóspitos etíopes”.

 

8. Celtiberos

Os celtiberos são o povo que resultou, segundo alguns autores, da fusão das culturas do povo Céltico e a do povo Ibero, nativo da Península Ibérica. Habitavam a Península Ibérica, nas regiões montanhosas onde nascem os rios Douro, Tejo e Guadiana, desde o século VI a.C.. Não há, contudo, unanimidade quanto à origem destes povos entre os historiadores.

origem dos portugueses
Celtiberos

Para outros autores, tratar-se-ia de um povo Celta que adaptou costumes e tradições iberas. Estavam organizados em gens, uma espécie de clã familiar que ligava as tribos, embora cada uma destas fosse autónoma, numa espécie de federação. Esta organização social e a sua natural belicosidade, permitiram a estes povos resistir tenazmente aos invasores Romanos até cerca de 133 a.C., com a Queda de Numância. Deste povo desenvolveram-se, na parte ocidental da Península, os Lusitanos, considerados pelos historiadores como os antecessores dos portugueses, que viriam ser subjugados ao Império Romano no século II a.C..

 

9. Suevos

Os Suevos começaram por ser guerreiros e lavradores. Depois tornaram-se conquistadores e alargaram o seu reino para sul, até ao rio Tejo. Converteram-se ao catolicismo, por influencia de S. Martinho de Dume. Fundaram o Reino dos Suevos, com a capital em Braga. Esta tornou-se um grande centro de fé e de cultura. Com a expansão do reino para sul, os Suevos instalaram-se em Portucale, na foz do rio Douro.

Suevos
Suevos

Segundo o historiador Dan Stanislawski, o norte de Portugal tem ainda fortes influências dos suevos. A característica mais evidente é a prevalência de pequenos terrenos rurais (o que contrasta com o sul de Portugal, onde se encontram mais latifúndios). O arado quadrado e o espigueiro também foram deixados por este povo. Na toponímia, nomes como Freamunde ou Guilhofrei evocam origens germânicas.

 

10. Visigodos

Os Visigodos chegaram à Península Ibérica no ano de 416. Aqui fundaram um reino, submeteram os Suevos e ficaram a dominar longos anos em todo o território. O reino dos Visigodos estava organizado numa monarquia absoluta, com a capital em Toledo. Estes publicaram o Código Visigótico e estabeleceram uma sociedade formada pelo clero, nobreza e povo. Eram grandes artistas, em especial na fabricação de jóias. A pouca arte visigótica que ainda podemos admirar em Portugal está na ourivesaria e na arquitectura.

Visigodos
Visigodos

No que diz respeito a edifícios, temos a Capela de S. Frutuoso de Montélios, perto de Braga, a Igreja de S. Pedro de Balsemão, nos arredores de Lamego, e a Igreja de S. Gião da Nazaré. Claros traços visigóticos presentes em alguns espaços são o arco de ferradura e a planta em forma de cruz das igrejas. Também deixaram um importante trabalho na área jurídica. Escreveram Liber judiciorum, uma obra que forneceu as bases do pensamento jurídico na era medieval na Península Ibérica. Também relevantes foram o Código de Eurico, a Lex romana visigothorum.

 

11. Romanos

É dos povos que mais heranças nos deixaram: o latim, a numeração romana, pontes, estradas, aquedutos e cidades (o mais famoso centro urbano romano é em Condeixa, onde existem as ruínas da antiga cidade romana, Conímbriga).

Templo Romano de Évora
Templo Romano de Évora

A calçada portuguesa é também uma criação dos romanos. O vinho, o pão e o azeite eram muito admirados pelos romanos. A lei do mundo ocidental ainda hoje tem uma notória influência romana.

 

12. Judeus

Até à época da Inquisição existiam muitos judeus em Portugal com grande influência na sociedade. Muitos judeus desempenharam um trabalho relevante para o sucesso das descobertas portuguesas nos séculos XV e XVI, trabalhando na áreas da matemática, de astronomia e de cartografia.

Judeus Sefarditas
Judeus Sefarditas

Nesse sentido, desenvolveram grandes instrumentos científicos. Tomar e Coimbra são ainda cidades que apresentam alguns traços da arquitectura judaica do passado (como fontes). Já em plena época de perseguição, deixaram marca na gastronomia, com a famosa alheira de Mirandela (Trás-os-Montes).

38 COMENTÁRIOS

  1. Matéria maravilhosa, talvez artigos futuros possam detalhar de forma individual cada um destes povos. Principalmente os judeus que devem render boas reflexões

  2. A calçada à portuguesa só terá a ver com a estrada romana na medida em que o solo é sobreposto com pedra. Na calçada à portuguesa são utilizados o calcário, o basalto e o granito. Na calçada romana é utilizada a pedra como lage, continuada conforme a forma inicial não sendo aparada, o que não acontece com o modo da aplicação da calçada à portuguesa em que as peças são preparadas e ajustadas previamente. A primeira vez que se utilizou este processo terá sido em Lisboa, utilizando-se granito e basalto e outras pedras escuras a fim de esconder a sujidade do piso. É certo que usamos o método romano, utilizando a lage mas não é linear dizer que foi a partir dele que nasceu a calçada à portuguesa. Os Romanos usaram o ladrilhado com peças pequenas mas nunca o usaram em piso destinado a estrada.

  3. Boas!
    Sucinto mas cativante, no entanto realço a falta de alguns povos relevantes, a denominação não muito clara de alguns dos mencionados e também a desordem cronologica da presença destes povos.
    Falta mencionar pelo menos – a origem dos Iberos (hoje Bascos), possivelmente vindos das montanhas do Caucaso.
    Com a queda do Império Romano passaram pelo território hoje de Portugal os Álanos e os Vândalos.
    Os aqui mencionados muçulmanos são uma referência ultra simplista dos povos que se instalaram em Portugal, pois neste período a maioria da população era nativa e eram conhecidos por Moçarabes pelos cristãos e Romanos pelos muçulmanos, mas não podemos esquecer a enorme contribuição dada pelos povos de origem Berber que chegaram neste período junto com gentes das mais diversas origens como do Iraque, Irão, Síria e Iémen.
    Chamar de franceses às gentes de Nice do século XII é muito forçado pois nem francês esta gente falava, melhor dizer Occitanos ou Languedoquianos, neste período e até posteriormente muitos Galegos também se instaláram por cá. Franceses instaláram-se muitos nos Açores durante o período do povoamento junto com Flamengos.
    Bem haja!

  4. Os hábitos tem muita força e pelos vistos continua-se a acreditar numas conclusões resultantes de demasiada simplificação da história que não corresponde ao perfil genético da actual população!
    Os romanos tiveram talvez o maior impacto cultural e 8 séculos de ocupação depois os bárbaros e o império dos árabes que também deixou o seu impacto no desenvolvimento cultural .curiosamente o impacto na descendencia genétuca não ckrresponde nem á longa permanência destes impérios nem á maior influencia e rastos culturais!.
    Haverá assim e muito que distinguir duas caracterusticas fundanebtaus da população de um dado território uma a da cultura e a outra da herança biológica e as suroresas sào muitas e bem diferenciadas dos preconceitos existentes!

  5. O apagamento da origem principal dos portugueses é constante. É ideológico, político, portanto. Ao escrevrem isro:
    “Ao norte do Douro limitavam com os galaicos e astures – que constituem a maior parte dos habitantes do norte de Portugal – na província romana de Galécia”
    e ao juntarem estes povos (os galaicos) nas nossas origens, duas conclusões se retiram: “a maior parte dos habitantes do Norte de Portugal” (mais de 3 milhões) não contam segundo o autor para as origens dos “portugueses”; a segunda, até parece que o facto da reconquista ter sido feita a partir do Norte e, consequentemente, ter havido uma leva enorme de “galaicos” para sul, não conta também para nada.
    Nada que nos admire, só falta dizer que Portugal nasceu do nada, por obra e graça do Espírito Santo.

    • Ideológico é o seu comentário.

      O título é os 17 povos que derem origem aos portugueses. Como deve saber já cá havia gente antes da nacionalidade. A ancestralidade da maioria dos actuais portugueses não começa com a reconquista.

      Pronto, para ficar satisfeito pede-se à VortexMag para fazer um artigo sobre os Galaícos.

      • A única coisa positiva a retirar do seu comentário é que não se estendeu muito para dizer absolutamente nada. Nada como intelectuais de pacotilha. Leia de novo o comentário do leitor a ver se compreende. Após várias tentativas é capaz de conseguir. Não desista.

    • Os Galaicos não são Celtas? A matéria fala nos Celtas. Pronto já pode ficar mais satisfeito.

      O seu grande problema idiológico é Lisboa ser a capital de Portugal.

    • Mas é mesmo: ainda faltam os Túrdulos, os Turdetanos, os Vetões, os Draganos, entre tantos, tantos outros. E já nem falo nas sub-etnias dentro de cada um desses povos (os celtas dividiam-se em inúmeras sub-etnias e tribos, o mesmo com os Iberos, etc). Enfim, um mosaico muito mais denso do que o mostrado neste artigo…

  6. A história (os vestígios) dos Fenícios em Portugal
    é bastante mais do que isso. Parece não haver a mínima dúvida
    que foram eles quem fundou Lisboa, mas não só.

  7. na verdade estudei historia universal,mas falarem de gregos e fenicios e nao meterem cartagineses,ja me faz duvidar ,pergunto alguem nos enganou (professores ) durante anos?,nao falam em celtas celtiberos etc ,quem quer protagonismo,como podem falar em factos que nao existem,nao ha memorias ,deixem a hsitoria como estava e ensinem aos alunos de hoje ,faziam u mgrande favor aos Portugueses,so queria que este senhor que inventou alguns nomes aqui,disse-se em que enciclopedias viu alguns nomes e so farsas e farsantes

  8. Faltam os Suevos, que depois da queda do império romana, fixaram-se no nordeste da Península Ibérica. O reino Suevo compreendia os territórios da atual Galiza e Minho, sendo Bracara Augusta (Braga), cidade anteriormente fundada pelos romanos, a capital.

  9. Fenícios, Romanos, Árabes (Moçarabes e Barberes incuídos) e Visigodos foram os principais povos que deixaram marcas no atual território português que ainda preduram até aos nossos dias.

  10. Finícios, Gregos, Romanos, Árabes (com Moçárabes e Barberes incuidos) e Visigodos foram estes os povos que deixaram marcas no atual território português que preduram até aos nossos dias.

  11. Muçulmanos não são “um povo”, mas uma religião, por assim dizer. Melhor seria dizer berberes, mouros e árabes. Boa matéria, fácil e de leve leitura

  12. Erro (falta) indesculpável:
    Aqui falta a menção à Turdetânia, muito antes dos fenícios e ao tempo helenístico, com pegada até Alcácer do Sal.
    Os turdetanos, foram de facto quem primeiro viveu em larga escala toda uma área que se projectava até ao rio Guadalquivir (Sevilha).

  13. GOSTEI DE TODOS ESTES COMENTÁRIOS. AFINAL …..A HISTÓRIA ESTÁ MUITO VIVA. DIZ-SE POR AÍ QUE A HISTÓRIA ESTÁ MUITO DESPREZADA, DIMINUIÇÃO DE TEMPOS LECTIVOS NAS ESCOLAS, ETC. – SERÁ VERDADE????

  14. é pá… quando se fala na origem primeiro penso no condado portucalense… que pelo que entendi sao grovios… nem celtas nem lusos nem tanas…

  15. Os mouros estiveram em Portugal logo apos a queda do imperio romano. Estes , romanos, sua presença foi hostil aos locais.Quanto aos mouros, estiveram apenas elites militares mouras e não como se diz grandes quantidades de população moura entre nos. A relação com os mouros foi relativamente pacifica ao contrario desta com os Romanos. O envolvimento familiar entre mouros e locais , era ficcional na medida que muculmanos e povos lusitanos e povos ibericos não pertenciam a mesma cultura religiosa.Lisboa foi uma cidade ocupada por arabes todavia foi lusitana e não moura. Os Portugueses são fundamentalmente de origem celtibera, visigotica , sueva muito embora tenham sido influenciados por outros povos que aqui passaram.

  16. faltou mencionar os celtas gauleses bretões, porque os lusitanos eram galaicos , e todos estes povos eram das origens ibéricas-hispânicas que foram para as ilhas britânicas . Se bretões, gauleses, celtas são de raça hispânica , subentende-se que são espanhóis de raça, e se os lusitanos são galegos também são espanhóis . Então não podemos esquecer de mencionar o rei Arthur e os Percival, lancelote , etc … , . Haja tanta idiotice sobre estes celtas , bretões e lusitanos são todos uma rebostalha espanhola . assim LSouza

  17. A maior falta é dos Turdetanos. Um povo muito interessante, e para mim como filho de Loulé onde foram encntradas bastantes lapides deles, são demasiado desconhecidos Bom artigo..

  18. OS mouros estiveram na peninsula Iberica quase 800 anos e nao 500 anos nos.Nos primeiros anos os ibericos podiam praticar outra religiao mas tinham de pagar um imposto mas em ‘pouco tempo’ Toda a iberica era muculmana. Portugal esta em 5 lugar na lista dos paises com mais ADN arabe e espanha esta em 10.

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