Início Viagens Os 15 palácios mais bonitos da Europa: o 1º é português

Os 15 palácios mais bonitos da Europa: o 1º é português

Um site internacional de viagens fez o ranking dos mais palácios mais bonitos da Europa e chegou à conclusão que o mais bonito de todos é português.

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Palácio da Pena
Palácio da Pena - William Shatner

 

Antes de mais nada, uma pequena ressalva: a lista foi elaborada pelo site European Best Destinations e, honestamente, nós não concordamos mas divulgamos porque em primeiro lugar está o palácio da Pena, orgulho de Portugal, localizado em Sintra. A razão pela qual não concordamos com a lista é muito simples: o site em questão coloca tudo no mesmo saco: castelos e palácios, fazendo uma lista com os palácios mais bonitos da Europa que, na realidade, contém vários castelos. De qualquer das formas, e porque estamos orgulhosos do lugar alcançado pelo Palácio da Pena, aqui fica a lista.

 

1. Palácio da Pena, Portugal

O Parque e o Palácio da Pena, implantados na serra de Sintra e fruto do génio criativo de D. Fernando II, são o expoente máximo do Romantismo do século XIX em Portugal, com referências arquitectónicas de influência manuelina e mourisca. O Palácio foi construído para ser observado de qualquer ponto do Parque, floresta e jardins luxuriantes com mais de quinhentas espécies arbóreas oriundas dos quatro cantos do mundo.

locais para visitar em Sintra
Palácio da Pena

Ao transformar um antigo mosteiro numa residência acastelada, D. Fernando revelou ter uma forte influência do romantismo alemão, tendo-se provavelmente inspirado nos castelos à beira do Reno de Stolzenfels e Rheinstein, assim como na residência de Babelsberg em Potsdam. A obra do Palácio da Pena terminou em meados da década de 1860, embora posteriormente se fizessem campanhas de decoração de interiores. D. Fernando mandou igualmente plantar o Parque da Pena nas áreas envolventes do Palácio à maneira dos jardins românticos, com caminhos serpenteantes, pavilhões e bancos de pedra a pontuar os percursos, bem como árvores e outras plantas provenientes dos quatro cantos do mundo, tirando partido do clima húmido da serra de Sintra e criando de raiz um parque exótico com mais de quinhentas espécies arbóreas.

 

2. Alcazar, Espanha

O Alcázar de Sevilha é um dos conjuntos monumentais mais representativos da cidade, do país e da cultura do Mediterrâneo. Entre seus muros e jardins conserva a evolução da história da cidade durante o último milénio, reunindo influências que, começando na época árabe, passam pela mudéjar da Baixa Idade Média chegando até o Renascimento, o Barroco ou o século XIX.

Alcázar de Sevilha

A declaração como Património Mundial pela UNESCO, em 1987, significou o reconhecimento da sobrevivência de um conglomerado harmónico de culturas e civilizações, no qual estão presentes todos os seus elementos. O visitante poderá conhecer um ambiente único através do legendário al-Mutamid, o monarca e poeta sevilhano do século XI, ou alguns dos personagens que iluminaram a Espanha moderna por volta de 1812.

 

3. Neuschwanstein, Alemanha

O Rei Luís II da Baviera foi o idealizador do castelo no século XIX, inspirado pela obra de um grande amigo, o famoso compositor Richard Wagner. Para desenhá-lo, chamou Christian Jank, desenhista de cenários teatrais, ao invés de um arquitecto. Essa escolha já demonstra quais eram as intenções do Rei, e também explica a aparência fantástica que o castelo possui.

Neuschwanstein
Neuschwanstein, Alemanha

Porém, o que se iniciou como um belo conto de fadas teve um final trágico e envolto em mistério. O Rei foi declarado insano pela Comissão de Estado em 1886, já próximo da conclusão do castelo, e ali foi aprisionado. Logo depois foi levado para Berg e em Junho do mesmo ano foi encontrado morto no Lago Starnberger, junto ao psiquiatra que confirmou sua insanidade. Até hoje não se sabe exactamente o que aconteceu.

 

4. Hohenzollern, Alemanha

Cercado por um conjunto de muralhas, ameias e torres medievais, Hohenzollern tem toda uma aparência de castelo medieval. Porém, foi construído bem mais tarde, no século XIX. Frederico Guilherme IV, coroado rei da Prússia, quis reerguer um novo castelo onde estavam as ruínas e muralhas antigas de seus antepassados. Para isso, escolheu o estilo gótico medieval e se inspirou em construções da França e da Inglaterra.

Hohenzollern, Alemanha
Hohenzollern, Alemanha

O castelo ficou pronto em 1867, com mais de uma centena de cómodos repletos de pinturas, retratos, peças folheadas a ouro, joias da realeza e muito mais. Vale conferir de perto a biblioteca, a sala com a árvore genealógica dos Hohenzollern e os aposentos do rei e da rainha.

 

5. Walzin, Bélgica

A história deste castelo remonta ao século 11 quando uma primeira fortificação foi erguida neste local. Sabe-se que o castelo foi habitado por Walter de Kefreyn em 1235. Esta família se extingue quando Isabelle de Kefreyn morre sem um herdeiro em 1314. Não se encontra nada sobre o castelo até aparecer novamente em 1354 quando é de propriedade da Wautier de Walzin. Ele morre em 1385, sua filha Marie se casa com Gilles de Kemexhe. Em 1466 o castelo é destruído pelo exército francês e em 1489 é novamente saqueado pelo exército austríaco.

Walzin
Walzin

Existem duas formas de chegar até ao castelo. A primeira é conduzindo de carro até lá ou pode escolher a maneira mais divertida e estacionar o seu carro na estação de comboio de Anserremme e caminhar pelo caminho da terra ao longo da margem esquerda do rio Lesse. Desta forma, você deve caminhar cerca de 5 km ao longo do rio através da floresta. Muito mais divertido do que conduzir até ao castelo.

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