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Os 15 melhores locais para visitar em Peso da Régua e arredores

Fica no coração do Douro Vinhateiro e do famoso Vinho do Porto. Estes são os melhores locais para visitar no Peso da Régua e arredores.

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Peso da Régua
Peso da Régua

Qualquer pessoa em Portugal associa imediatamente a cidade de Peso da Régua ao Vinho do Porto. É nos socalcos do Rio Douro, que banha esta localidade, que este mundialmente famoso vinho é produzido. Por isso mesmo, a Régua recebe milhares de turistas todos os anos, principalmente com a intenção de realizar um cruzeiro pelo Douro ou de visitar uma das suas muitas quintas produtoras deste néctar. É difícil dissociar o Peso da Régua da região onde ela está inserida, o Douro Vinhateiro, e por isso mesmo, elaborar um roteiro para visitar a Régua terá obrigatoriamente que incluir muitos locais que, não pertencendo ao concelho, são famosos pontos de interesses ou atracções turísticas ligadas à produção do Vinho do Porto. Perto da Régua existem inúmeras aldeias vinhateiras dignas de visita, quintas produtoras de vinho do Porto e outros locais repletos de monumentos e história. Estes são os melhores locais para visitar no Peso da Régua e arredores.

 

1. Museu do Douro

O Museu do Douro, criado em 1997, é o local por excelência de acolhimento e representação da memória, cultura e identidade da região vinhateira – consagrada com o Estatuto de Douro Património Mundial pela UNESCO como paisagem cultural, evolutiva e viva. A proximidade com um rio que há séculos espelha as fachadas de um vale antigo e intenso, testemunho de histórias e vidas para contar, faz com que o Museu seja um espaço privilegiado de encontro com o que há de mais genuíno.

Museu do Douro
Museu do Douro

Está instalado numa casa senhorial, outrora sede da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, constituída por uma área de exposições, um centro de documentação, um arquivo, uma biblioteca, uma sala de leitura, uma oficina de conservação e restauro, um restaurante, uma loja e um wine bar. No espaço contíguo encontra-se outro edifício de arquitectura moderna revestido com painéis de xisto preto, onde está situado o Serviço Educativo. O Museu do Douro possui outros núcleos museológicos, espalhados pela região do Douro. Em 2011 foi galardoado com uma menção especial do Prémio de Museu Europeu do Ano, sublinhando a qualidade e o vasto âmbito de programas que contribuem para um maior conhecimento e orgulho da identidade cultural da Região do Douro.

 

2. Miradouro de São Leonardo da Galafura

Próximo de Covelinhas e Gouvinhas, entre Vila Real e Peso da Régua, o Miradouro de São Leonardo da Galafura proporciona panoramas de grande beleza natural sobre o maravilhoso rio Douro, manifestando a excelência da região de Trás-os-Montes.
Daqui as vistas surpreendem, pautadas com a beleza magnífica do rio Douro, recortado pelos socalcos de onde nasce o tão afamado vinho do Douro, que durante séculos tem caracterizado a vida da região. Situado a cerca de 640 metros de altitude, vale a pena contemplar a beleza da região, avistando-se daqui as regiões de Armamar, Sabrosa, Tabuaço, Fontelo ou Valença do Douro, entre tantos outros lugares que emolduram a paisagem.

Miradouro de São Leonardo da Galafura
Miradouro de São Leonardo da Galafura

O espaço possui ainda uma capela, onde anualmente no penúltimo fim-de-semana do mês de Agosto decorre a festividade local, que acolhe um largo número de visitantes, e também um marco geodésico, e um agradável parque de merendas, perfeito para momentos de lazer e comunhão com a natureza, que aqui é privilegiada. Sublinhando a beleza do panorama envolvente, encontra-se um painel de azulejos que parafraseia Miguel Torga: “O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à forma de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza”…

 

3. Covelinhas

Rio Douro acima, poucos quilómetros a montante da Régua surge a barragem de Bagaúste, a proporcionar um agradável espelho de água no vale do Douro, propício a desportos náuticos, oferecendo interessantes reflexos das várias montanhas envolventes. E é na margem direita, a cerca de 10.000 metros de Bagaúste que vamos encontrar a aldeia de Covelinhas, freguesia da Régua. E é em Covelinhas que a largura do espelho de água proporcionado pela represa de Bagaúste atinge as maiores proporções, denotando-se do outro lado da margem, a aldeia de Folgosa do concelho de Armamar.

Covelinhas
Covelinhas

A sinuosa estrada que nos transporta à aldeia, é já o convite para o distinto cenário onde metro a metro, nos deparamos com uma natureza em plenitude e harmonia, conjugando-se muito bem a rusticidade das paisagens e a perfeição de alinhamentos extraordinários. O Rio Douro, amansado pela barragem mostra-se pacífico, as montanhas e o céu reflectem-se deslumbrantemente sobre o espelho de água e esta, em acalmia serve de agente catalisador a reflexões que conduzem qualquer um à paz e inspiração. O silêncio fala-nos da labuta do homem, que ao longo dos séculos desbravou esta imensidão de montanhas, transformando-as num condimentado mar de vinhedos muito bem seguros por socalcos de xisto em harmonia perfeita com a paisagem.

 

4. Favaios

Conhecida pelo seu vinho moscatel, a aldeia de Favaios reserva-lhe algumas surpresas! Situada no concelho de Alijó, integra-se no Douro vinhateiro que é património da humanidade. Implantada num dos mais belos planaltos da região, chegado a esta aldeia, pare, escute, olhe e prepare-se para uma viagem dos sentidos! É que além da deslumbrante paisagem, das marcas arqueológicas, das casas brasonadas e dos monumentos religiosos, Favaios oferece gastronomia de fazer crescer água na boca!

Favaios
Favaios

Percorrendo o vasto património a explorar numa visita por Favaios, começamos pelas muralhas do “Castelo dos Mouros”, prosseguimos com uma visita à Igreja Matriz de São Domingos, com a torre sineira mais alta do concelho, à Capela de Santa Bárbara, Capela de São Paio do século XVI, Capela de Santo António e, por fim, à Quinta de São Jorge, onde se encontra uma estela funerária romana. De outras épocas pode visitar equipamentos como a Fonte Manuelina, o Castro do Vilarelho e três Marcos Pombalinos. No centro da povoação destacam-se dois magníficos edifícios: o Solar dos Sepúlvedas e a Casa dos Távoras, antigas casas nobres. Não se admire se vislumbrar, durante o passeio, outros casarios opulentos.

 

5. Estação Ferroviária do Pinhão

A Estação Ferroviária do Pinhão é a mais bela estação do Douro. Construída durante o século XIX é conhecida pelos seus azulejos representativos da produção do vinho do Porto, desde as vindimas, o pisar das uvas até ao transporte do vinho em barcos rabelo rio abaixo até às caves em Vila Nova de Gaia. O comboio chegou ao Pinhão em 1880 o que contribuiu para a rápida expansão do que antes era um pequeno povoado.

Estação do Pinhão
Estação do Pinhão

Em 1937 a estação recebeu os painéis de azulejo que fazem a sua fama. A sua autoria é de J. Oliveira, artista que também decorou outras estações portuguesas, e foram construídos na fábrica Aleluia de Aveiro. São 24 painéis que cobrem a quase totalidade das paredes do edifício principal. Observar os painéis é como ler uma história, contada pelas imagens que representam as fases da produção de vinho. É também uma viagem ao passado onde podem ser observados vários aspectos já desaparecidos do Douro Vinhateiro. Este é um local de visita obrigatória para quem visita a região do Douro.

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